terça-feira, 17 de agosto de 2010

Azinhaga de Saramago

Não foi a primeira vez que visitei a Azinhaga, concelho da Golegã. O nome da localidade ribatejana confunde-se com o seu filho mais ilustre: José Saramago. Um pouco por todo o lado sente-se a presença do escritor. Ora vejam...

Vindos do Pombalinho, à entrada do concelho da Golegã, encontramos esta placa

Entrada na vila ribatejana

Placa junto da primeira casa do autor de "Ensaio Sobre a Cegueira"

Que outro nome poderia ter a biblioteca local?

A Azinhaga também fez questão de homenagear a mulher de Saramago

Obrigatório registar o momento do reencontro entre leitor e autor

As típicas "pasteleiras" dão um colorido especial às ruas da Azinhaga

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Acqua birthday

Uma noite de canícula pede sempre uma esplanada refrescante. Melhor só se for regada com muita galhofa, boa disposição e um bolo de aniversário com as velas já apagadas no momento de soprá-las e formular desejos.
Acrescente-se a isto uma pata luminosa, baptizada (sim, o novo acordo ortográfico ainda não entrou em vigor no Saudinha!) de Acqua. Apesar da ave ter feito as delícias dos presentes, a estrela maior da noite, unanimemente eleita como futura mascote dos Magníficos, foi a pequena Lara.
A noite acabou à beira Sado temperada por bebidas refrescantes e com a promessa de diversão na noite seguinte na Feira de Sant'Iago ao som dos Deolinda e a "cangurear." Ora vejam!

Magníficos em todo o seu esplendor

Trio pronto a fazer estragos

Descobri uma foto em que a Jaque tem os olhos abertos e o Tiago não está a mastigar!


Óh pra elas embevecidas por estarem ao meu lado :)))

Canguuuuuurear! Foi a loucura...

Dois selos e um carimbo de qualidade na noite da Feira (Foto: CMS)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Escapadinha

Mais de um mês depois do último post, o Saudinha está de volta. Venho dar-vos conta da última aventura "vá para fora cá dentro". Como calculo que quem aqui vem quer mesmo é ver os bonecos, não percamos tempo. Bom passeio.

Lago Azul, Rio Zêzere. Acreditem: a água parecia sopa, só faltava fumegar!

Dornes, Ferreira do Zêzere, é um regalo para os sentidos

Era tão bom que fosse apenas uma lareira acesa!

Constância. Agora já entendo porque é conhecida como "vila poema"

Onde? Onde?

Ah, cá está ele!

Um lugar bastante convidativo na Quinta de Santa Bárbara, Constância

Pôr-do-sol na Quinta onde viveu Camões e que foi casa dos Jesuítas

Praia Fluvial do Alamal (Gavião) e castelo de Belver

Só para não pensarem que não estive lá!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Epopeia em Londres

Seis dias na capital britânica têm muito que se lhe diga. Tanto... que nem sei por onde começar! Foram tantas as informações absorvidas pelos sentidos que ainda as tenho na retina e à flor da pele.
Tudo começou com um convite, em jeito de desafio, do GRANDE Manuel. A viagem permitiu cumprir dois objectivos: conhecer Londres e fazer uma espécie de estágio intensivo em Divindade Clássica na companhia da maior sumidade na matéria.
A cidade é extraordinária a vários níveis e a oferta cultural esmagadora.
Se houvesse mais tempo, o ideal seria tirar um dia para visitar cada uma das dezenas/centenas de salas e corredores dos diferentes museus que existem. Desse modo poderíamos sorver cada centímetro de uma escultura ou pintura com uma atenção redobrada.
Não me atrevo a dizer qual dos museus preferi, uma vez que gostei muito de todos, mas o British, a National Gallery e a Tate Modern têm um lugar muito especial no meu álbum de memórias. Não é todos os dias que temos oportunidade de ver obras de Van Gogh, Picasso, Boticelli, Vieira da Silva, Monet, Dali, Pollock, Klimt, Mondrien, Miró, Manet, Julião Sarmento, Degas, Matisse ou Cézanne.
Há ainda as movimentadas praças de Trafalgar e Leicester, a muito boa onda de Camden Town e Notting Hill, e os belíssimos e refrescantes parques, que muito jeito nos deram em dias de 30º graus centígrados. Escutámos com atenção o relato do beefeater na Torre de Londres, voámos no London Eye, pousámos para a posteridade ao lado de estátuas de cera, dos majestosos Parlamento e Big Ben e da imponente Catedral de São Paulo.
Fazendo jus ao velho ditado "em Londres, sê londrino" misturámo-nos, sem qualquer esforço, num melting pot de 1001 proveniências em que ninguém recrimina ninguém e em que todos podem ser o que lhes der na real gana. Bebemos pints à beira do Tamisa e no pub, deliciamo-nos com um sunday roast e provámos fish and chips, apanhámos banhos de sol nos jardins ao final da tarde, subimos a Primrose Hill para uma vista de tirar o fôlego sobre a cidade, vimos o pôr-do-sol junto a Tower Bridge e, claro, assistimos a um musical em Convent Garden.
Calcorreámos o metro tantas vezes que ainda hoje sonhei com uma voz que só dizia mind the gap between the train and the platform!
Muito do que vimos, ouvimos, cheirámos, provámos e sentimos aconteceu a partir de ideias concebidas just for the fun. A cumplicidade entre nós e o nosso anfitrião foi muito além das gargalhadas partilhadas, do adeus ao Mundial num pub, das caminhadas, das poses divinas, das pints, dos esclarecimentos clínicos, das doses generosas de calorias ingeridas, o som madrugador dos corvos em torno da Torre de Ingleby, nossa residência oficial em Londres.
Obrigado Amigo.



Tower Bridge: anoitecer banhado de luz

I can see you London Eye

Tanto aço! Até dá vontade de chorar...

Aqui não há aço, há chumbo na Torre de Londres

Pensadores ilustres no British Museum

Arquitectura em movimento em Camden Town

Sabores do mundo em Camden Locke

Sombra refrescante em Regents Park

Assim que me viram pediram logo para pousar ao meu lado

Portobello Road, Notting Hill

Sunday Roast. Nham, nham...

Casas do Parlamento e Big Ben

Sou tão irresistível que até os insectos quiseram fazer o amor no meu braço

Vista primorosa em Primrose Hill

Museu de História Natural: lá dentro moram dinossauros

Uma última foto: just for the fun!

terça-feira, 22 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010)


O meu primeiro contacto com a obra de José Saramago foi traumático. A leitura de "Memorial do Convento" no secundário revelou-se uma tarefa impossível. Não fui além das 20 páginas!
Ao contrário do que pensei na altura, não foi a escrita "esquisita" que me impediu de entrar no universo do autor, mas sim a falta de maturidade. É hoje evidente que não estava preparado para encaixar a narrativa complexa e o seu estilo sui generis.
Uns anos mais tarde alguém me falou de "Ensaio sobre a Cegueira". Li e adorei. É um dos meus livros preferidos de sempre. Marcou-me de tal forma que ainda hoje retenho imagens fortíssimas. Diz-se que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas Saramago provou nesta obra-prima que não há imagem que valha mais do que 100 palavras certeiras.
Depois de "Ensaio sobre a Cegueira" acompanhei com atenção redobrada tudo o que estivesse relacionado com o escritor: entrevistas, crónicas e, claro, os livros. Quase todos. De "Terra de Pecado" (escrito quando tinha apenas 24 anos de idade), ao excelente "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (outro dos meus preferidos), passando pelos eclesiasticamente controversos "Evangelho segundo Jesus Cristo" e "Caim". Pelo meio voltei a pegar em "Memorial do Convento". Já vacinado para a escrita saramaguiana, viajei com Baltasar e Blimunda numa passarola através da história.
José Saramago estará sempre presente na minha vida. Quando visitar o Convento de Mafra, passar pela casa onde nasceu na Azinhaga, for à Varina da Madragoa, entrar no escritório e pegar num dos seus/meus livros. Sempre que me recordar as vezes em que vi o autor na Feira do Livro e em que trocámos dois dedos de conversa...
Lamento os livros que não foram escritos, mas, mais do que isso, agradeço os que me chegaram às mãos. Outros há (poucos) que não li, mas ainda tenciono ler.
Obrigado José Saramago.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rockar e sardinhar

Lá diz o ditado: não há fome que não dê em fartura! Depois de uma ausência de quase um mês, surgem hoje novidades no Saudinha. Partilho com todos dois eventos em que participei.
Pela primeira vez fui ao Rock in Rio e a experiência surpreendeu-me bastante. A ideia preconcebida que tinha deste tipo de festivais revelou-se errónea. Pessoas a cair de bêbadas, desorganização, insegurança e falta de higiene foram aspectos com os quais não me deparei.
O ambiente é fantástico, os espaços existentes proporcionam cenários diferentes. Os concertos corresponderam e, nalguns casos, superaram as expectativas. Deixo-vos algumas imagens do dia 22 de Maio na cidade do Rock.


Vista panorâmica do Parque da Bela Vista a partir da roda gigante

O Palco Mundo antes da música

Valeu a pena esperar meia hora. Do topo da roda a vista é espectacular!

O free fall fez as maravilhas dos mais afoitos

Sir Elton John (senhor Hélder João para os amigos) mostrou que ainda está para as curvas

Uma semana depois, o programa das festas também envolveu milhares de pessoas. Em Setúbal, no Largo José Afonso, foi batido o recorde do Guiness da maior sardinhada. Tudo o que envolva comer - feijoadas, dobradas e outras trapalhadas - nós portugueses não temos rivais. Ora, estando na cidade do Sado a degustação só podia ser de uma de três coisas: caldeirada, choco frito ou sardinha. Foram sardinhas. Muitas. Mais de seis toneladas marcharam em menos de oito horas!

A festa valeu pelo ambiente típico de arraial em que o grande homenageado não foi nenhum santo padroeiro, mas o Vitória Futebol Clube, principal símbolo da terra, que completa no próximo dia 20 de Novembro 100 anos de vida. Como nem todos os presentes gostavam de sardinha virámo-nos também para as bifanas, os gelados e houve até quem não resistisse a um crepe do já nosso conhecido Sancho Pança.

O quinteto de Magníficos presente - moi-même, Cátia, Girinovsky, Luísinha e a senhora doutora (acompanhada pelo senhor professor Rui) - passou uma bela tarde. É sempre bom estarmos juntos mesmo quando o grupo está mais reduzido.

O fogareiro tinha 100 metros de comprimento (um por cada ano de aniversário do Vitória)

Os Ricardos ficam sempre bem com uma Luísa por perto

Só queria mesmo que a bandeira do Vitória aparecesse!

Já faltava pouco para o recorde ser batido

Houve ainda quem tivesse vontade de adoçar a boca! (crepe duplo com bola de gelado)

Depois do recorde da sardinhada ter sido quebrado, tivemos uma sessão nocturna com direito a repasto e a nova viagem virtual a Praha. Quem ficou ainda com mais vontade de rumar à capital da Republica Checa foi o casal R&R.