sábado, 13 de fevereiro de 2010

Precious


O bairro de Harlem, em Nova Iorque, serve de cenário à acção de Precious: Based on the novel 'Push' by Sapphire. Clareece Precious Jones tem 16 anos, é obesa, analfabeta e está grávida pela segunda vez. A vida da protagonista do filme, realizado por Lee Daniels, é um autêntico inferno. Os abusos sexuais do pai, a violência física e verbal constantes da mãe são difíceis de digerir.

As interpretações das protagonistas são assombrosas. Gabourey Sidibe, que dá vida e alma a Precious, é uma revelação no seu papel de estreia. Mo'Nique, a mãe cruel da protagonista, tem um desempenho que nos deixa estarrecidos, entrando para a galeria dos maiores vilões vistos nos últimos anos. Na categoria de melhor actriz secundária - em que já vi actuação de quatro das cinco nomeadas aos Oscars - faço já a minha aposta: ...and the Oscar goes to... Mo'Nique.

A história de Precious, por mais incómoda e revoltante que seja essa realidade, não é única. Imagino a forma como um professor/ formador, psicólogo, assistente social, médico ou jornalista podem ajudar a ultrapassar ou diminuir o sofrimento de alguém que passa por uma experiência similar. A denúncia é, obviamente, o primeiro passo, mas tudo o resto é uma incógnita.

No final, na ficção como na vida real, desejamos que tudo fosse como deveria, mas sabemos ser impossível e que existem muitas Precious por esse mundo fora.

O filme, que estreou esta quinta-feira, está em exibição em poucas salas de cinema. Quem tiver oportunidade, não o deve perder. Como bónus ainda pode ver uma Mariah Carey de cara lavada e... buço por fazer.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tortilla Mourisca

Lá fora está um frio de rachar, mas aqui a lareira crepita. Em boa companhia assisto a um filme recomendado há dias aqui no Saudinha por um colega de aventuras de apito que não vejo há anos.
Antes do visionamento do filme planeámos o fim-de-semana: compras no indispensável Mercado do Livramento, o cineminha do costume numa época em que não há mãos a medir para tanta estreia apelativa nas últimas semanas... Ah, e ainda há espaço para o padroeiro destes dias, o São Valentim: que ele nos aqueça nestes dias gelados de Carnaval.
Recordo dois jantares especiais desta semana. Em primeiro lugar, a visita a casa de uma colega de que gosto muito. A tortilla estava óptima, a conversa com os outros comensais fluiu naturalmente, falando de tudo um pouco. Aos anfitriões o meu agradecimento pela hospitalidade e pela iniciativa que permitiu rever as minhas colegas de luta.
Um par de dias depois, o encontro reuniu alguns dos suspeitos do costume na "Pérola da Mourisca". Foi um fartote de petiscos, tão grande que me escuso a enumerá-los. No entanto, não consigo evitar mencionar o petit gateaux, que fez as delícias dos sortudos que pediram esta doce tentação. Como sempre, mais do que as iguarias, o mais saboroso foi mesmo a companhia...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aceitam-se apostas


Foram hoje conhecidos os nomeados para a 82.ª edição dos Oscars. Dos 10 nomeados para melhor filme - uma tradição antiga retomada pela Academia - há a destacar a presença de uma obra de animação (Up - Altamente) e as confirmações dos badalados Avatar, Estado de Guerra (ambos com nove nomeações), Sacanas Sem Lei (oito), Nas Nuvens e Precious (ambos com seis).
Destaque ainda para a nomeação de District 9 para melhor filme. Ao contrário do que seria de esperar, a originalidade da película de alienígenas, cuja acção decorre na África do Sul (e não nos EUA, pasme-se!), cometeu a proeza de convencer os membros da Academia.
Na representação, como noutras ocasiões, há supeitos do costume e há estreias absolutas. Dia 7 de Março deixarão de haver dúvidas e só haverá certezas, vencedores e vencidos.
And the Oscar goes to...

Nomeados nas principais categorias

Melhor Filme
- "Avatar", de James Cameron
- "Up - Altamente", de Pete Docter, Bob Peterson
- "Nas Nuvens", de Jason Reitman
- "Estado de Guerra", de Kathryn Bigelow
- "Precious - Based on the Novel "Push" by Sapphire", de Lee Daniels
- "District 9", de de Neill Blomkamp
- "An Education", de Lone Scherfig
- "Um Homem Sério", de Joel e Ethan Coen
- "The Blind Side", de John Lee Hancock
- "Sacanas sem Lei", de Quentin Tarantino

Melhor Realizador
- James Cameron, "Avatar"
- Kathryn Bigelow,"Estado de Guerra"
- Quentin Tarantino, "Inglorious Basterds"
- Lee Daniels, "Precious"
- Jason Reitman, "Nas Nuvens"

Melhor Actor
- Jeff Bridges, "Crazy Heart"
- George Clooney, "Nas Nuvens"
- Colin Firth, "A Single Man"
- Morgan Freeman, "Invictus"
- Jeremy Renner, "Estado de Guerra"

Melhor Actriz
- Meryl Streep, "Julie & Julia"
- Gabourey Sidibe, "Precious"
- Sandra Bullock, "The Blind Side"
- Helen Mirren, "The Last Station"
- Anne-Marie Duff, "The Last Station"

Melhor Actor Secundário
- Matt Damon, "Invictus"
- Woody Harrelson, "The Messenger"
- Christopher Plummer, "The Last Station"
- Christopher Waltz, "Sacanas sem Lei"
- Stanley Tucci, "The Lovely Bones"

Melhor Actriz Secundária
- Penélope Cruz, "Nove"
- Vera Farmiga, "Nas Nuvens"
- Maggie Gylenhaal, "Crazy Heart"
- Mo'Nique, "Precious"
- Anna Kendrick, "Nas Nuvens"

Melhor Filme Estrangeiro
- "The Milk Of Sorrow", de Claudia Llosa (Peru)
- "O Laço Branco", de Michael Haneke (Alemanha)
- "O Profeta", de Jacques Audiard (França)
- "Ajami", de Scandar Copti e Yaron Shani (Israel)
- "El Secreto de Sus Ojos", de Juan José Campanella (Argentina)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Fim-de-semana


Requiem for a Dream. O título em português deste filme não podia ser mais estúpido: A vida não é um sonho. Já a qualidade do mesmo é extraordinária. Uma obra-prima, de 2000, realizada por Darren Aronofski, que só agora tive a oportunidade de ver. Garanto que não se vão arrepender da tareia que vão levar.

Nunca um engarrafamento me soube tão bem! Méééééééé...


Perfeita sintonia das minhas meninas/sobrinhas Beatriz (à esquerda) e Matilde na festa do segundo aniversário da pequenita.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Noves fora nada


Quatro Magníficos assistiram esta semana à ante-estreia do musical Nove, de Rob Marshall, no Freeport de Alcochete. O filme não deslumbrou (Chicago é superior) e creio que, apesar de alguns bons momentos protagonizados por Daniel Day-Lewis, Penélope Cruz e, sobretudo, pela francesa Marion Cotillard, não é merecedor de estar entre os candidatos ao Oscar de melhor filme, que serão anunciados a 2 de Fevereiro.
Antes do visionamento do filme - aproveitando tudo a que tínhamos direito - fomos as estrelas maiores de um cocktail, com paletes de sushi, em que estiveram presentes algumas figuras públicas da nossa praça. Ficámos encandeados de ver tanto flash por metro quadrado! O magnetismo do quarteto devia ser insuportável para os fotógrafos de serviço e para as vedetas do burgo. Não é que vinham todos pousar ao nosso lado! Ninguém se surpreenda se nos vir nas páginas de uma qualquer revista cor de rosa. Qual Rita Pereira, qual Maria João Bastos, qual Rita "Playboy" Mendes!



Menos de 24 horas depois, ainda não refeitos de tanta "flashada", os mesmos protagonistas foram ao minimalista e acolhedor Teatro de Bolso assistir à 111.ª produção do Teatro de Animação de Setúbal (TAS): A Lenda da Moura Encantada, adaptada e encenada por Fernando Gomes.
O musical - sim, é um musical - conta uma história de tradição popular, passada em Setúbal, junto à Porta do Sol, perto do Miradouro, no século XIV. Segundo a lenda, uma bela moura, que vivia nessa zona com a família, porque se apaixonou por um pescador, foi encantada pelo seu pai, que a encerrou, declarando que a filha só tornaria a ser vista quando no mundo acabasse a miséria e a inveja.
Ao contrário do que se possa pensar, não se trata de uma tragédia ao estilo de Romeu e Julieta nem do Amor de Perdição entre Simão e Teresa. As duas horas passam num ápice, a diversão é garantida e as piscadelas de olho a todos os que estão familiarizados com o universo setubalense não nos deixam indiferentes. A dimensão do sala de teatro - não cabe num bolso comum, mas quase caberia no de Gulliver - permite-nos observar todos os detalhes, cruzarmos olhares permanentemente com os protagonistas, rirmo-nos juntos e semearmos cumplicidade de forma pouco usual.
Célia David, Isabel Ganilho, Maria Simões, Maria Sobral, Sónia Martins, Susana Brito, Duarte Victor, José Nobre e Miguel Assis são os nove actores que trabalham em palco que nem mouros.
A direcção vocal do espectáculo é de Nuno Batalha, a coreografia de Luís Sousa, composição e arranjos musicais de Quim Tó, cenografia de Luís Valido e figurinos de Zé Nova.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lost in translation

Na hora de dar títulos aos filmes que estreiam nas salas de cinema os responsáveis pela tarefa revelam uma imaginação extraordinária. O talento é fértil não apenas por cá, mas também no outro lado do Atlântico. Organizados em quatro categorias, vejamos alguns exemplos:

Venha o diabo e escolha

Million Dollar Baby (título original)
Sonhos vencidos (Portugal)
Menina de ouro (Brasil)

Lost in translation (título original)
O amor é um lugar estranho (Portugal)
Encontros e desencontros (Brasil)

The French connection (título original)
Os Incorruptíveis Contra a Droga (Portugal)
Operação França (Brasil)


Eu quero ser brasileiro

Little Miss Sunshine (título original)
Uma família à beira de um ataque de nervos (Portugal)
Pequena Miss Sunshine (Brasil)


Afinal, já não quero ser brasileiro

The Godfather (título original)
O Padrinho (Portugal)
O poderoso chefão (Brasil)

The sound of music (título original)
Música no Coração (Portugal)
A Noviça Rebelde (Brasil)


Pior a emenda que o soneto

Sideways (título original)
Sideways (Portugal)
Entre umas e outras (Brasil)

Mystic River (título original)
Mystic River (Portugal)
Sobre meninos e lobos (Brasil)

Moulin Rouge (título original)
Moulin Rouge (Portugal)
Amor em vermelho (Brasil)

Traffic (título original)
Ninguém sai ileso (Portugal)
Traffic (Brasil)

Jerry Maguire (título original)
Jerry Maguire (Portugal)
A grande virada (Brasil)

Annie Hall (título original)
Annie Hall (Portugal)
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Brasil)

Incrível, não é?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Invictus


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.


Autor: William Ernest Henley (1849-1903)

Nota - Poema que inspirou Nelson Mandela nos 27 anos de encarceramento antes de se tornar presidente da África do Sul.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010


Não, não vos vou anunciar uma prequela de "2012", filme catástrofe (a evitar) de Roland Emmerich. 2010 é o novo ano e, para não destoar dos anteriores, é momento de renovar desejos, perseguir novas e velhas aspirações e lutar pelos sonhos que acalentamos.
Há já quem faça planos para o próximo Natal e quem anuncie resoluções (que quase sempre não surtem efeito). Outros, como há dias ouvi, anseiam apenas pela chegada do Mundial de futebol...
Com o avançar da idade, naturalmente, amadurecemos. Constatamos que os mais velhos, que antes criticávamos e cujas prioridades não compreendíamos, tinham muitas vezes a razão do seu lado.
Na hora de formular desejos - mesmo sem comer passas - a Saúde é rainha e princesa em simultâneo. Só partindo daí todos os outros sonhos poderão concretizar-se e fazer sentido. O contrasenso entre formular desejos e a época natalícia é evidente, uma vez que nas semanas antes e depois do arranque do ano os abusos são mais do que muitos e os maus tratos infligidos à preciosa Saudinha são aterradores.
Sonhos, filhózes, bolos rei, troncos, torta de laranja, lampreia, fatias douradas, arroz doce, bolo de côco e sericaia foram apenas (!) algumas das doces tentações com que me cruzei nas casas de familiares mais próximos que frequentei.
Além da doçaria há todo um admirável mundo de pratos principais: bacalhau, peru recheado e cataplana de peixe. Antes houve patés, queijos e um sem fim de iguarias que servem apenas para aumentar os riscos de doenças cardiovasculares e de subir perigosamente os níveis de colestrol. Já deu para ver o filme! Anda uma pessoa 350 dias no ano a comer sopinha de legumes às refeições, a não beber refrigerantes e a não abusar dos doces para, nos restantes 15 dias, borrar a pintura por completo.
Noutros casos, apesar de não me incluir nesta categoria, junte-se o stress da correria às lojas nos dias e horas que antecedem o dia 25 para adquirir as prendas de última hora e decidir o que oferecer e a quem.
Ouvi há dias que as emoções do reencontro das famílias ajuda a explicar o aumento do número de vítimas de enfartes e doenças afins neste período. Ou muito me engano ou esta não será a única razão existente para explicar as fatalidades.
Aproveito para desejar a todos os amigos, colegas, curiosos e perdidos que por aqui passem um 2010 com muita saúde. Como diz o anúncio: «Podíamos viver sem saúde? Podíamos, mas não era a mesma coisa!»

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Avatar

Jake Sully (Sam Worthington) vai usar uma identidade avatar

A par de Sacanas sem lei, de Quentin Tarantino, Avatar foi, por razões diferentes, o filme que mais me encheu as medidas nos últimos tempos. Durante cerca de duas horas e meia, a obra de James Cameron leva-nos numa viagem ao futuro que tem como destino o planeta Pândora, habitado pelos Na'vi, raça humanóide com língua e cultura próprias.
Apesar do mérito de ter criado um universo único repleto de personagens alienígenas (gigantes de três metros de cor azul), o enredo do filme apresenta-nos uma história convencional. Há o tradicional boy meets girl e o romance que daí advém e que acaba por tudo superar, há heróis e vilões (uns querem impedir que os outros sorvam até ao tutano os recursos do planeta). Nada de original, portanto.
É verdade que o argumento está longe de ser perfeito, mas não faltam aspectos que fazem de Avatar uma experiência única. Nos primeiros minutos de filme - já com os óculos para ver a três dimensões sobre as minhas preciosas lunetas - percebemos a razão do criador de obras emblemáticas como Exterminador Implacável e Titanic ter demorado 15 anos a completá-lo. Os efeitos visuais e as cenas de acção são assombrosos, os cenários levam-nos a um admirável mundo, uma autêntica floresta tropical povoada de seres fantásticos.
Apesar de 60 por cento do filme ter sido feito com recursos às tecnologias mais sofisticadas, o trabalho feito pelos actores de carne e osso é bastante competente. O protagonista Sam Worthington, que por ocasião da estreia do 4.º capítulo da saga Exterminador Implacável me tinha captado a atenção, confirma o talento e dá mostras de poder ser uma das principais referências em filmes do género e, quem sabe, não só.
Tal como já ficara comprovado no excelente District 9, Avatar prova aos mais cépticos sobre filmes de temática alienígena que há ainda muitos caminhos a explorar e com potencial para deixar boquiabertos os amantes da Sétima Arte.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Monólogos da Vagina

As mulheres: Ana Brito e Cunha, Guida Maria e São José Correia (Foto: D.R.)


A menos de uma semana do Natal, já começámos a desembrulhar presentes. E como é bom contemplarmo-nos com oferendas de tamanho calibre! Na sexta-feira rumámos ao Seixal e assistimos a uma peça de teatro que há já algum tempo estava nos nossos planos assistir: Monólogos da Vagina. Apesar do título sugestivo e do trio de intérpretes ser bastante apelativo, reconheço que o entusiasmo inicial não partiu de mim. Em boa hora o fizemos.
O texto de autoria de Eve Ensler, escrito após ouvir as experiências de 200 mulheres de todo o mundo, proporciona-nos momentos de pura diversão e drama. Num instante a plateia ri desalmadamente e no minuto seguinte engolimos em seco, em silêncio e de forma emocionada. É impossível ficar indiferente aos testemunhos que percorrem o espectáculo através dos bons desempenhos de Guida Maria, Ana Brito e Cunha e São José Correia, que retratam os medos, fantasias, dramas e insatisfações femininas.
Gostaria de terminar este apontamento com as primeiras palavras com que começam os Monólogos: «Vagina. Digo vagina porque aquilo que não dizemos, nem reconhecemos torna-se segredo e este cria vergonhas, mitos e medos».
Bravo!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Meryl Streep

Poucas coisas são consensuais na vida e é bom que assim seja! No entanto, lá diz o ditado, não há regra sem excepção. Não conheço ninguém que não reconheça o talento de Meryl Streep. A actriz de 60 anos, que leva apenas 32 nas lides da representação, não consegue meter o pé na poça. Cada papel que veste não é bom, é excelente. Há coisas que não mudam e uma delas - tão certa como a terra estar neste momento a girar - é que a senhora nunca defrauda as expectativas dos que admiram o seu trabalho.
Proponho a abolição dos títulos nos cartazes dos filmes em que Meryl Streep entra. Basta colocar o nome da actriz no cartaz e o dinheiro do meu ingresso está garantido. É certo que nem todos os filmes são muito bons, mas tenho para mim que não há nenhum mau. Em cada um conseguimos ser surpreendidos - não pelo seu génio, que está mais que comprovado - mas por pequenos e deliciosos pormenores que nos fazem admirar cada vez mais este autêntico camaleão da representação.
Ontem fui ver um filme escrito, realizado e interpretado por mulheres e que, ainda por cima, tinha como temática principal a culinária. "Julie & Julia", de Nora Ephron, tem o tom certo e está repleto de instantes deliciosos (não me refiro à comida). Não é comédia, mas fartamo-nos de rir e sorrir (o que, por vezes, sabe ainda melhor), e não é um drama, apesar de emocionar (atenção à cena em que Julia, acompanhada pelo marido, recebe a notícia da gravidez da irmã).
Meryl Streep está irrepreensível e o seu trabalho foi mais uma vez reconhecido. A interpretação valeu-lhe mais uma nomeação para os Globos de Ouro e o filme está também entre os candidatos a melhor comédia ou musical do ano. Além de "Julie & Julia", a actriz norte-americana está também nomeada por "It's Complicated", comédia romântica de Nancy Meyers com Steve Martin e Alec Baldwin, que ainda não estreou por cá.
Nota: Na vida real, Meryl é casada desde 1978 e tem quatro rebentos. A meses de distância de ter cada um dos filhos, Streep entrou em filmes marcantes: "Kramer contra Kramer", "Reacção em Cadeia", "África Minha" e "Recordações de Hollywood".
Sempre longe de polémica, dentro e fora do ecrã, o que ainda a torna mais notável.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Playcat


A próxima edição da revista Playboy Portugal tem na capa o humorista Ricardo Araújo Pereira, sendo esta a primeira vez, nos 55 anos da marca, que um homem surge sozinho na primeira página da revista masculina, segundo a directora de comunicação, Sara Esteves Cardoso.
Na origem da escolha para a edição especial de Natal estão “a influência, o mediatismo, a importância político-social e o respeito transversal conferido pela sociedade portuguesa”.
Araújo Pereira “é, desde 2003, presença assídua nas vidas de todos os portugueses. Assume-se em 2009 com um estatuto ímpar, provando a sua influência em todos os quadrantes sociais e políticos”, refere a directora de comunicação da revista, em comunicado.
in Expresso.pt

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Costa "alentarvia"

Já não era sem tempo! Três meses e meio depois do aniversário lá fomos gozar a Smartbox. Depois de (pouco) ponderarmos, resolvemos rumar ao Litoral Alentejano e à Costa Vicentina. O fim-de-semana começou em Santiago do Cacém, no sofisticadamente rústico Hotel Caminhos de Santiago.
Na manhã seguinte, partimos à aventura pelas praias, vilas aldeias e recantos do Alentejo e Algarve, regiões que preservam identidade e carisma próprios de quem teima não ceder a um turismo massificado. Convidamo-los a viajar connosco.

Um dos inúmeros recantos do Hotel Caminhos de Santiago

Um lugar convidativo na Praia de Almograve

A Tasca do Celso, em Vila Nova de Mil Fontes, foi paragem obrigatória

O Monte João Roupeiro, pertinho de Odeceixe, convidou ao descanso

Um espantalho/espanta espíritos sui generis a caminho da praia da Amoreira

A praia da Amoreira estava apinhada de gente

A neblina deu um toque especial a Monte Clérigo

A inconfudível Arrifana

Outra perspectiva a partir do Miradouro da Arrifana

O casalinho lá ao fundo quis ver as ondas da Bordeira de perto... molhou-se

A Praia do Amado foi o local perfeito para terminar a aventura

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lés a lés

Já lá vai algum tempo desde o nosso reencontro, mas não podíamos deixar passar em claro a tertúlia gastronómica de tapas sugerida pelo Tiago no Lés a lés, no Bairro Santos Nicolau. À excepção da Dora, que não pode sequer ouvir falar em queijo, todos se regalaram com as várias iguarias servidas no simpático e acolhedor restaurante com vista privilegiada para o Sado.
Depois do repasto, alguns Magníficos ainda tiveram forças para rumar ao Bonfim e assistir ao jogo do Vitória. Alguns escreveram que o espectáculo foi pobrezinho, mas consta que os espectadores magníficos que foram à bola mal deram por isso tal a atenção que deram à partida!

Não, não é o Hugh Hefner!

O público quis ver-me de lunetas. Eu acedi.


Façam adeus ao Pedro...

Todos a cantar: "Está na hora da caminha, vamos lá..."

Olha a Sandra! Finalmente...


Decididamente, o Tiago foi o sortudo do dia

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Janela indiscreta

O rumor de que o casalinho formado por Luciana Abreu e Yannick Djaló poderia ter decidido ocupar a tarde de sábado numa visita cultural à Quinta da Regaleira levou alguns paparazzi bem informados a rumar a Sintra.
Os profissionais em invadir a intimidade alheia não se deram por vencidos por não terem descoberto a 'Floribela' e o 'leãozinho'. A sorte grande saiu-lhes ao descobrirem que na Quinta se encontrava o casal sensação do momento - Ricardo e Lia - aquele que em popularidade só tem rival no par Pitt-Jolie... e a sua prole.
Fonte bem colocada revelou ao Saudinha que a autora das fotografias (só digo a primeira letra do nome: Raquel Fragoso) lucrou tanto com a vendas das imagens, que fizeram furor nas manchetes dos tablóides mundiais, que equaciona seriamente comprar a antiga casa de campo do António Augusto e da Perpétua.


Romeu e Julieta dificilmente encontrariam melhor cenário (Copyright: R.F.)

A empatia entre o casal foi deveras evidente (Copyright: R.F.)