sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Escapadinha

Mais de um mês depois do último post, o Saudinha está de volta. Venho dar-vos conta da última aventura "vá para fora cá dentro". Como calculo que quem aqui vem quer mesmo é ver os bonecos, não percamos tempo. Bom passeio.

Lago Azul, Rio Zêzere. Acreditem: a água parecia sopa, só faltava fumegar!

Dornes, Ferreira do Zêzere, é um regalo para os sentidos

Era tão bom que fosse apenas uma lareira acesa!

Constância. Agora já entendo porque é conhecida como "vila poema"

Onde? Onde?

Ah, cá está ele!

Um lugar bastante convidativo na Quinta de Santa Bárbara, Constância

Pôr-do-sol na Quinta onde viveu Camões e que foi casa dos Jesuítas

Praia Fluvial do Alamal (Gavião) e castelo de Belver

Só para não pensarem que não estive lá!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Epopeia em Londres

Seis dias na capital britânica têm muito que se lhe diga. Tanto... que nem sei por onde começar! Foram tantas as informações absorvidas pelos sentidos que ainda as tenho na retina e à flor da pele.
Tudo começou com um convite, em jeito de desafio, do GRANDE Manuel. A viagem permitiu cumprir dois objectivos: conhecer Londres e fazer uma espécie de estágio intensivo em Divindade Clássica na companhia da maior sumidade na matéria.
A cidade é extraordinária a vários níveis e a oferta cultural esmagadora.
Se houvesse mais tempo, o ideal seria tirar um dia para visitar cada uma das dezenas/centenas de salas e corredores dos diferentes museus que existem. Desse modo poderíamos sorver cada centímetro de uma escultura ou pintura com uma atenção redobrada.
Não me atrevo a dizer qual dos museus preferi, uma vez que gostei muito de todos, mas o British, a National Gallery e a Tate Modern têm um lugar muito especial no meu álbum de memórias. Não é todos os dias que temos oportunidade de ver obras de Van Gogh, Picasso, Boticelli, Vieira da Silva, Monet, Dali, Pollock, Klimt, Mondrien, Miró, Manet, Julião Sarmento, Degas, Matisse ou Cézanne.
Há ainda as movimentadas praças de Trafalgar e Leicester, a muito boa onda de Camden Town e Notting Hill, e os belíssimos e refrescantes parques, que muito jeito nos deram em dias de 30º graus centígrados. Escutámos com atenção o relato do beefeater na Torre de Londres, voámos no London Eye, pousámos para a posteridade ao lado de estátuas de cera, dos majestosos Parlamento e Big Ben e da imponente Catedral de São Paulo.
Fazendo jus ao velho ditado "em Londres, sê londrino" misturámo-nos, sem qualquer esforço, num melting pot de 1001 proveniências em que ninguém recrimina ninguém e em que todos podem ser o que lhes der na real gana. Bebemos pints à beira do Tamisa e no pub, deliciamo-nos com um sunday roast e provámos fish and chips, apanhámos banhos de sol nos jardins ao final da tarde, subimos a Primrose Hill para uma vista de tirar o fôlego sobre a cidade, vimos o pôr-do-sol junto a Tower Bridge e, claro, assistimos a um musical em Convent Garden.
Calcorreámos o metro tantas vezes que ainda hoje sonhei com uma voz que só dizia mind the gap between the train and the platform!
Muito do que vimos, ouvimos, cheirámos, provámos e sentimos aconteceu a partir de ideias concebidas just for the fun. A cumplicidade entre nós e o nosso anfitrião foi muito além das gargalhadas partilhadas, do adeus ao Mundial num pub, das caminhadas, das poses divinas, das pints, dos esclarecimentos clínicos, das doses generosas de calorias ingeridas, o som madrugador dos corvos em torno da Torre de Ingleby, nossa residência oficial em Londres.
Obrigado Amigo.



Tower Bridge: anoitecer banhado de luz

I can see you London Eye

Tanto aço! Até dá vontade de chorar...

Aqui não há aço, há chumbo na Torre de Londres

Pensadores ilustres no British Museum

Arquitectura em movimento em Camden Town

Sabores do mundo em Camden Locke

Sombra refrescante em Regents Park

Assim que me viram pediram logo para pousar ao meu lado

Portobello Road, Notting Hill

Sunday Roast. Nham, nham...

Casas do Parlamento e Big Ben

Sou tão irresistível que até os insectos quiseram fazer o amor no meu braço

Vista primorosa em Primrose Hill

Museu de História Natural: lá dentro moram dinossauros

Uma última foto: just for the fun!

terça-feira, 22 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010)


O meu primeiro contacto com a obra de José Saramago foi traumático. A leitura de "Memorial do Convento" no secundário revelou-se uma tarefa impossível. Não fui além das 20 páginas!
Ao contrário do que pensei na altura, não foi a escrita "esquisita" que me impediu de entrar no universo do autor, mas sim a falta de maturidade. É hoje evidente que não estava preparado para encaixar a narrativa complexa e o seu estilo sui generis.
Uns anos mais tarde alguém me falou de "Ensaio sobre a Cegueira". Li e adorei. É um dos meus livros preferidos de sempre. Marcou-me de tal forma que ainda hoje retenho imagens fortíssimas. Diz-se que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas Saramago provou nesta obra-prima que não há imagem que valha mais do que 100 palavras certeiras.
Depois de "Ensaio sobre a Cegueira" acompanhei com atenção redobrada tudo o que estivesse relacionado com o escritor: entrevistas, crónicas e, claro, os livros. Quase todos. De "Terra de Pecado" (escrito quando tinha apenas 24 anos de idade), ao excelente "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (outro dos meus preferidos), passando pelos eclesiasticamente controversos "Evangelho segundo Jesus Cristo" e "Caim". Pelo meio voltei a pegar em "Memorial do Convento". Já vacinado para a escrita saramaguiana, viajei com Baltasar e Blimunda numa passarola através da história.
José Saramago estará sempre presente na minha vida. Quando visitar o Convento de Mafra, passar pela casa onde nasceu na Azinhaga, for à Varina da Madragoa, entrar no escritório e pegar num dos seus/meus livros. Sempre que me recordar as vezes em que vi o autor na Feira do Livro e em que trocámos dois dedos de conversa...
Lamento os livros que não foram escritos, mas, mais do que isso, agradeço os que me chegaram às mãos. Outros há (poucos) que não li, mas ainda tenciono ler.
Obrigado José Saramago.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rockar e sardinhar

Lá diz o ditado: não há fome que não dê em fartura! Depois de uma ausência de quase um mês, surgem hoje novidades no Saudinha. Partilho com todos dois eventos em que participei.
Pela primeira vez fui ao Rock in Rio e a experiência surpreendeu-me bastante. A ideia preconcebida que tinha deste tipo de festivais revelou-se errónea. Pessoas a cair de bêbadas, desorganização, insegurança e falta de higiene foram aspectos com os quais não me deparei.
O ambiente é fantástico, os espaços existentes proporcionam cenários diferentes. Os concertos corresponderam e, nalguns casos, superaram as expectativas. Deixo-vos algumas imagens do dia 22 de Maio na cidade do Rock.


Vista panorâmica do Parque da Bela Vista a partir da roda gigante

O Palco Mundo antes da música

Valeu a pena esperar meia hora. Do topo da roda a vista é espectacular!

O free fall fez as maravilhas dos mais afoitos

Sir Elton John (senhor Hélder João para os amigos) mostrou que ainda está para as curvas

Uma semana depois, o programa das festas também envolveu milhares de pessoas. Em Setúbal, no Largo José Afonso, foi batido o recorde do Guiness da maior sardinhada. Tudo o que envolva comer - feijoadas, dobradas e outras trapalhadas - nós portugueses não temos rivais. Ora, estando na cidade do Sado a degustação só podia ser de uma de três coisas: caldeirada, choco frito ou sardinha. Foram sardinhas. Muitas. Mais de seis toneladas marcharam em menos de oito horas!

A festa valeu pelo ambiente típico de arraial em que o grande homenageado não foi nenhum santo padroeiro, mas o Vitória Futebol Clube, principal símbolo da terra, que completa no próximo dia 20 de Novembro 100 anos de vida. Como nem todos os presentes gostavam de sardinha virámo-nos também para as bifanas, os gelados e houve até quem não resistisse a um crepe do já nosso conhecido Sancho Pança.

O quinteto de Magníficos presente - moi-même, Cátia, Girinovsky, Luísinha e a senhora doutora (acompanhada pelo senhor professor Rui) - passou uma bela tarde. É sempre bom estarmos juntos mesmo quando o grupo está mais reduzido.

O fogareiro tinha 100 metros de comprimento (um por cada ano de aniversário do Vitória)

Os Ricardos ficam sempre bem com uma Luísa por perto

Só queria mesmo que a bandeira do Vitória aparecesse!

Já faltava pouco para o recorde ser batido

Houve ainda quem tivesse vontade de adoçar a boca! (crepe duplo com bola de gelado)

Depois do recorde da sardinhada ter sido quebrado, tivemos uma sessão nocturna com direito a repasto e a nova viagem virtual a Praha. Quem ficou ainda com mais vontade de rumar à capital da Republica Checa foi o casal R&R.

sábado, 1 de maio de 2010

Era uma vez...

Sergio Leone, criador de obras-primas como "Aconteceu no Oeste" e "O Bom, o Mau e o Vilão", realizou, em 1984, "Era Uma Vez na América". Hoje vi o filme e adorei. Aqui fica uma das muitas imagens que retenho da história de Noodles, Max e companhia.


O IndieLisboa, Festival Internacional de Cinema Independente. Esta noite lá estarei no São Jorge para assistir ao filme do alemão Werner Herzog: "My son, my son, what have ye done".

A Feira do Livro. Estando em Lisboa não posso deixar de matar dois coelhos com uma cajadada! Vou tentar um encontro imediato com a Joana Amaral Dias - sei que vai estar às 16h30 no stand d' A Esfera dos Livros - e trazer para casa um "Maníaco(s) de Qualidade" devidamente autografado.

CCB. No domingo vou tentar, finalmente, dar um pulo ao CCB para ver a exposição Joana Vasconcelos. Quem já viu garante que vale muito a pena.

Será que vou conseguir cumprir os objectivos traçados?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Magnífico aniversário

A "Taberna Grande", nas Fontaínhas, foi dia 10 de Abril palco das celebrações do primeiro aniversário dos Magníficos. Apesar das ausências da Rute, Vanda, Manuel e Bruno, os presentes deram conta do recado numa noite de convívio animada e condimentada por muita conversa, mimos, surpresas e muitas gargalhadas.
No final do repasto até tivemos direito a um grande susto, que quase obrigou a enfermeira de serviço a entrar em acção. Por pouco não ficámos a lavar pratos!
Não obstante o percalço, ainda nos sobraram forças para um prolongamento da diversão - não no "Lips", para infelicidade do António -, mas numa esplanada nossa conhecida junto à Avenida Luísa Todi.


A foto de família. (A Luísa ainda não tinha chegado e a Sandra está atrás da máquina)


O reencontro terminou com a certeza de que para o ano há mais um aniversário para festejar. Aqui fica um mimo da noite proporcionado pela nossa Xô-Dotôra.

Rute, origem hebraica (rut), siginifica beleza, ou na variação do latim bíblico, companheira. Cognome: A festiva
Vanda, origem germânica (Wand), significa caminhante, peregrina. Cognome: A Empenhada
Jaqueline, origem no latim, preconizou o feminino de Jacob, significa “aquela que supera”. Cognome: A elegante
Bruno, do latim (brunus – “moreno”), ou do germânico (brun), significa luminoso, brilhante. Cognome: O Ausente
António, origem indefinida no latim, antonius ou antius, significa “o inestimável” ou “o que está na vanguarda”, respectivamente. Cognome: O Indagador
Ricardo, origem germânica (rikhard – rik= poderoso + hard=forte), encerra assim a expressão “senhor poderoso”. Cognome: O Correcto
Ä “Girino”, variação da anterior, significa “catraio poderoso em metamorfose”! Cognome: O Caretas
Manuel, origem hebraica (imm-el), siginifica “Deus está entre nós”. Cognome: O Chill Out
Dora, diminutivo de Doroteia e Teodora, origem grega, significa “dom”. Cognome: A Doce
Cátia, (Kátia) de inspiração russa, é forma reduzida de Catarina, com origem no latim medieval (Catharina), por sua vez, com raízes na forma grega (Katharós), derivada do nome da deusa Ekáte. Depois desta busca EXAUSTIVA, pode mencionar-se o seu significado original “puro”! Cognome: A Comunicadora
Luísa, origem germânica (chlodowig – hlod=glória+wig= combatente), significa corajosa e combatente. Cognome: A “Alto Astral”
Tiago, forma vernácula de Jacob, origem hebraica (yaakou), significa “homem amigo de Deus”, acresce na sua versão bíblica “aquele que sucede”. Cognome: O Alheado
Raquel, origem hebraica (rahel), no sentido bíblico reporta para “ovelha mansa”, símbolo da crença, no hebraico original significa "rosa amorosa". Cognome: A “xô-dotôra”
Pedro, origem aramaica (Cep/h/as; Petrus - latim; Pétros - grego), significa pedra, rochedo, por associação ao simbolismo bíblico “a primeira pedra da igreja cristã”. Cognome: O Descontraído
João, origem hebraica (Yohanan), significa “agraciado por Deus” ou “Deus perdoa”. Cognome: O Protestante
Sandra, forma reduzida de Alexandra, origem grega, significa “defensora do Homem”. Cognome: A Guia

Com estes nomes, era inevitável a excelência deste grupo…

Nunca te deixes abater pelas despedidas: elas são indispensáveis como preparação para o reencontro, pois é certo que os amigos se reencontrarão, seja passado um tempo, ou toda uma vida. (…) Poderá a distância separar-nos realmente dos amigos? Se quiseres estar com alguém, não estarás já lá?
Richard Bach


sexta-feira, 26 de março de 2010

Praga

Porquê “praguejar” no último post? Não, não se tratava de nenhum protesto, apesar de existirem razões para isso, pela falta de feedback dos leitores do “Como vai a Saudinha”.
A razão deve-se a uma viagem a PRAGA. Uns dias na capital da República Checa, conhecida como a “Cidade Dourada” ou “Cidade das Cem Torres”, tornaram-se uma experiência enriquecedora, única e inesquecível.
Praga respira História, Cultura e Arte por todos os poros. Encontramos autênticas preciosidades a cada virar de esquina, nas pontes, praças, palácios, jardins, igrejas e sinagogas. Cada um dos cinco bairros que formam o centro histórico da capital da Boémia (Castelo e Hradcany, Bairro Pequeno, Cidade Velha, Bairro Judeu e Cidade Nova) tem identidade própria e estórias para contar.
A descoberta de Praga – da imponência da Praça da Cidade Velha à emoção de visitar as sinagogas no Bairro Judeu – tem o condão de nos provocar mil e uma sensações que queremos preservar para sempre no disco rígido e, se tal fosse possível, fazer várias cópias de segurança.
Além da experiência de assistir a uma peça no Teatro Negro, de um concerto de música clássica na Casa Municipal e de uma noite no mítico Reduta Jazz Club, há, praticamente a toda a hora, violinos e outros instrumentos (alguns menos convencionais) a ecoar nas ruas, praças e pontes.
A ajudar à festa esteve o São Pedro que nos permitiu calcorrear quilómetros diariamente. Claro que o calçado confortável não impediu umas dorzinhas nos pés. O cachecol e o gorro não saíram da mala. Pelas informações que me chegaram esteve, inclusive, melhor tempo lá do que cá.
É chegado o momento de “praguejar” algumas imagens convosco.


O Castelo de Praga visto do topo da Torre de Observação no Parque Petrin

Cafe Grand Orient: um marco da arquitectura cubista na Casa da Madonna Negra


Monumento ao reformador Huss e igreja de Tyn na magnífica Praça da Cidade Velha

Um lanche bem catita para retemperar forças

Mala Strana (Bairro Pequeno) com a igreja de São Nicolau (à esquerda), expoente máximo do Barroco

Palavras para quê?

Pormenor de uma rua de Mala Strana

Carisma a rodos no Reduta Jazz Club

A dança do edifício Ginger e Fred

Uma estátua de Franz Kafka a fazer jus ao perturbador escritor checo

Pormenor do comovente Antigo Cemitério Judeu

Este senhor deu um show de Bach com copos na Ponte Carlos IV

O Camões está em todo o lado!

Depois de ler ficámos muito mais elucidados!

A ponte Carlos IV, o Rio Moldava e a Cidade Velha. Feio, não é?

Pormenor do Rio Moldava numa das pontes de acesso à ilha de Kampa