segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Lost in translation
Na hora de dar títulos aos filmes que estreiam nas salas de cinema os responsáveis pela tarefa revelam uma imaginação extraordinária. O talento é fértil não apenas por cá, mas também no outro lado do Atlântico. Organizados em quatro categorias, vejamos alguns exemplos:
Venha o diabo e escolha
Million Dollar Baby (título original)
Sonhos vencidos (Portugal)
Menina de ouro (Brasil)
Lost in translation (título original)
O amor é um lugar estranho (Portugal)
Encontros e desencontros (Brasil)
The French connection (título original)
Os Incorruptíveis Contra a Droga (Portugal)
Operação França (Brasil)
Eu quero ser brasileiro
Little Miss Sunshine (título original)
Uma família à beira de um ataque de nervos (Portugal)
Pequena Miss Sunshine (Brasil)
Afinal, já não quero ser brasileiro
The Godfather (título original)
O Padrinho (Portugal)
O poderoso chefão (Brasil)
The sound of music (título original)
Música no Coração (Portugal)
A Noviça Rebelde (Brasil)
Pior a emenda que o soneto
Sideways (título original)
Sideways (Portugal)
Entre umas e outras (Brasil)
Mystic River (título original)
Mystic River (Portugal)
Sobre meninos e lobos (Brasil)
Moulin Rouge (título original)
Moulin Rouge (Portugal)
Amor em vermelho (Brasil)
Traffic (título original)
Ninguém sai ileso (Portugal)
Traffic (Brasil)
Jerry Maguire (título original)
Jerry Maguire (Portugal)
A grande virada (Brasil)
Annie Hall (título original)
Annie Hall (Portugal)
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Brasil)
Incrível, não é?
Venha o diabo e escolha
Million Dollar Baby (título original)
Sonhos vencidos (Portugal)
Menina de ouro (Brasil)
Lost in translation (título original)
O amor é um lugar estranho (Portugal)
Encontros e desencontros (Brasil)
The French connection (título original)
Os Incorruptíveis Contra a Droga (Portugal)
Operação França (Brasil)
Eu quero ser brasileiro
Little Miss Sunshine (título original)
Uma família à beira de um ataque de nervos (Portugal)
Pequena Miss Sunshine (Brasil)
Afinal, já não quero ser brasileiro
The Godfather (título original)
O Padrinho (Portugal)
O poderoso chefão (Brasil)
The sound of music (título original)
Música no Coração (Portugal)
A Noviça Rebelde (Brasil)
Pior a emenda que o soneto
Sideways (título original)
Sideways (Portugal)
Entre umas e outras (Brasil)
Mystic River (título original)
Mystic River (Portugal)
Sobre meninos e lobos (Brasil)
Moulin Rouge (título original)
Moulin Rouge (Portugal)
Amor em vermelho (Brasil)
Traffic (título original)
Ninguém sai ileso (Portugal)
Traffic (Brasil)
Jerry Maguire (título original)
Jerry Maguire (Portugal)
A grande virada (Brasil)
Annie Hall (título original)
Annie Hall (Portugal)
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Brasil)
Incrível, não é?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.
Autor: William Ernest Henley (1849-1903)
Nota - Poema que inspirou Nelson Mandela nos 27 anos de encarceramento antes de se tornar presidente da África do Sul.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
2010

Não, não vos vou anunciar uma prequela de "2012", filme catástrofe (a evitar) de Roland Emmerich. 2010 é o novo ano e, para não destoar dos anteriores, é momento de renovar desejos, perseguir novas e velhas aspirações e lutar pelos sonhos que acalentamos.
Há já quem faça planos para o próximo Natal e quem anuncie resoluções (que quase sempre não surtem efeito). Outros, como há dias ouvi, anseiam apenas pela chegada do Mundial de futebol...
Com o avançar da idade, naturalmente, amadurecemos. Constatamos que os mais velhos, que antes criticávamos e cujas prioridades não compreendíamos, tinham muitas vezes a razão do seu lado.
Na hora de formular desejos - mesmo sem comer passas - a Saúde é rainha e princesa em simultâneo. Só partindo daí todos os outros sonhos poderão concretizar-se e fazer sentido. O contrasenso entre formular desejos e a época natalícia é evidente, uma vez que nas semanas antes e depois do arranque do ano os abusos são mais do que muitos e os maus tratos infligidos à preciosa Saudinha são aterradores.
Sonhos, filhózes, bolos rei, troncos, torta de laranja, lampreia, fatias douradas, arroz doce, bolo de côco e sericaia foram apenas (!) algumas das doces tentações com que me cruzei nas casas de familiares mais próximos que frequentei.
Além da doçaria há todo um admirável mundo de pratos principais: bacalhau, peru recheado e cataplana de peixe. Antes houve patés, queijos e um sem fim de iguarias que servem apenas para aumentar os riscos de doenças cardiovasculares e de subir perigosamente os níveis de colestrol. Já deu para ver o filme! Anda uma pessoa 350 dias no ano a comer sopinha de legumes às refeições, a não beber refrigerantes e a não abusar dos doces para, nos restantes 15 dias, borrar a pintura por completo.
Noutros casos, apesar de não me incluir nesta categoria, junte-se o stress da correria às lojas nos dias e horas que antecedem o dia 25 para adquirir as prendas de última hora e decidir o que oferecer e a quem.
Ouvi há dias que as emoções do reencontro das famílias ajuda a explicar o aumento do número de vítimas de enfartes e doenças afins neste período. Ou muito me engano ou esta não será a única razão existente para explicar as fatalidades.
Aproveito para desejar a todos os amigos, colegas, curiosos e perdidos que por aqui passem um 2010 com muita saúde. Como diz o anúncio: «Podíamos viver sem saúde? Podíamos, mas não era a mesma coisa!»
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Avatar
A par de Sacanas sem lei, de Quentin Tarantino, Avatar foi, por razões diferentes, o filme que mais me encheu as medidas nos últimos tempos. Durante cerca de duas horas e meia, a obra de James Cameron leva-nos numa viagem ao futuro que tem como destino o planeta Pândora, habitado pelos Na'vi, raça humanóide com língua e cultura próprias.
Apesar do mérito de ter criado um universo único repleto de personagens alienígenas (gigantes de três metros de cor azul), o enredo do filme apresenta-nos uma história convencional. Há o tradicional boy meets girl e o romance que daí advém e que acaba por tudo superar, há heróis e vilões (uns querem impedir que os outros sorvam até ao tutano os recursos do planeta). Nada de original, portanto.
É verdade que o argumento está longe de ser perfeito, mas não faltam aspectos que fazem de Avatar uma experiência única. Nos primeiros minutos de filme - já com os óculos para ver a três dimensões sobre as minhas preciosas lunetas - percebemos a razão do criador de obras emblemáticas como Exterminador Implacável e Titanic ter demorado 15 anos a completá-lo. Os efeitos visuais e as cenas de acção são assombrosos, os cenários levam-nos a um admirável mundo, uma autêntica floresta tropical povoada de seres fantásticos.
Apesar de 60 por cento do filme ter sido feito com recursos às tecnologias mais sofisticadas, o trabalho feito pelos actores de carne e osso é bastante competente. O protagonista Sam Worthington, que por ocasião da estreia do 4.º capítulo da saga Exterminador Implacável me tinha captado a atenção, confirma o talento e dá mostras de poder ser uma das principais referências em filmes do género e, quem sabe, não só.
Tal como já ficara comprovado no excelente District 9, Avatar prova aos mais cépticos sobre filmes de temática alienígena que há ainda muitos caminhos a explorar e com potencial para deixar boquiabertos os amantes da Sétima Arte.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Monólogos da Vagina
As mulheres: Ana Brito e Cunha, Guida Maria e São José Correia (Foto: D.R.)A menos de uma semana do Natal, já começámos a desembrulhar presentes. E como é bom contemplarmo-nos com oferendas de tamanho calibre! Na sexta-feira rumámos ao Seixal e assistimos a uma peça de teatro que há já algum tempo estava nos nossos planos assistir: Monólogos da Vagina. Apesar do título sugestivo e do trio de intérpretes ser bastante apelativo, reconheço que o entusiasmo inicial não partiu de mim. Em boa hora o fizemos.
O texto de autoria de Eve Ensler, escrito após ouvir as experiências de 200 mulheres de todo o mundo, proporciona-nos momentos de pura diversão e drama. Num instante a plateia ri desalmadamente e no minuto seguinte engolimos em seco, em silêncio e de forma emocionada. É impossível ficar indiferente aos testemunhos que percorrem o espectáculo através dos bons desempenhos de Guida Maria, Ana Brito e Cunha e São José Correia, que retratam os medos, fantasias, dramas e insatisfações femininas.
Gostaria de terminar este apontamento com as primeiras palavras com que começam os Monólogos: «Vagina. Digo vagina porque aquilo que não dizemos, nem reconhecemos torna-se segredo e este cria vergonhas, mitos e medos».
Bravo!
Bravo!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Meryl Streep
Poucas coisas são consensuais na vida e é bom que assim seja! No entanto, lá diz o ditado, não há regra sem excepção. Não conheço ninguém que não reconheça o talento de Meryl Streep. A actriz de 60 anos, que leva apenas 32 nas lides da representação, não consegue meter o pé na poça. Cada papel que veste não é bom, é excelente. Há coisas que não mudam e uma delas - tão certa como a terra estar neste momento a girar - é que a senhora nunca defrauda as expectativas dos que admiram o seu trabalho.
Proponho a abolição dos títulos nos cartazes dos filmes em que Meryl Streep entra. Basta colocar o nome da actriz no cartaz e o dinheiro do meu ingresso está garantido. É certo que nem todos os filmes são muito bons, mas tenho para mim que não há nenhum mau. Em cada um conseguimos ser surpreendidos - não pelo seu génio, que está mais que comprovado - mas por pequenos e deliciosos pormenores que nos fazem admirar cada vez mais este autêntico camaleão da representação.
Ontem fui ver um filme escrito, realizado e interpretado por mulheres e que, ainda por cima, tinha como temática principal a culinária. "Julie & Julia", de Nora Ephron, tem o tom certo e está repleto de instantes deliciosos (não me refiro à comida). Não é comédia, mas fartamo-nos de rir e sorrir (o que, por vezes, sabe ainda melhor), e não é um drama, apesar de emocionar (atenção à cena em que Julia, acompanhada pelo marido, recebe a notícia da gravidez da irmã).
Meryl Streep está irrepreensível e o seu trabalho foi mais uma vez reconhecido. A interpretação valeu-lhe mais uma nomeação para os Globos de Ouro e o filme está também entre os candidatos a melhor comédia ou musical do ano. Além de "Julie & Julia", a actriz norte-americana está também nomeada por "It's Complicated", comédia romântica de Nancy Meyers com Steve Martin e Alec Baldwin, que ainda não estreou por cá.
Nota: Na vida real, Meryl é casada desde 1978 e tem quatro rebentos. A meses de distância de ter cada um dos filhos, Streep entrou em filmes marcantes: "Kramer contra Kramer", "Reacção em Cadeia", "África Minha" e "Recordações de Hollywood".
Sempre longe de polémica, dentro e fora do ecrã, o que ainda a torna mais notável.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Playcat

A próxima edição da revista Playboy Portugal tem na capa o humorista Ricardo Araújo Pereira, sendo esta a primeira vez, nos 55 anos da marca, que um homem surge sozinho na primeira página da revista masculina, segundo a directora de comunicação, Sara Esteves Cardoso.
Na origem da escolha para a edição especial de Natal estão “a influência, o mediatismo, a importância político-social e o respeito transversal conferido pela sociedade portuguesa”.
Araújo Pereira “é, desde 2003, presença assídua nas vidas de todos os portugueses. Assume-se em 2009 com um estatuto ímpar, provando a sua influência em todos os quadrantes sociais e políticos”, refere a directora de comunicação da revista, em comunicado.
Na origem da escolha para a edição especial de Natal estão “a influência, o mediatismo, a importância político-social e o respeito transversal conferido pela sociedade portuguesa”.
Araújo Pereira “é, desde 2003, presença assídua nas vidas de todos os portugueses. Assume-se em 2009 com um estatuto ímpar, provando a sua influência em todos os quadrantes sociais e políticos”, refere a directora de comunicação da revista, em comunicado.
in Expresso.pt
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Costa "alentarvia"
Já não era sem tempo! Três meses e meio depois do aniversário lá fomos gozar a Smartbox. Depois de (pouco) ponderarmos, resolvemos rumar ao Litoral Alentejano e à Costa Vicentina. O fim-de-semana começou em Santiago do Cacém, no sofisticadamente rústico Hotel Caminhos de Santiago.
Na manhã seguinte, partimos à aventura pelas praias, vilas aldeias e recantos do Alentejo e Algarve, regiões que preservam identidade e carisma próprios de quem teima não ceder a um turismo massificado. Convidamo-los a viajar connosco.
Um dos inúmeros recantos do Hotel Caminhos de Santiago
Na manhã seguinte, partimos à aventura pelas praias, vilas aldeias e recantos do Alentejo e Algarve, regiões que preservam identidade e carisma próprios de quem teima não ceder a um turismo massificado. Convidamo-los a viajar connosco.
Um dos inúmeros recantos do Hotel Caminhos de Santiago
Um lugar convidativo na Praia de Almograve
A Tasca do Celso, em Vila Nova de Mil Fontes, foi paragem obrigatória
O Monte João Roupeiro, pertinho de Odeceixe, convidou ao descanso
Um espantalho/espanta espíritos sui generis a caminho da praia da Amoreira
A praia da Amoreira estava apinhada de gente
A neblina deu um toque especial a Monte Clérigo
Outra perspectiva a partir do Miradouro da Arrifana
O casalinho lá ao fundo quis ver as ondas da Bordeira de perto... molhou-se
A Praia do Amado foi o local perfeito para terminar a aventura
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Lés a lés
Já lá vai algum tempo desde o nosso reencontro, mas não podíamos deixar passar em claro a tertúlia gastronómica de tapas sugerida pelo Tiago no Lés a lés, no Bairro Santos Nicolau. À excepção da Dora, que não pode sequer ouvir falar em queijo, todos se regalaram com as várias iguarias servidas no simpático e acolhedor restaurante com vista privilegiada para o Sado.
Depois do repasto, alguns Magníficos ainda tiveram forças para rumar ao Bonfim e assistir ao jogo do Vitória. Alguns escreveram que o espectáculo foi pobrezinho, mas consta que os espectadores magníficos que foram à bola mal deram por isso tal a atenção que deram à partida!
Depois do repasto, alguns Magníficos ainda tiveram forças para rumar ao Bonfim e assistir ao jogo do Vitória. Alguns escreveram que o espectáculo foi pobrezinho, mas consta que os espectadores magníficos que foram à bola mal deram por isso tal a atenção que deram à partida!
O público quis ver-me de lunetas. Eu acedi.

Façam adeus ao Pedro...
Todos a cantar: "Está na hora da caminha, vamos lá..."
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Janela indiscreta
O rumor de que o casalinho formado por Luciana Abreu e Yannick Djaló poderia ter decidido ocupar a tarde de sábado numa visita cultural à Quinta da Regaleira levou alguns paparazzi bem informados a rumar a Sintra.
Os profissionais em invadir a intimidade alheia não se deram por vencidos por não terem descoberto a 'Floribela' e o 'leãozinho'. A sorte grande saiu-lhes ao descobrirem que na Quinta se encontrava o casal sensação do momento - Ricardo e Lia - aquele que em popularidade só tem rival no par Pitt-Jolie... e a sua prole.
Fonte bem colocada revelou ao Saudinha que a autora das fotografias (só digo a primeira letra do nome: Raquel Fragoso) lucrou tanto com a vendas das imagens, que fizeram furor nas manchetes dos tablóides mundiais, que equaciona seriamente comprar a antiga casa de campo do António Augusto e da Perpétua.
Romeu e Julieta dificilmente encontrariam melhor cenário (Copyright: R.F.)
A empatia entre o casal foi deveras evidente (Copyright: R.F.)
Os profissionais em invadir a intimidade alheia não se deram por vencidos por não terem descoberto a 'Floribela' e o 'leãozinho'. A sorte grande saiu-lhes ao descobrirem que na Quinta se encontrava o casal sensação do momento - Ricardo e Lia - aquele que em popularidade só tem rival no par Pitt-Jolie... e a sua prole.
Fonte bem colocada revelou ao Saudinha que a autora das fotografias (só digo a primeira letra do nome: Raquel Fragoso) lucrou tanto com a vendas das imagens, que fizeram furor nas manchetes dos tablóides mundiais, que equaciona seriamente comprar a antiga casa de campo do António Augusto e da Perpétua.
Romeu e Julieta dificilmente encontrariam melhor cenário (Copyright: R.F.)
A empatia entre o casal foi deveras evidente (Copyright: R.F.)domingo, 1 de novembro de 2009
Um regalo para os sentidos
Já não era sem tempo! Depois de tantas promessas e planos um grupo alargado de Magníficos voltou a reunir-se para passar um dia em cheio. O cenário não podia ser mais idílico: a Quinta da Regaleira, em Sintra.
O ponto de partida para o reencontro foi a nossa Escola Cristóvão Colombo. Apesar do mérito de ter sido a grande responsável pela excursão, a Raquel quase borrou a pintura ao revelar que já nem sabia que escola era essa em Setúbal com nome de navegador. Justificou-se com o velho Alzheimer, mas a desculpa não pegou!
Além de nove Magníficos e das já nossas conhecidas irmã (Sandra), filhota (Sara) e sobrinha (Inês) da Vanda, o grupo foi reforçado pela Lia e pelo Rui, respectivos pares do senhor engenheiro e da senhora doutora.
Alguns não conseguiram disfarçar o nervosismo de serem 13 horas e ainda estarmos à porta da EPCC. O problema não era a viagem, era o trânsito na histórica vila e o estacionamento junto de um dos ex-libris sintrenses. Depois de nos distribuirmos pelos automóveis lá arrancámos. A curta viagem correu sobre rodas. Antes da hora agendada (14h30) já todos estávamos junto à entrada da Regaleira, sinal de que ninguém se perdera pelo caminho. Claro que no regresso a coisa foi mais emocionante. Tão emocionante que o quinteto que vinha no BMW da Luísa ainda pensou ir comer um leitãozinho à Mealhada!
Já no interior da Quinta fizemos uma viagem iniciática a um jardim repleto de simbologia. Mais do que apreciar a beleza do espaço ímpar, é conveniente ver além do óbvio. Nada do que lá existe foi feito ao acaso, tudo tem um propósito e, se dúvidas existissem, basta, já no interior do palácio, ver os inúmeros desenhos do arquitecto Luigi Manini, o homem que anos antes projectara o Palácio do Buçaco.
Quem não se compadeceu com a Regaleira foram os magníficos estômagos que, privados de almoço, não viam a hora de serem revestidos. Mal terminámos a visita só uma palavra me ocorria: "Piriquita". Depois de tamanha privação, o meu estômago queria um miminho especial, daqueles repletos de gila e açúcar, uma espécie de almofadinha que aconchegasse um corpo enfraquecido pela ausência de alimento. O nome era reconfortante: travesseiro. Não há quem resista a tanta caloria, não é Luisinha? Nem a Jaqueline resistiu! Os menos atrevidos ficaram-se pelas queijadinhas, que não são nada de menosprezar, mas havendo travesseiros nem há que duvidar.
Mais arrebitados pelas quantidades de açúcar ingeridas, fizemos nova redistribuição pelos automóveis. Fizemos promessas - somos crentes à séria - de nos revermos tão breve quanto possível.
Queremos muito que a Sandra, o Pedro, a Rute, o João, o António, o Manuel e o Bruno compareçam na próxima vez para que possam pousar para as fotografias connosco.
A casinha de campo do António Augusto e da Perpétua
É ou não é um regalo?
O fotógrafo não é mau de todo
O ponto de partida para o reencontro foi a nossa Escola Cristóvão Colombo. Apesar do mérito de ter sido a grande responsável pela excursão, a Raquel quase borrou a pintura ao revelar que já nem sabia que escola era essa em Setúbal com nome de navegador. Justificou-se com o velho Alzheimer, mas a desculpa não pegou!
Além de nove Magníficos e das já nossas conhecidas irmã (Sandra), filhota (Sara) e sobrinha (Inês) da Vanda, o grupo foi reforçado pela Lia e pelo Rui, respectivos pares do senhor engenheiro e da senhora doutora.
Alguns não conseguiram disfarçar o nervosismo de serem 13 horas e ainda estarmos à porta da EPCC. O problema não era a viagem, era o trânsito na histórica vila e o estacionamento junto de um dos ex-libris sintrenses. Depois de nos distribuirmos pelos automóveis lá arrancámos. A curta viagem correu sobre rodas. Antes da hora agendada (14h30) já todos estávamos junto à entrada da Regaleira, sinal de que ninguém se perdera pelo caminho. Claro que no regresso a coisa foi mais emocionante. Tão emocionante que o quinteto que vinha no BMW da Luísa ainda pensou ir comer um leitãozinho à Mealhada!
Já no interior da Quinta fizemos uma viagem iniciática a um jardim repleto de simbologia. Mais do que apreciar a beleza do espaço ímpar, é conveniente ver além do óbvio. Nada do que lá existe foi feito ao acaso, tudo tem um propósito e, se dúvidas existissem, basta, já no interior do palácio, ver os inúmeros desenhos do arquitecto Luigi Manini, o homem que anos antes projectara o Palácio do Buçaco.
Quem não se compadeceu com a Regaleira foram os magníficos estômagos que, privados de almoço, não viam a hora de serem revestidos. Mal terminámos a visita só uma palavra me ocorria: "Piriquita". Depois de tamanha privação, o meu estômago queria um miminho especial, daqueles repletos de gila e açúcar, uma espécie de almofadinha que aconchegasse um corpo enfraquecido pela ausência de alimento. O nome era reconfortante: travesseiro. Não há quem resista a tanta caloria, não é Luisinha? Nem a Jaqueline resistiu! Os menos atrevidos ficaram-se pelas queijadinhas, que não são nada de menosprezar, mas havendo travesseiros nem há que duvidar.
Mais arrebitados pelas quantidades de açúcar ingeridas, fizemos nova redistribuição pelos automóveis. Fizemos promessas - somos crentes à séria - de nos revermos tão breve quanto possível.
Queremos muito que a Sandra, o Pedro, a Rute, o João, o António, o Manuel e o Bruno compareçam na próxima vez para que possam pousar para as fotografias connosco.
A casinha de campo do António Augusto e da Perpétua
É ou não é um regalo?
O fotógrafo não é mau de todoquinta-feira, 29 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Para todos os gostos
Ontem tivemos...
Os iranianos Golbang deram-nos ontem à noite música no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Santour, daf, tar, bamtar, dayereh, ney, kamancheh e tombak foram os instrumentos tradicionais que nos tocaram... a alma. (Foto: C.M.S.)Amanhã vamos ter...
É para o menino e para a menina! Com estas imagens ninguém (eles e elas) quer saber que seja um filme de acção com Bruce Willis.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
District 9

Vi ontem um filme que me deixou intrigado e não me sai da cabeça. Ao contrário do que se possa pensar, não é todos os dias que isso acontece.
"District 9" não tem um único actor conhecido, o realizador (Neill BlomKamp) é natural da África do Sul e a história, que envolve humanos e extra-terrestres, não se desenrola - para variar - em Nova Iorque, Los Angeles ou Chicago, mas em Joanesburgo.
O filme, que tem como produtor o senhor (dos anéis) Peter Jackson, não é aconselhado a estômagos sensíveis. A estória é, sobretudo, de intolerância, a forma como os alienígenas são colocados em guetos remete-nos de imediato para a noção de apartheid que aprendemos nos livros de História.
A última vez que tive semelhante sensação de desconforto foi ao assistir a "The Mist - O Nevoeiro". Sempre que somos confrontados com fenómenos inexplicáveis revelamos o que de pior (e melhor) há em nós. Isso aconteceria com qualquer pessoa e, por essa razão, indentificamo-nos com os protagonistas por mais absurdos que os seus actos nos possam parecer enquanto estamos confortavelmente sentados no sofá ou numa cadeira da sala de cinema.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
(Também) já uso óculos!
Ainda me recordo da repreensão que levei em criança da minha mãe quando comentei: "Gostava de usar óculos, deve ser muito fixe". Explicou-me que (quase todas) as pessoas que os usam fazem-no por necessidade e não porque "dá estilo" e que todos os que, como eu, não os tinham de usar eram uns privilegiados.
Na adolescência e já na idade adulta constatei, mais uma vez, que a minha mãe tinha toda a razão. Nunca tive de me preocupar com situações em que os óculos se tornam um embaraço: jogar futebol, nos dias de chuva, ao limpar as lentes e até ao abrir a máquina de lavar louça e ficar com as lentes embaciadas. Até hoje...
O exame periódico da medicina no trabalho alertou-me para o que, há uns tempos a esta parte, se tornava evidente: já não estava a ver como sempre vi.
O alarme soou de tal maneira que 48 horas depois de ser examinado decidi consultar especialistas. Não é nada de alarmante, sendo inclusivamente uma patologia natural para quem, como eu, passa tantas horas em frente ao computador.
Agora, sempre que conduzir (de noite), ler, vir televisão e for ao cinema tenho que estar munido dos meus inseparáveis amigos. Confesso que não me faz qualquer espécie. Há instantes uma colega de trabalho disse-me "que estava com um ar muito intelectual". Estranhamente não levei a mal o comentário, senti-o como um elogio.
Com o meu Tenente (já baptizei os óculos), vou poder continuar a passear com a minha co-piloto de eleição ao lado, sorver ziliões de palavras das páginas dos livros e descobrir verdadeiras pérolas entre os milhares de séries e filmes que planeio ver.
Na adolescência e já na idade adulta constatei, mais uma vez, que a minha mãe tinha toda a razão. Nunca tive de me preocupar com situações em que os óculos se tornam um embaraço: jogar futebol, nos dias de chuva, ao limpar as lentes e até ao abrir a máquina de lavar louça e ficar com as lentes embaciadas. Até hoje...
O exame periódico da medicina no trabalho alertou-me para o que, há uns tempos a esta parte, se tornava evidente: já não estava a ver como sempre vi.
O alarme soou de tal maneira que 48 horas depois de ser examinado decidi consultar especialistas. Não é nada de alarmante, sendo inclusivamente uma patologia natural para quem, como eu, passa tantas horas em frente ao computador.
Agora, sempre que conduzir (de noite), ler, vir televisão e for ao cinema tenho que estar munido dos meus inseparáveis amigos. Confesso que não me faz qualquer espécie. Há instantes uma colega de trabalho disse-me "que estava com um ar muito intelectual". Estranhamente não levei a mal o comentário, senti-o como um elogio.
Com o meu Tenente (já baptizei os óculos), vou poder continuar a passear com a minha co-piloto de eleição ao lado, sorver ziliões de palavras das páginas dos livros e descobrir verdadeiras pérolas entre os milhares de séries e filmes que planeio ver.
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