terça-feira, 22 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010)


O meu primeiro contacto com a obra de José Saramago foi traumático. A leitura de "Memorial do Convento" no secundário revelou-se uma tarefa impossível. Não fui além das 20 páginas!
Ao contrário do que pensei na altura, não foi a escrita "esquisita" que me impediu de entrar no universo do autor, mas sim a falta de maturidade. É hoje evidente que não estava preparado para encaixar a narrativa complexa e o seu estilo sui generis.
Uns anos mais tarde alguém me falou de "Ensaio sobre a Cegueira". Li e adorei. É um dos meus livros preferidos de sempre. Marcou-me de tal forma que ainda hoje retenho imagens fortíssimas. Diz-se que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas Saramago provou nesta obra-prima que não há imagem que valha mais do que 100 palavras certeiras.
Depois de "Ensaio sobre a Cegueira" acompanhei com atenção redobrada tudo o que estivesse relacionado com o escritor: entrevistas, crónicas e, claro, os livros. Quase todos. De "Terra de Pecado" (escrito quando tinha apenas 24 anos de idade), ao excelente "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (outro dos meus preferidos), passando pelos eclesiasticamente controversos "Evangelho segundo Jesus Cristo" e "Caim". Pelo meio voltei a pegar em "Memorial do Convento". Já vacinado para a escrita saramaguiana, viajei com Baltasar e Blimunda numa passarola através da história.
José Saramago estará sempre presente na minha vida. Quando visitar o Convento de Mafra, passar pela casa onde nasceu na Azinhaga, for à Varina da Madragoa, entrar no escritório e pegar num dos seus/meus livros. Sempre que me recordar as vezes em que vi o autor na Feira do Livro e em que trocámos dois dedos de conversa...
Lamento os livros que não foram escritos, mas, mais do que isso, agradeço os que me chegaram às mãos. Outros há (poucos) que não li, mas ainda tenciono ler.
Obrigado José Saramago.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rockar e sardinhar

Lá diz o ditado: não há fome que não dê em fartura! Depois de uma ausência de quase um mês, surgem hoje novidades no Saudinha. Partilho com todos dois eventos em que participei.
Pela primeira vez fui ao Rock in Rio e a experiência surpreendeu-me bastante. A ideia preconcebida que tinha deste tipo de festivais revelou-se errónea. Pessoas a cair de bêbadas, desorganização, insegurança e falta de higiene foram aspectos com os quais não me deparei.
O ambiente é fantástico, os espaços existentes proporcionam cenários diferentes. Os concertos corresponderam e, nalguns casos, superaram as expectativas. Deixo-vos algumas imagens do dia 22 de Maio na cidade do Rock.


Vista panorâmica do Parque da Bela Vista a partir da roda gigante

O Palco Mundo antes da música

Valeu a pena esperar meia hora. Do topo da roda a vista é espectacular!

O free fall fez as maravilhas dos mais afoitos

Sir Elton John (senhor Hélder João para os amigos) mostrou que ainda está para as curvas

Uma semana depois, o programa das festas também envolveu milhares de pessoas. Em Setúbal, no Largo José Afonso, foi batido o recorde do Guiness da maior sardinhada. Tudo o que envolva comer - feijoadas, dobradas e outras trapalhadas - nós portugueses não temos rivais. Ora, estando na cidade do Sado a degustação só podia ser de uma de três coisas: caldeirada, choco frito ou sardinha. Foram sardinhas. Muitas. Mais de seis toneladas marcharam em menos de oito horas!

A festa valeu pelo ambiente típico de arraial em que o grande homenageado não foi nenhum santo padroeiro, mas o Vitória Futebol Clube, principal símbolo da terra, que completa no próximo dia 20 de Novembro 100 anos de vida. Como nem todos os presentes gostavam de sardinha virámo-nos também para as bifanas, os gelados e houve até quem não resistisse a um crepe do já nosso conhecido Sancho Pança.

O quinteto de Magníficos presente - moi-même, Cátia, Girinovsky, Luísinha e a senhora doutora (acompanhada pelo senhor professor Rui) - passou uma bela tarde. É sempre bom estarmos juntos mesmo quando o grupo está mais reduzido.

O fogareiro tinha 100 metros de comprimento (um por cada ano de aniversário do Vitória)

Os Ricardos ficam sempre bem com uma Luísa por perto

Só queria mesmo que a bandeira do Vitória aparecesse!

Já faltava pouco para o recorde ser batido

Houve ainda quem tivesse vontade de adoçar a boca! (crepe duplo com bola de gelado)

Depois do recorde da sardinhada ter sido quebrado, tivemos uma sessão nocturna com direito a repasto e a nova viagem virtual a Praha. Quem ficou ainda com mais vontade de rumar à capital da Republica Checa foi o casal R&R.

sábado, 1 de maio de 2010

Era uma vez...

Sergio Leone, criador de obras-primas como "Aconteceu no Oeste" e "O Bom, o Mau e o Vilão", realizou, em 1984, "Era Uma Vez na América". Hoje vi o filme e adorei. Aqui fica uma das muitas imagens que retenho da história de Noodles, Max e companhia.


O IndieLisboa, Festival Internacional de Cinema Independente. Esta noite lá estarei no São Jorge para assistir ao filme do alemão Werner Herzog: "My son, my son, what have ye done".

A Feira do Livro. Estando em Lisboa não posso deixar de matar dois coelhos com uma cajadada! Vou tentar um encontro imediato com a Joana Amaral Dias - sei que vai estar às 16h30 no stand d' A Esfera dos Livros - e trazer para casa um "Maníaco(s) de Qualidade" devidamente autografado.

CCB. No domingo vou tentar, finalmente, dar um pulo ao CCB para ver a exposição Joana Vasconcelos. Quem já viu garante que vale muito a pena.

Será que vou conseguir cumprir os objectivos traçados?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Magnífico aniversário

A "Taberna Grande", nas Fontaínhas, foi dia 10 de Abril palco das celebrações do primeiro aniversário dos Magníficos. Apesar das ausências da Rute, Vanda, Manuel e Bruno, os presentes deram conta do recado numa noite de convívio animada e condimentada por muita conversa, mimos, surpresas e muitas gargalhadas.
No final do repasto até tivemos direito a um grande susto, que quase obrigou a enfermeira de serviço a entrar em acção. Por pouco não ficámos a lavar pratos!
Não obstante o percalço, ainda nos sobraram forças para um prolongamento da diversão - não no "Lips", para infelicidade do António -, mas numa esplanada nossa conhecida junto à Avenida Luísa Todi.


A foto de família. (A Luísa ainda não tinha chegado e a Sandra está atrás da máquina)


O reencontro terminou com a certeza de que para o ano há mais um aniversário para festejar. Aqui fica um mimo da noite proporcionado pela nossa Xô-Dotôra.

Rute, origem hebraica (rut), siginifica beleza, ou na variação do latim bíblico, companheira. Cognome: A festiva
Vanda, origem germânica (Wand), significa caminhante, peregrina. Cognome: A Empenhada
Jaqueline, origem no latim, preconizou o feminino de Jacob, significa “aquela que supera”. Cognome: A elegante
Bruno, do latim (brunus – “moreno”), ou do germânico (brun), significa luminoso, brilhante. Cognome: O Ausente
António, origem indefinida no latim, antonius ou antius, significa “o inestimável” ou “o que está na vanguarda”, respectivamente. Cognome: O Indagador
Ricardo, origem germânica (rikhard – rik= poderoso + hard=forte), encerra assim a expressão “senhor poderoso”. Cognome: O Correcto
Ä “Girino”, variação da anterior, significa “catraio poderoso em metamorfose”! Cognome: O Caretas
Manuel, origem hebraica (imm-el), siginifica “Deus está entre nós”. Cognome: O Chill Out
Dora, diminutivo de Doroteia e Teodora, origem grega, significa “dom”. Cognome: A Doce
Cátia, (Kátia) de inspiração russa, é forma reduzida de Catarina, com origem no latim medieval (Catharina), por sua vez, com raízes na forma grega (Katharós), derivada do nome da deusa Ekáte. Depois desta busca EXAUSTIVA, pode mencionar-se o seu significado original “puro”! Cognome: A Comunicadora
Luísa, origem germânica (chlodowig – hlod=glória+wig= combatente), significa corajosa e combatente. Cognome: A “Alto Astral”
Tiago, forma vernácula de Jacob, origem hebraica (yaakou), significa “homem amigo de Deus”, acresce na sua versão bíblica “aquele que sucede”. Cognome: O Alheado
Raquel, origem hebraica (rahel), no sentido bíblico reporta para “ovelha mansa”, símbolo da crença, no hebraico original significa "rosa amorosa". Cognome: A “xô-dotôra”
Pedro, origem aramaica (Cep/h/as; Petrus - latim; Pétros - grego), significa pedra, rochedo, por associação ao simbolismo bíblico “a primeira pedra da igreja cristã”. Cognome: O Descontraído
João, origem hebraica (Yohanan), significa “agraciado por Deus” ou “Deus perdoa”. Cognome: O Protestante
Sandra, forma reduzida de Alexandra, origem grega, significa “defensora do Homem”. Cognome: A Guia

Com estes nomes, era inevitável a excelência deste grupo…

Nunca te deixes abater pelas despedidas: elas são indispensáveis como preparação para o reencontro, pois é certo que os amigos se reencontrarão, seja passado um tempo, ou toda uma vida. (…) Poderá a distância separar-nos realmente dos amigos? Se quiseres estar com alguém, não estarás já lá?
Richard Bach


sexta-feira, 26 de março de 2010

Praga

Porquê “praguejar” no último post? Não, não se tratava de nenhum protesto, apesar de existirem razões para isso, pela falta de feedback dos leitores do “Como vai a Saudinha”.
A razão deve-se a uma viagem a PRAGA. Uns dias na capital da República Checa, conhecida como a “Cidade Dourada” ou “Cidade das Cem Torres”, tornaram-se uma experiência enriquecedora, única e inesquecível.
Praga respira História, Cultura e Arte por todos os poros. Encontramos autênticas preciosidades a cada virar de esquina, nas pontes, praças, palácios, jardins, igrejas e sinagogas. Cada um dos cinco bairros que formam o centro histórico da capital da Boémia (Castelo e Hradcany, Bairro Pequeno, Cidade Velha, Bairro Judeu e Cidade Nova) tem identidade própria e estórias para contar.
A descoberta de Praga – da imponência da Praça da Cidade Velha à emoção de visitar as sinagogas no Bairro Judeu – tem o condão de nos provocar mil e uma sensações que queremos preservar para sempre no disco rígido e, se tal fosse possível, fazer várias cópias de segurança.
Além da experiência de assistir a uma peça no Teatro Negro, de um concerto de música clássica na Casa Municipal e de uma noite no mítico Reduta Jazz Club, há, praticamente a toda a hora, violinos e outros instrumentos (alguns menos convencionais) a ecoar nas ruas, praças e pontes.
A ajudar à festa esteve o São Pedro que nos permitiu calcorrear quilómetros diariamente. Claro que o calçado confortável não impediu umas dorzinhas nos pés. O cachecol e o gorro não saíram da mala. Pelas informações que me chegaram esteve, inclusive, melhor tempo lá do que cá.
É chegado o momento de “praguejar” algumas imagens convosco.


O Castelo de Praga visto do topo da Torre de Observação no Parque Petrin

Cafe Grand Orient: um marco da arquitectura cubista na Casa da Madonna Negra


Monumento ao reformador Huss e igreja de Tyn na magnífica Praça da Cidade Velha

Um lanche bem catita para retemperar forças

Mala Strana (Bairro Pequeno) com a igreja de São Nicolau (à esquerda), expoente máximo do Barroco

Palavras para quê?

Pormenor de uma rua de Mala Strana

Carisma a rodos no Reduta Jazz Club

A dança do edifício Ginger e Fred

Uma estátua de Franz Kafka a fazer jus ao perturbador escritor checo

Pormenor do comovente Antigo Cemitério Judeu

Este senhor deu um show de Bach com copos na Ponte Carlos IV

O Camões está em todo o lado!

Depois de ler ficámos muito mais elucidados!

A ponte Carlos IV, o Rio Moldava e a Cidade Velha. Feio, não é?

Pormenor do Rio Moldava numa das pontes de acesso à ilha de Kampa

quinta-feira, 18 de março de 2010

Teaser


Verbo da próxima semana: praguejar...

segunda-feira, 8 de março de 2010

And the Oscar goes to...

"The Hurt Locker - Estado de Guerra"

O filme por que estava a torcer venceu a 82.ª edição dos Oscars. Além do Oscar de melhor filme, em que bateu no sprint final "Avatar", "Estado de Guerra" conquistou o prémio de realização. Pela primeira vez na história uma mulher, Kathryn Bigelow, venceu, batendo o ex-marido, James Cameron, na categoria.
Aposto que agora vão começar as correrias aos downloads, Xepas shoppings, Fnacs e aos poucos cinemas em que o filme ainda está em exibição. Para não dizerem que não sou amigo, informo que ainda o podem ver, como deve ser, numa sala de cinema lisboeta, no Medeia Monumental (19h10 e 24h), El Corte Inglés (19h e 00h15) e Alvaláxia (14h10, 17h e 21h15).
Na representação não houve quaisquer surpresas, os anfitriões Alec Baldwin e Steve Martin foram «assim-assim». Para o ano há mais.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O caos reina


"Ondas de Paixão" (1996), "Dancer in the Dark" (2000) e "Dogville" (2003) são apenas três exemplos de filmes de Lars Von Trier que não deixam ninguém indiferente. É muito simples: ou se ama ou odeia, não há meio termo!
Hoje assisti a "Anticristo", última obra do dinamarquês, e estou que nem posso! Provavelmente, não vou conseguir digerir o filme nos próximos dias. O prólogo, que é do mais belo e aterrador que já vi, deixou-me estupefacto. A violência é extrema, chocante e não aconselhável aos mais sensíveis.
Willem Dafoe e a magnífica Charlotte Gainsbourg, vencedora da Palma de Ouro para melhor actriz em Cannes, carregam às costas um filme em que contracenam com uma raposa, um corvo, um veado e com os seus fantasmas.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Simplesmente Madeira

Mercado dos Lavradores, Funchal

Preparativos antes da descida vertiginosa

A Madeira é, de facto, um jardim

As piscinas naturais de Porto Moniz

Curral das Freiras

Nas nuvens...

A Ponta de São Lourenço

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Precious


O bairro de Harlem, em Nova Iorque, serve de cenário à acção de Precious: Based on the novel 'Push' by Sapphire. Clareece Precious Jones tem 16 anos, é obesa, analfabeta e está grávida pela segunda vez. A vida da protagonista do filme, realizado por Lee Daniels, é um autêntico inferno. Os abusos sexuais do pai, a violência física e verbal constantes da mãe são difíceis de digerir.

As interpretações das protagonistas são assombrosas. Gabourey Sidibe, que dá vida e alma a Precious, é uma revelação no seu papel de estreia. Mo'Nique, a mãe cruel da protagonista, tem um desempenho que nos deixa estarrecidos, entrando para a galeria dos maiores vilões vistos nos últimos anos. Na categoria de melhor actriz secundária - em que já vi actuação de quatro das cinco nomeadas aos Oscars - faço já a minha aposta: ...and the Oscar goes to... Mo'Nique.

A história de Precious, por mais incómoda e revoltante que seja essa realidade, não é única. Imagino a forma como um professor/ formador, psicólogo, assistente social, médico ou jornalista podem ajudar a ultrapassar ou diminuir o sofrimento de alguém que passa por uma experiência similar. A denúncia é, obviamente, o primeiro passo, mas tudo o resto é uma incógnita.

No final, na ficção como na vida real, desejamos que tudo fosse como deveria, mas sabemos ser impossível e que existem muitas Precious por esse mundo fora.

O filme, que estreou esta quinta-feira, está em exibição em poucas salas de cinema. Quem tiver oportunidade, não o deve perder. Como bónus ainda pode ver uma Mariah Carey de cara lavada e... buço por fazer.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tortilla Mourisca

Lá fora está um frio de rachar, mas aqui a lareira crepita. Em boa companhia assisto a um filme recomendado há dias aqui no Saudinha por um colega de aventuras de apito que não vejo há anos.
Antes do visionamento do filme planeámos o fim-de-semana: compras no indispensável Mercado do Livramento, o cineminha do costume numa época em que não há mãos a medir para tanta estreia apelativa nas últimas semanas... Ah, e ainda há espaço para o padroeiro destes dias, o São Valentim: que ele nos aqueça nestes dias gelados de Carnaval.
Recordo dois jantares especiais desta semana. Em primeiro lugar, a visita a casa de uma colega de que gosto muito. A tortilla estava óptima, a conversa com os outros comensais fluiu naturalmente, falando de tudo um pouco. Aos anfitriões o meu agradecimento pela hospitalidade e pela iniciativa que permitiu rever as minhas colegas de luta.
Um par de dias depois, o encontro reuniu alguns dos suspeitos do costume na "Pérola da Mourisca". Foi um fartote de petiscos, tão grande que me escuso a enumerá-los. No entanto, não consigo evitar mencionar o petit gateaux, que fez as delícias dos sortudos que pediram esta doce tentação. Como sempre, mais do que as iguarias, o mais saboroso foi mesmo a companhia...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aceitam-se apostas


Foram hoje conhecidos os nomeados para a 82.ª edição dos Oscars. Dos 10 nomeados para melhor filme - uma tradição antiga retomada pela Academia - há a destacar a presença de uma obra de animação (Up - Altamente) e as confirmações dos badalados Avatar, Estado de Guerra (ambos com nove nomeações), Sacanas Sem Lei (oito), Nas Nuvens e Precious (ambos com seis).
Destaque ainda para a nomeação de District 9 para melhor filme. Ao contrário do que seria de esperar, a originalidade da película de alienígenas, cuja acção decorre na África do Sul (e não nos EUA, pasme-se!), cometeu a proeza de convencer os membros da Academia.
Na representação, como noutras ocasiões, há supeitos do costume e há estreias absolutas. Dia 7 de Março deixarão de haver dúvidas e só haverá certezas, vencedores e vencidos.
And the Oscar goes to...

Nomeados nas principais categorias

Melhor Filme
- "Avatar", de James Cameron
- "Up - Altamente", de Pete Docter, Bob Peterson
- "Nas Nuvens", de Jason Reitman
- "Estado de Guerra", de Kathryn Bigelow
- "Precious - Based on the Novel "Push" by Sapphire", de Lee Daniels
- "District 9", de de Neill Blomkamp
- "An Education", de Lone Scherfig
- "Um Homem Sério", de Joel e Ethan Coen
- "The Blind Side", de John Lee Hancock
- "Sacanas sem Lei", de Quentin Tarantino

Melhor Realizador
- James Cameron, "Avatar"
- Kathryn Bigelow,"Estado de Guerra"
- Quentin Tarantino, "Inglorious Basterds"
- Lee Daniels, "Precious"
- Jason Reitman, "Nas Nuvens"

Melhor Actor
- Jeff Bridges, "Crazy Heart"
- George Clooney, "Nas Nuvens"
- Colin Firth, "A Single Man"
- Morgan Freeman, "Invictus"
- Jeremy Renner, "Estado de Guerra"

Melhor Actriz
- Meryl Streep, "Julie & Julia"
- Gabourey Sidibe, "Precious"
- Sandra Bullock, "The Blind Side"
- Helen Mirren, "The Last Station"
- Anne-Marie Duff, "The Last Station"

Melhor Actor Secundário
- Matt Damon, "Invictus"
- Woody Harrelson, "The Messenger"
- Christopher Plummer, "The Last Station"
- Christopher Waltz, "Sacanas sem Lei"
- Stanley Tucci, "The Lovely Bones"

Melhor Actriz Secundária
- Penélope Cruz, "Nove"
- Vera Farmiga, "Nas Nuvens"
- Maggie Gylenhaal, "Crazy Heart"
- Mo'Nique, "Precious"
- Anna Kendrick, "Nas Nuvens"

Melhor Filme Estrangeiro
- "The Milk Of Sorrow", de Claudia Llosa (Peru)
- "O Laço Branco", de Michael Haneke (Alemanha)
- "O Profeta", de Jacques Audiard (França)
- "Ajami", de Scandar Copti e Yaron Shani (Israel)
- "El Secreto de Sus Ojos", de Juan José Campanella (Argentina)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Fim-de-semana


Requiem for a Dream. O título em português deste filme não podia ser mais estúpido: A vida não é um sonho. Já a qualidade do mesmo é extraordinária. Uma obra-prima, de 2000, realizada por Darren Aronofski, que só agora tive a oportunidade de ver. Garanto que não se vão arrepender da tareia que vão levar.

Nunca um engarrafamento me soube tão bem! Méééééééé...


Perfeita sintonia das minhas meninas/sobrinhas Beatriz (à esquerda) e Matilde na festa do segundo aniversário da pequenita.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Noves fora nada


Quatro Magníficos assistiram esta semana à ante-estreia do musical Nove, de Rob Marshall, no Freeport de Alcochete. O filme não deslumbrou (Chicago é superior) e creio que, apesar de alguns bons momentos protagonizados por Daniel Day-Lewis, Penélope Cruz e, sobretudo, pela francesa Marion Cotillard, não é merecedor de estar entre os candidatos ao Oscar de melhor filme, que serão anunciados a 2 de Fevereiro.
Antes do visionamento do filme - aproveitando tudo a que tínhamos direito - fomos as estrelas maiores de um cocktail, com paletes de sushi, em que estiveram presentes algumas figuras públicas da nossa praça. Ficámos encandeados de ver tanto flash por metro quadrado! O magnetismo do quarteto devia ser insuportável para os fotógrafos de serviço e para as vedetas do burgo. Não é que vinham todos pousar ao nosso lado! Ninguém se surpreenda se nos vir nas páginas de uma qualquer revista cor de rosa. Qual Rita Pereira, qual Maria João Bastos, qual Rita "Playboy" Mendes!



Menos de 24 horas depois, ainda não refeitos de tanta "flashada", os mesmos protagonistas foram ao minimalista e acolhedor Teatro de Bolso assistir à 111.ª produção do Teatro de Animação de Setúbal (TAS): A Lenda da Moura Encantada, adaptada e encenada por Fernando Gomes.
O musical - sim, é um musical - conta uma história de tradição popular, passada em Setúbal, junto à Porta do Sol, perto do Miradouro, no século XIV. Segundo a lenda, uma bela moura, que vivia nessa zona com a família, porque se apaixonou por um pescador, foi encantada pelo seu pai, que a encerrou, declarando que a filha só tornaria a ser vista quando no mundo acabasse a miséria e a inveja.
Ao contrário do que se possa pensar, não se trata de uma tragédia ao estilo de Romeu e Julieta nem do Amor de Perdição entre Simão e Teresa. As duas horas passam num ápice, a diversão é garantida e as piscadelas de olho a todos os que estão familiarizados com o universo setubalense não nos deixam indiferentes. A dimensão do sala de teatro - não cabe num bolso comum, mas quase caberia no de Gulliver - permite-nos observar todos os detalhes, cruzarmos olhares permanentemente com os protagonistas, rirmo-nos juntos e semearmos cumplicidade de forma pouco usual.
Célia David, Isabel Ganilho, Maria Simões, Maria Sobral, Sónia Martins, Susana Brito, Duarte Victor, José Nobre e Miguel Assis são os nove actores que trabalham em palco que nem mouros.
A direcção vocal do espectáculo é de Nuno Batalha, a coreografia de Luís Sousa, composição e arranjos musicais de Quim Tó, cenografia de Luís Valido e figurinos de Zé Nova.