Ser pexito(a) é...
- Trocar o fim das palavras acabadas em ‘o' por 'e' ('sogre', 'filhe', 'mercade', 'lence de papel', 'lixe', 'campe', 'pexite', etc.);
- tratar toda a gente por 'balhão', 'soce' e 'pariga';
- Começar todas as frases com 'epá' e acabar com 'estatão';
- Não saber que existe o sufixo 'lhe', e quando é preciso usá-lo dizer coisas como 'diz a ele', 'dá a ela', 'fiz a eles';
- Estar sempre bêbado;
- Andar à porrada com pessoal de fora no Carnaval;
- Passear na marginal (do Caneiro à Doca e da Doca ao Caneiro);
- Dizer coisas como 'epá balhão, pa córas é qué o avise?' (tradução: “epá balhão, a que horas vamos para o mar”);
- Estudar na Escola Secundária de Sampaio;
- Gozar com as pessoas de Setúbal chamando-as 'caga-leites';
- Vestir roupa nova na Festa das Chagas;
- Ir à praça comprar ovas de choco e juntar-se com os amigos, fritar as ovas e beber cerveja à tarde no sábado.
Além dos pexitos e pexitas, há muito mais para ver em Sesimbra. As duas imagens que se seguem são elucidativas.
Praia Ribeiro do Cavalo
Dizem que o acesso é difícil, mas deve valer a pena! Vai um mergulho? (Foto: CMS)Bacalhau ao léu
Antes de ir para o tacho convém arejar o dito cujo, pendurando-o com um par de molas colorido! A imagem foi captada há dias num rés-do-chão junto à sede da "Escola de Samba Bota no Rego", pertinho da Casa do Benfica de Sesimbra. (Foto: V.L.)Acham piada ao nome da Escola de Samba? De facto, ninguém pode acusar os pexitos de falta de originalidade. Além da "Bota no Rego", há a "Trepa no Coqueiro", os "Saltaricos do Castelo" (este é um nome corriqueiro, admito) e os grupos "Tripa Cagueira", "Tripa Mijona" e "Bigodes de Rato"!
Não é por nada, mas eu torço pelos "Bigodes" para a coisa não cheirar mal...


































