quarta-feira, 17 de junho de 2009

O bom Jesus


Parece que é desta! A novela Jorge Jesus, que alimentou páginas e páginas de jornais nos últimos tempos, chegou o fim. O grande J.J. está de malas aviadas para o Benfica. Independentemente do (in)sucesso que o treinador venha a ter no comando das 'águias', continuarei a defender que Jesus é, dentro das quatro linhas, o melhor técnico do futebol nacional.
Na Luz, a tarefa não se avizinha fácil, nada mesmo. A ausência de uma estrutura directiva sólida, por si só, é suficiente para impedir qualquer treinador de desempenhar a sua missão de forma eficaz.
Não tenho a mínima dúvida que se estivesse no FC Porto, Jesus teria, no mínimo, ganho tudo o que o homólogo dos 'dragões' conseguiu. É certo que o currículo como treinador, apesar dos muitos anos de experiência acumulados no cargo, não impressiona, mas as qualidades do treinador há muito lhe são reconhecidas. Em Setúbal, quando esteve ao serviço no Vitória, contactei directamente com Jesus. Na preparação técnica e táctica do plantel e na rapidez com que faz a leitura dos jogos, mexendo na equipa onde e quando o deve fazer, destaca-se de todos os outros.
Desde a sua experiência no Bonfim, no início do século, o treinador mudou e evoluiu. A forma "bruta" como comunicava com os atletas, dizem-me, já não é a mesma e as conferências de imprensa continuam a ser uma incógnita. Rotina é coisa que não existe. O tradicional "vamos jogar para ganhar" e "no futebol há três resultados possíveis" raramente fazem parte do discurso.
Ao longo dos anos, o treinador presenteou-nos com muitas pérolas. No Benfica, onde qualquer corte de cabelo ou unha encravada é notícia, nenhuma declaração de Jesus passará despercebida. É aconselhável, sem obliterar a personalidade que o caracteriza, que J.J. se resguarde para não cair no ridículo. Dizer o essencial, com uns pontapés na gramática à mistura, mas sem se alongar para não dar tiros nos pés. A ver vamos.

Deixo aqui algumas frases lapidares do treinador publicadas no maisfutebol.

- «O processo de neutralização do jogador pertence ao forno interno do clube»;
- «Quero aproveitar para dedicar esta vitória a todos os motocards da Amadora que vieram até aqui»;
- «O fair-play é uma treta»;
- «A equipa de arbitragem não deixa. Como resolvo isto? Só resolvo na playstation»;
- «Com essa equipa dava-lhe 3 de avanço, mudava aos 5 e acabava aos 10». Em Agosto de 2007, após o Belenenses perder por 1-0, com o Real Madrid, no Troféu Teresa Herrera e dirigindo-se ao treinador dos espanhóis, Bernd Schuster ;
- «Também posso dizer que, com aqueles jogadores, aquilo (exibição) foi muito poucochinho». Na mesma conferência de imprensa, respondendo a Schuster, que acusara o Belenenses de ser defensivo;
- «Não sei o que é jogar para empatar. Já tentei entender, mas não consigo»;
- «O terceiro golo [penalty] surge de um lance que está na moda. Os treinadores têm de passar a contratar jogadores manetas».

domingo, 14 de junho de 2009

Cores e sabores

Estamos de volta! O reencontro não teve nada de cinzento, pelo contrário, houve cores e sabores para todos os gostos. As pizzas foram um mero acessório numa noite em que o convívio foi rei e as gargalhadas o néctar da boa disposição.
Com muita pena de todos os participantes, não puderam estar presentes a Raquel, o António, a Rute, o Tiago (que nos deu música à última da hora!), o Bruno, a Ana e o Francisquinho. Prometam-nos que para a próxima não falham. Nós valemos mais do que quaisquer mini-férias, festas ou discos de platina!
Em destaque esteve a entrada em cena da equipa médica maravilha - a dupla que salva vidas -, que, apesar de exausta, trouxe um contributo inestimável à noite, colorindo de alegria a reunião dos Magníficos.
Depois do jantar, que terminou já de madrugada - lá se foram as marchas -, despedimo-nos da Vanda e do marido e do duo que esteve horas ao serviço da saúde pública.
Os oito resistentes rumaram à baixa para um copito numa esplanada, afinal a noite estava convidativa, pensámos nós. Nem a chuva nos demoveu. Enquanto as outras pessoas se abrigavam, nós resistimos estoicamente. Queríamos muito captar o momento para a posteridade. Não foi fácil, nada fácil, mas a missão lá acabou por ser cumprida.



A já tradicional foto de família, desta vez no "Cores e Sabores"

Um copinho de leite entre duas torradas

Estavas linda Luísa e, garanto-te, cheirosa!

Pedro, desta vez não puseste as mãos à frente da máquina. Pudera!

Ninguém pára esta dupla!

Love is in the air

Para quem diz que não fica bem nas fotos...

Só Deus sabe o que custou tirar esta foto

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Sol quando nasce é para todos

Já sei que no sábado algumas pessoas vão aparecer mais bronzeadas do que à partida pareceria aceitável. É verdade que o Sol quando nasce é para todos, apesar de alguns terem a ideia errónea de que o mesmo só brilha lá para os Algarves. Há ainda aquelas pessoas que se vangloriam do microclima de uma certa vila piscatória - onde estacionar é uma tarefa (quase) impossível em dias de canícula - em que quando há nuvens em todo o lado, lá, e só lá, dá para ir para a praia. Devem pensar que estão na Califórnia!
Por cá, a cidade a que todos acabam por se render, o boletim meteorológico também foi bastante simpático. O calor abrasador convidava a sair de casa. Lá fomos nós para a terra da Luisinha - a outra (única) localidade sadina além de Setúbal. Daí seguimos em direcção à Comporta com o intuito de nos deliciarmos na nossa Escola de Cachopos, o tal restaurante que é uma verdadeira perdição. As expectativas foram, tal como esperado, mais uma vez correspondidas.
Com uma satisfação indescrítivel - nem vos falo das iguarias - rumámos a Tróia. Aí constatámos que o senhor Belmiro está a trabalhar bem. Para já, está de parabéns. Eis algumas fotos.

Arquitectura em movimento (edifício em Tróia que se vê iluminado da avenida do rei)

Vai um mergulho? É melhor não, olha a digestão!

Passagem aérea sobre as dunas

O Sado e a Serra

sábado, 6 de junho de 2009

Fenómenos da natureza

Em Portugal, sempre que a natureza se manifesta de forma invulgar, utilizamos a expressão “fenómeno do Entroncamento”. Qualquer abóbora de 30 quilos, nabo cor-de-laranja, árvore com forma humana é motivo, mais do que suficiente, para ser noticiado. Outra obsessão do nosso país é a quebra de recordes do Guinness. Feijoadas, tortas, caldeiradas e cozidos à portuguesa? Marcha tudo. Vale tudo.
Claro que todos os povos gostam de elevar os seus orgulhos nacionais. Pizzas, paellas e couscous também figuram no livro dos recordes e o que não falta nessas nações são fenómenos da natureza. Bem generosos, por sinal. Que o digam os turcos. Não vale a pena competir com os gajos! Precisávamos de, pelo menos, três Cristo-Reis, lado a lado, para nos aproximarmos deles.


Photo by Luísa Hilário

Novas aquisições

Eça, Albert e Fernando. Da Feira de Antiguidades para a nova casa

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O saber não ocupa espaço

O prometido é devido. Aqui está o post só com texto, nada de fotografias! Palavras para quê!?

Alevantar - Acto de levantar com convicção, com o ar de “a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!”.
Amandar - Acto de atirar com força: “O guarda-redes amandou a bola para bem longe"
Aspergic - Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar - Acto de sentar, só que com muita força, como se fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom - Tampa de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar- Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Disvorciada - Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
É assim... - Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase.
Entropeçar - Tropeçar duas vezes seguidas.
Êros - Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes... - Articulação na 4.ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES..
Fracturação - O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. "Casa que não fractura... não predura".
Há-des - Verbo "haver" na 2.ª pessoa do singular: "Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia..."
Inclusiver - Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'inclusivel'.
Mô - A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como "bué" ou "maning". Ex.: Atão mô, tudo bem?
Nha - Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer "Nha Mãe" e é uma poupança extraordinária.
Númaro - Também com a vertente "númbaro". Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira - Local ideal para guardar os livros de 'Protuguês' do tempo da escola.
Perssunal - O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: "Sou perssunal de futebol". Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Pitaxio - Aperitivo da classe do 'mindoím'.
Prontus - Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.
Prutugal - País ao lado da Espanha. Não é a Francia.
Quaise - Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
Stander - Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...
Tipo - Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?
Treuze - Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Vanda's photos

A este ritmo é difícil acompanhar o 'Saudinha'. É claro que isso só acontece com aqueles que não são tão assíduos no blogue como deveriam! De entre as imagens enviadas pela Vanda seleccionei algumas do encontro de segunda-feira. Espero que gostem e não se esqueçam de agradecer à Vanda. Pela minha parte: "obrigado Vanda".

Reparem como o senhor da esquerda está mais interessado no petisco do que em tudo o resto

A filhota da Vanda alegrou ainda mais a noite da Raquel

O Tiago ainda não tinha aparecido, por isso, cá vai a foto

A pedido de muitos fãs voltamos a mostrar um sorriso radioso. Só para fugir à regra, publicamos uma imagem em que o Pedro se esqueceu que estava a ser fotografado

Pedro, já percebemos a ideia. Prometo que o próximo post só terá texto

terça-feira, 2 de junho de 2009

Caracóis, amêijoas, mexilhões e choco frito

Há já algum tempo que uma segunda-feira não começava tão bem. O facto de saber que íamos estar de novo juntos deu um alento extra ao início da semana. A ideia do ponto de encontro ser na EPCC foi excelente. Desta forma pudemos rever, de uma assentada, a nossa directora, a nossa Ana e o nosso Francisquinho, que cresce a olhos vistos.
Um a um lá foram chegando "Os Magníficos". Desta vez o departamento clínico esteve completo: o Manuel lá arranjou um espacinho na agenda e a Luísinha foi, finalmente, libertada pelos otomanos. Quem também não falhou na ocasião foi a Vanda e a sua mana Sandra. De facto, poderiam passar por gémeas!
Os reveses do encerramento de portas das duas tascas previstas não travou a nossa determinação em ir para a petiscada. Rumámos à Avenida da cantora lírica e aí foi fácil dar com uma esplanada acolhedora numa das vielas junto à Fonte Nova.
O menu de caracóis e choco frito num ápice foi alargado a amêijoas e mexilhões. O pãozinho torrado e as bebidas compuseram a coisa, mas, na realidade, o melhor de tudo - isto está a tornar-se repetitivo - foi o convívio, as gargalhadas e, nalguns casos, os desabafos que se fazem entre pessoas que realmente se gostam. Afinal, ser amigo é isso mesmo.
Após os petiscos, que na realidade se tornaram num jantar, assegurámo-nos de que o Manuel, desta vez, não se escapulia sem pagar a sua conta. Com as continhas acertadas, o destino voltou a ser a Avenida do rei.
Escusado será dizer que todos imploraram por uma espreitadela às revistas que dias antes tanto furor fizeram junto do Ricardo C. e do Tiago. Ficou também combinada uma sessão non stop da trilogia do "Senhor dos Anéis". A visita à Quinta da Regaleira, sugestão da Raquel, também foi lembrada e bem acolhida por todos. Por entre uns copitos - admito que os transportem até à cozinha, mas jamais permitirei que os coloquem na máquina da louça - a conversa fluiu.
Desta vez, ao contrário do que é normal, o Pedro foi dos primeiros a dar mostras de cansaço. O dia terminou por volta das 00h00.
Confesso que desta vez - só mesmo desta - queria muito que tivessem ficado mais tempo.

Gostaria de dedicar este post e as fotos que se seguem à nossa querida Rute. Foi pela Rute que nos reunimos e é com ela, tenho a certeza que todos os magníficos partilham esta ideia, que desejamos estar juntos numa próxima ocasião.

Magnificiência in the house

Magnificiência in the house - part II
Os caracóis foram afogados em moscatel

A israelita e a cada vez mais solta Dora
Um emplastro chamado Peter

A Jaqueline atravessou o Atlântico para encontrar o ManuOcean

Vanda e Sandra em amena tertúlia

Obrigado Luísinha

domingo, 31 de maio de 2009

Luísa's photos

O jantar do final do curso decorreu a 12 de Maio, mas só agora chegaram à redacção do 'Saudinha' as imagens que se seguem. Chamo a atenção para a qualidade da primeira foto. De acordo com um estudo recente, efectuado por uma empresa de sondagens independente, o público feminino apontou o facto de se tratar de um trio "muito bem apessoado" como determinante para a conquista do primeiro lugar no concurso das melhores fotos do ano.


O 'Trio Odemira'. Já que o Manuel continua a esquivar-se, lembramos uma das suas últimas aparições. Volta Manel, queremos-te connosco!

Depois do que sofreu nas mãos dos turcos, a nossa Luísa merece destaque (sem chichinha)

O (único) maravilhoso comentário do João no nosso blogue leva-nos a recordá-lo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Para quebrar o marasmo

ALERTA: O post que se segue não é aconselhável a pessoas sensíveis sob pena de ferir, irremediavelmente, susceptibilidades (não digam que não os avisei!)
Em primeiro lugar, devo confessar que menti. Eu bem queria que o cafezinho não se prolongasse madrugada dentro, mas foi impossível evitá-lo.
A presença do Ricardo C. e do Tiago foram mais do que suficientes para alimentar conversas durante muito tempo. Fartámo-nos de cortar na casaca e podemos garantir que ninguém foi poupado. Dissecámos e esquartejámos cada um dos membros do grupo, expondo ao ridículo cada um de vocês. É claro que, por razões óbvias, excluímo-nos da análise.
Palavra puxa palavra, o tempo lá foi passando e, quando demos por ele, o relógio já ia nas três horas. Antes de nos despedirmos – já depois de termos partilhado histórias de duches de vómitos ao largo de Sesimbra e intoxicações alimentares na Índia (conversas de m..., basicamente) – lá a coisa espevitou mais um pouco. Não porque tivéssemos continuado na arte de maledicência ou pela tertúlia de alto nível que efectuámos, mas porque o Tiago e o Ricardo C. resolveram ver umas revistas (juro que nunca as vi na vida) de 'gajas' nuas.
Peço desculpa às pessoas respeitáveis que frequentam o blogue – Jaqueline no topo da lista – por a qualidade ter descido de forma tão abrupta. Pela primeira vez, senti-me tentado a usar o lápis azul. Só o facto de não querer ser acusado de fascista pelos elementos retratados me fez recuar no recurso à censura.
Espero para a próxima contar com a presença de mais uns quantos magníficos (de mente sã) para dissuadir alguns espíritos mais obscuros de pensamentos pecaminosos.
PS- Bem-haja a todos os que contribuíram para o impressionante número de comentários no post anterior. Aviso, desde já, que não tenciono partilhar os lucros de futuras publicidades no blogue com ninguém.


Tentei que o nível não descesse tanto, colocando o "Há Lodo no cais" no colo do Ricardo, mas de nada valeu. Tiago, os olhos quase que te saíram das órbitas!

domingo, 24 de maio de 2009

Encontros imediatos do terceiro grau

Um domingo alucinante! Tudo começou com um sms provocatório ao Tiago relacionado com o seu adorado Isidro. Quando combinámos um café no Parque Urbano de Albarquel estávamos longe de imaginar quem iríamos encontrar. Nada mais nada menos que o futuro presidente da Ordem dos Médicos. Digam lá que não é uma grande coincidência?! Nós a combinarmos programas e o Manuel a escapulir-se e, quando menos esperamos, damos de caras com o nosso estimado colega.
Não esquecemos a promessa que nos fez de não falhar o próximo encontro, de visitar o blogue e, já agora Manuel, é favor comentar. Como disse o Tiago, foi uma (literalmente) visita de médico, mas que nos fez bem à saúde lá isso fez!
Conversa para aqui, conversa para acolá, o Tiago lembrou-se de ligar ao sempre disponível Pedro. Por mero acaso, o nosso craque informático estava com a nossa senhora doutora. Pensámos nós: é desta que a Raquel não nos escapa. Lá fomos a outra esplanada, em plena Avenida Luísa Todi, e, por entre muitos dedos de conversa, lá matámos saudades da "israelita" Raquel (depois explicamos).
Do brainstorm permanente que fizemos, nasceu uma ideia para o futuro. Um dia dedicado à história e à cultura lá para os lados de Sintra. Saímos cedinho de nossas casas, metemo-nos em dois, três ou quatro carrinhos (se forem quatro é sinal que a adesão foi a desejada pelos mentores da iniciativa) e lá vamos nós, todos lampeiros, a caminho da Quinta da Regaleira. É uma ideia catita, não é?

Raquel, não fiques arreliada: somos mesmo bem apessoados


Saudadeeeeeees da senhora doutora, perdão, Raquel!

sábado, 23 de maio de 2009

Yes!


Três 15 Dias

O poeta Bocage testemunhou mais um reencontro entre alguns dos elementos que formam o já famosíssimo grupo dos 15 magníficos. Apesar das ausências da senhora doutora, da Luísinha, que está quase a regressar da Turquia, do fututo presidente da Ordem dos Médicos, da "por acaso gostei" Vanda, da carinhosa Rute e da Ana e o seu inseparável Francisquinho, foi com alegria que tivemos, desta vez, a companhia do João e Dora.
De bar em bar, lá fomos cimentando mais um pouco os alicerces da amizade.
Está bom assim o tamanho da letra, Tiago?

Elmano sadino pousou ao lado dos magníficos

O prémio mister fotogenia está entregue

Bruno, melhor companhia era impossível

O sorriso do João iluminou ainda mais a noite

António: prémio para a tosta mista mais cobiçada

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A talentosa miss Highsmith


Devo a João Bénard da Costa, falecido ontem aos 74 anos de idade, uma das mais empolgantes descobertas literárias que tive até hoje: Patricia Highsmith. Foi graças ao antigo director da Cinemateca, no programa da RTP2 na década de 90, se não me falha a memória, “O meu cinema”, que me iniciei no universo da conceituada autora de thrillers criminais psicológicos.
Na semana que o programa de Bénard da Costa dedicou a Alfred Hitchcock descobri aquela que para mim é a obra-prima do realizador: “O Desconhecido do Norte Expresso” (Strangers on a train), baseado na obra homónima da escritora norte-americana.
A história é cativante e a sinopse conta-se em poucas palavras. Um estranho convence outro da possibilidade de cometerem crimes sem serem apanhados, bastando para tal que façam uma troca e que cada um execute o serviço que convém ao outro.
Quando se juntam os talentos Highsmith-Hitchcock o resultado é uma viagem marcante. Daí para a frente o cinema do género nunca mais é visto da mesma forma e os livros de suspense ficam com a fasquia num nível elevadíssimo.
Após a descoberta de Strangers on a train as minhas idas à biblioteca tornaram-se sôfregas. Nas livrarias passei a procurar a letra H com uma avidez nunca antes vista. A sede de beber mais daquelas histórias tornou-se uma necessidade imperiosa. A cada livro, a cada conto, a cada virar de página o perigo espreita. Não sabemos o que vamos encontrar nem quais os limites das personagens criadas na imaginação fértil da autora.
Em 1999, 48 anos depois de Hitchcock, foi a vez de Anthony Minghella levar ao grande ecrã a mais fascinante das personagens criadas por Highsmith em “O Talentoso Mr. Ripley”. Matt Damon, naquele que é, em minha opinião, o melhor desempenho da sua curta, mas produtiva carreira, encarna de forma perfeita o complexo Tom Ripley, que afirma a determinada altura que «mais vale ser um falso alguém do que um verdadeiro ninguém».
Ao longo de mais de uma década devorei cada linha escrita por Patricia Highsmith. Os livros da autora ocupam um lugar de destaque na estante. Não podia ser de outra forma, tal a admiração que nutro pela talentosa autora, que me foi dada a conhecer por João Bénard da Costa, o homem que muitos apelidam como o Senhor Cinema.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Anjos e Demónios


Tal como esperava – é importante não ter expectativas elevadas quando se tratam de adaptações de best-sellers à Sétima Arte –, a mais recente obra de Ron Howard está muito longe de ser memorável. É apenas, o que já não é mau, um filme que cumpre o objectivo de entreter e que, por isso mesmo, merece nota positiva.
Apesar de o considerar superior ao anterior “O Código Da Vinci”, baseado também num romance de Dan Brown, trata-se de um daqueles filmes que não apelam tão cedo a um revisionamento. Vê-se e está visto.
Esqueçamos os atropelos históricos, as incongruências no argumento, a banda sonora previsível, a antimatéria que pode causar um holocausto e o twist final que nada surpreende. O mais importante é tornar o enredo apelativo, com simbologias, teorias e fantasias que prolonguem ao máximo a atenção do espectador. Se exceptuarmos as pessoas que vão para a sala de cinema cheias de sono, o objectivo de manter o interesse é alcançado.
Confesso que o que mais gostei no filme foi a possibilidade de visualizar, por mais encenados e irreais que sejam, os rituais do conclave que antecedem a nomeação de um Papa. Apreciei também o trabalho realizado com os cenários, sobretudo, se pensar que a produção não foi autorizada a filmar intramuros no Vaticano.
Tom Hanks, secundado pelos sempre competentes Armin Mueller-Stahl e Stellan Skarsgärd, volta a vestir a pele de Robert Langdon. É claro que não estamos perante uma personagem com o carisma de um Indiana Jones, apesar dos altos e baixos da série protagonizada por Harrison Ford.
Já que falamos do mais famoso arqueólogo, falemos também do mais conhecido espião. É que a “Anjos e Demónios” não falta o momento à la James Bond protagonizado, pasme-se, pelo camareiro do Papa, interpretado por Ewan McGregor! É vê-lo de batina pilotar um helicóptero para salvar os milhares de fiéis que aguardam no Vaticano pelo anúncio Habemus Papam.
As falhas no filme não são, nem de perto nem de longe, suficientes para arrasá-lo. É claro que quase todos os críticos do burgo afirmam que “Anjos e Demónios” é «de fugir», um filme intragável e sem ponta por onde se lhe pegue.
Com as óbvias diferenças, recordo que os detractores são os mesmos que recentemente escreveram uma torrente de atrocidades sobre “Slumdog Millionaire”. É a prova, se dúvidas existissem, de que nem sempre os podemos levar a sério.