terça-feira, 4 de outubro de 2011

Istambul


Uma das coisas que mais adoro nas viagens é a possibilidade de visitar locais que marcaram a História. Durante anos li e ouvi os meus professores falarem em Istambul, a antiga Bizâncio e Constantinopla, e no passado mês de Junho conhecia-a in loco.

A experiência foi única e são muitos os aspectos que contribuíram para guardar na memória a cidade que outrora foi capital dos impérios bizantino e otomano. A influência de povos, culturas e religiões que por lá passaram são evidentes em cada praça e nas ruas mais insuspeitas.

Ao chegarmos a solo turco há dois aspectos que saltam à vista do visitante: primeiro a grande quantidade de minaretes existentes e que assinalam a presença de mesquitas (número que aumenta à medida que nos dirigimos para o centro da cidade) e, em segundo lugar, as bandeiras turcas que se elevam aos céus em promontórios estrategicamente colocados.

A simpatia da população é uma constante e, ao contrário da ideia pré-concebida que levava, não são (muito) chatos na hora de comercializar. Para o turco tudo é negócio: começa a chover vendem-se chapéus de chuva, à entrada da universidade uma banca vende material escolar, na praça milho para os pombos, no Grande Bazar transporta-se uma balança para que os clientes se pesem...

Para o habitante de Istambul, Portugal é futebol. Esqueçam os Descobrimentos, Camões, Pessoa, Saramago e Amália. O que está a dar é José Mourinho, Cristiano Ronaldo e Figo. Agora há também os jogadores portugueses que actuam no Besiktas: Quaresma, Simão, Hugo Almeida, Manuel Fernandes e Bebé (na altura ainda o treinador Carvalhal não tinha chegado).

Estive junto ao estádio do Besiktas não para procurar nenhum compatriota, mas para visitar o Palácio Dolmabahçe (opulência ao estilo de Versalhes). É apenas um dos locais de visita obrigatória para quem viaja até Istambul.

No entanto, há mais, muito mais, por onde se perder. Na Praça de Sultanahmet está a Mesquita Azul e a Hagia Sofia, há também o Palácio de Topkapi (antiga residência dos sultões), a Cisterna da Basílica (sustentada por mais de 330 colunas com mais de 8 metros de altura) e os Bazares (o Grande, do Livro e o das Especiarias, também conhecido por Egípcio).

Não sei se o ditado "uma imagem vale mais do que mil palavras" é apropriado. Ainda assim, aqui ficam algumas fotos da nossa viagem a Istambul.



Mustafá Kemal Atatürk, fundador da República da Turquia, numa bandeira no Grande Bazar


Os minaretes são uma presença constante em Istambul


A Mesquita Azul deve o seu nome aos azulejos azuis de Iznik do seu interior


Não foram os 60 metros de altura que me dissuadiram de subir à Torre Gálata, mas a fila de espera



Hagia Sofia tem mais 1400 anos. Foi igreja, mesquita e hoje é Museu. Fabuloso!


O Obelisco Egípcio fica no local onde outrora se situava o Hipódromo


Vista do Corno de Ouro a partir do Palácio de Topkapi


A Ponte de Gálata com a colina de Beyoglu em pano de fundo


À pesca em Istambul


Pormenor do Grande Bazar


À porta da universidade... há uma papelaria


Dê cá uma moeda, suba para a balança e... faça dieta



Um turco simpático a vender, literalmente, o seu peixe



Happy couple at Topkapi Palace


O lugar do sultão na Sala do Trono no Palácio de Topkapi



Cisterna da Basílica. Pormenor de uma coluna sustentada por uma cabeça de Medusa


Passeio no Bósforo com vista para a Fortaleza da Europa


Entrada para o pátio que dá acesso à escondida Igreja de São Pedro e São Paulo


Junto ao Palácio de Dolmabahçe fiquei corado!


Fashion moment numa rua de Istambul

Mulher fotografa criança nos jardins do Palácio de Topkapi


Também tivemos direito ao nosso momento kitsch à beira-Bósforo


Chá? Aprovado. Café? Nop.



domingo, 2 de outubro de 2011

Amor, estúpido e louco

Steve Carell e Julianne Moore. Almas gémeas?


Gosto muito de Steve Carell e Ryan Gosling, mas gosto ainda mais de Marisa Tomei e Julianne Moore. Tê-los junto num filme é meio caminho andado para dar um saltinho ao cinema. Em boa hora o fiz porque "Amor, estúpido e louco" é mais do que a comédia que aparenta ser para quem se limita a look at the trailer.

Façam como eu e deixem as expectativas elevadas junto à bilheteira, pensem apenas em passar duas horas agradáveis em boa companhia e abstraiam-se das notícias do dia-a-dia. Comigo funcionou e no final só me ocorreu dizer: "ainda bem que viemos".

A permissa é simples e recorrente: a mulher (Moore) revela ao marido (Carell) que o traiu e que quer o divórcio ao fim de 25 anos de casamento. O marido resignado, mas tem dificuldade em gerir a ideia, refugia-se num bar onde conhece um engatatão (Gosling), que promete transformá-lo de modo a reconquistar a sua "alma gémea".

É claro que estão lá os clichés do costume - até uma das personagens o reconhece quando começa a chover num momento em que era expectável que isso acontecesse - e alguns exageros típicos de comédias românticas protagonizadas por Jennifer Aniston ou Katherine Heigl. Perto do final há também uma revelação (de parentesco) que parece forçada, mas, mesmo assim, o filme nunca descamba.

Há cenas marcantes como o momento "Dirty Dancing", a reunião dos pais com a professora (Tomei) e - para mim o momento mais bonito do filme - o do telefonema nocturno para ajudar a ligar o quadro da electricidade. Há também o filho Robbie (interpretado por Jonah Bobo) que está perdidamente apaixonado pela babysiter Jessica (Analeigh Tipton), que, claro, está mais interessada no pai de Robbie.

Apesar de estar claramente uns furos abaixo de "Little Miss Sunshine - Uma família à beira de um ataque de Nervos" (mais um título estúpido), que curiosamente passou numa madrugada deste fim-de-semana na TVI, momentos houve - não me refiro apenas à presença de Carell - em que vislumbrei alguma da sensibilidade presente nesse filme de 2006.

Ah, as (e os) apreciadoras de Ryan Gosling vão ter oportunidade de vê-lo num papel em que mostra os resultados do trabalho feito no ginásio. «Até parece que tem photoshop», exclama a personagem interpretada pela belíssima Emma Stone.

"Amor, estúpido e louco", escrito por Dan Fogelman e realizado por Glenn Ficarra e John Requa, está em cartaz desde 22 de Setembro e promete continuar mais umas semanas.

sábado, 1 de outubro de 2011

Blog de papel


Digam lá que a capa do primeiro número não é bem sugestiva?


Eis mais uma prova de que as novas tecnologias - internets e afins - não são uma ameaça para os suportes tradicionais em papel. A versão lusa de "The Printed Blog", que propõe reunir alguns textos produzidos na blogosfera nacional, só existe graças ao suporte digital.

O primeiro número saiu para as bancas em Agosto (perdi-o porque não sabia da sua existência), mas a edição de Setembro está cá em casa e foi lida na íntegra. Recomendo-a. Rui Zink, Lauro António, Pedro Rolo Duarte e Edson Athaíde são alguns dos nomes mediáticos que participaram na edição de Setembro, mas há muito mais a descobrir. Eu, por exemplo, gostei muito de ler também as contribuições de Sónia Morais Santos (autora do blog coconafralda), Menina Limão (gostei muito do texto que escreveu sobre o filme Eva, de Mankiewicz) e Tiago Mesquita.

"The Printed Blog" custa 1,95 euros e tem muito mais do que palavras. A aposta na fotografia também é evidente e a entrevista a Barry Hatton, inglês que que vive em Portugal há quase três décadas e escreveu o livro "Os portugueses - Uma história moderna" , vale bem a pena.

Venha o próximo número.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tortura obrigatória



Há ano e meio que sei por experiência própria que a prática desportiva é óptima para a saúde. Se o facto de frequentar um ginásio com regularidade trouxe inúmeras (e visíveis) alterações à minha pessoa, há outras coisas que permanecem inalteráveis.

Não há um único dia em que vá ao ginásio com genuína vontade. Faço-o por obrigação porque sei que dessa forma estou a tratar da minha máquina. Aliás, a melhor parte do treino é mesmo quando termina. Nunca subi a uma passadeira, bicicleta ou elíptica com prazer. Nunca levantei um haltere, fiz uma flexão ou abdominais com gosto.

Fico satisfeito por muitos não sentirem o mesmo que eu. Há entusiastas da malhação que só de os ver fico cansado. Acho impressionante a quantidade de peso que conseguem levantar e a forma desaustinada como pedalam numa aula de cycling (com neons e música em volume altíssimo). Apesar de céptico, talvez um dia atinja o patamar dos verdadeiros profissionais do gym.

Sentir dor, ardor, calor, cansaço e transpiração num mesmo local jamais será um prazer para mim. Adoro cinema, viajar, visitar museus e estar numa esplanada a ler uma revista. Garanto-vos que se estes prazeres da vida implicassem ter, de uma assentada, os sintomas que tenho quando vou ao ginásio, o deleite passaria a ser tortura.

Sei que muitos também pensam como eu (bem vejo as expressões corporais e, sobretudo, faciais de quem me rodeia no ginásio), mas isso não nos impede de voltar, no dia seguinte, a fazer a mala e regressar a um local onde somos punidos pelos excessos que são cometidos no dia-a-dia. O melhor de tudo é que a infelicidade - era bom que fosse sempre assim - tem hora certa para terminar. Ao fechar a porta do ginásio, a sensação de dever cumprido é impagável. Sentimo-nos rejuvenescidos e prontos para encarar com forças redobradas as horas que temos pela frente.

Amanhã volta a ser dia de luta.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Séries ilimitadas

Depois de ver cada episódio era certinho: tudo para a rua a imitar as coreografias de lutas que acabáramos de ver



Julianna Marguiles brilha de forma intensa em "The Good Wife", série que está a passar na Fox Life




Há dias em que dou por mim a pensar que o melhor era ter apenas dois canais de televisão. Foi assim até 6 de Outubro de 1992, dia em que nasceu a SIC. Nessa altura não havia dilemas lá em casa (a dos meus pais, entenda-se): ou víamos a RTP1 ou a 2. Não precisávamos de mais para termos um final de tarde ou um serão bem passado. "Macgyver", "Soldados da Fortuna", "Os Três Dukes", "Os Jovens Heróis de Shaolin", "Bonanza", "Um Anjo na Terra", "V-Batalha Final", "Crime disse ela", "O Justiceiro", "O Barco do Amor" eram algumas das séries da altura.


Cada novo episódio tinha o condão de reunir a família na sala em torno da televisão (lá em casa, na década de 80 e inícios de 90, existia apenas uma e era a preto e branco). Para mudar de canal ou baixar/aumentar o volume era preciso levantar o rabo do sofá. Lembro-me que o primeiro vídeo que tivemos foi comprado em Janeiro de 1990. Foi um momento tão marcante que acho que eu e os meus irmãos não saímos de casa durante duas semanas para paparmos todos os filmes de ninjas disponíveis na altura.


Os tempos agora são diferentes e os níveis de exigência são, seguramente, outros. Com a chegada da TV por cabo, a oferta de séries oriundas dos EUA aumentou exponecialmente. A qualidade da ficção é inegável e o problema é arranjar tempo para ver todas. A box cá de casa está carregadinha de gravações. "The Good Wife", "Sem Escrúpulos", "Uma Família Muito Moderna" são actualmente as que acompanho religiosamente por considerá-las excelentes. Uns furos abaixo, mas interessante sob o ponto de vista histórico, está "The Kennedys", série que mostra que Katie "Cruise" Holmes, no papel de Jackie Kennedy, tem qualidades para sair da sombra do marido no que à representação diz respeito.


A listagem das minhas séries preferidas não fica por aqui: "Boardwalk Empire" e "Dexter" (acabei de me erguer e fazer uma vénia àquela que é, para mim, a melhor entre as melhores) são também imperdíveis. O problema é que não há forma de reduzir o tempo que dedico ao visionamento destas séries viciantes. A Fox Life, por exemplo, vai arrancar no dia 10 de Outubro com mais duas que vão fazer entupir ainda mais a box cá de casa: "Mildred Pierce" (com Kate Winslet) e "Downton Abbey" (dos criadores de "Gosford Park").


A este ritmo vou ter de, mais cedo ou mais tarde, seguir a estratégia utilizada por um colega e que me foi relatada há três ou quatro anos na altura em que a febre de "Perdidos" e "Prision Break" contaminou o nosso país. Dizia-me ele que cinco minutos em frente ao televisor eram suficientes para decidir sobre a qualidade de uma determinada série e, se fossem boas, como era o caso, desligava a televisão para não correr o risco de ficar viciado. É verdade que é simples e eficaz, mas, meu caro, não sabes o que tens andado a perder.


E vocês o que têm andado a ver? E o que recomendam?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Amadeus




Parece mentira, mas não é. Só na véspera de completar 34 anos de idade é que entrei pela primeira vez no Teatro Nacional D. Maria II para assistir a um espectáculo: "Amadeus". O receio de sair defraudado era grande, uma vez que se tratava de uma versão teatral baseada no texto de Peter Shaffer que, em 1984, deu origem ao filme homónimo - de que tanto gosto - realizado por Milos Forman.


Felizmente, os meus receios não se confirmaram. Gostei bastante de ver em palco a história de Antonio Salieri, interpretado por um competente Diogo Infante, e de Wolfgang Amadeus Mozart (um extraordinário Ivo Canelas). Confesso que é-me impossível avaliar a peça e abstrair-me do filme. O Salieri do filme de Forman é encarnado por F. Murray Abraham de forma portentosa e tenho esse desempenho como um dos melhores de sempre na história da Sétima Arte. Daí não ter ficado entusiasmado pela interpretação (repito) competente de Diogo Infante.


O mesmo não acontece com Ivo Canelas, que arranca uma performance magistral, abarcando os estados de espírito mais díspares, desempenho que nada fica a dever ao de Tom Hulce no filme que conquistou oito Oscares da Academia (entre os quais filme, realizador e - só podia - actor principal para F. Murray "Salieri" Abraham).


A peça, que tem encenação de Tim Carroll, está em cena na Sala Garrett até 6 de Novembro. Dê lá uma saltada, não se vai arrepender. Já eu, só me arrependo de ter estado tanto tempo sem pôr os pés no Teatro Nacional. Para me redimir, tenho já registada a minha próxima visita à Sala Garrett: "Quem tem medo de Virginia Woolf? (a cantar) Virginia Woolf, Virginia Woolf..."


sexta-feira, 17 de junho de 2011

À descoberta de Istambul


A Mesquita Azul, uma das atracções da cidade turca


VOLTEI!

Após uma longa ausência, regresso para vos trazer novidades. Nos últimos meses - nada mais nada menos do que três pessoas - perguntaram-me se estava tudo bem, se tinha adoecido. Não posso manifestar surpresa pela sua preocupação, uma vez que "saudinha" é coisa que não tem existido ultimamente por estas bandas.

Por outras razões, que nada têm a ver com o blogue, perguntaram-me até se estava com os pés para a cova por estar com um aspecto tão diferente. "Que tenha conhecimento não", respondi. Aliás, posso até afirmar categoricamente que sinto-me muitíssimo bem. Pudera, as férias aproximam-se e só já faltam 133 horas para descolar (não que esteja a contar os minutos).

O destino? Pois bem, vou ver muitos minaretes e vou estar na única cidade que está localizada em dois continentes: Europa e Ásia.

Adivinharam: I-S-T-A-M-B-U-L

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Anabela Teixeira

Desde a minha adolescência que considero Anabela Teixeira um dos rostos mais belos do nosso país. O passar dos anos não esbate a ideia que tenho da actriz. No panorama nacional - correndo o risco de soar exagerado - continuo a não vislumbrar nenhuma que se lhe equipare em beleza.

No passado domingo via-a no Teatro Municipal de Almada a protagonizar "Antes do pequeno-almoço", de Eugene O'Neill. A quem pensa que Anabela Teixeira é apenas um palmo de cara, recomendo uma ida até à Sala Experimental do Teatro Azul. Mas tem de ser rápido porque a peça só está em exibição até ao próximo dia 19 (domingo).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lisbeth e Mikael


539+611+715=1865. Parecem muitas páginas para uma história repartida por três, mas não são. No final de contas - como sempre acontece com as obras de que gostamos - lamentamos o epílogo. Neste caso por sabermos que o responsável pelo enredo morreu prematuramente e não mais contar-nos-á as aventuras de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.
Falo da trilogia Millenium de Stieg Larsson, sueco que não viveu o suficiente para recolher os louros de (imagino) muito tempo de labuta. Em "Os homens que odeiam as mulheres", "A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo" e "A Rainha no palácio das correntes de ar" viajamos até à Suécia para acompanhar uma investigação jornalística, que acaba por desvendar muito mais do que à partida se poderia supor.
Violência, misoginia, corrupção, abuso de poder são alguns dos temas focados. Recomendo vivamente a quem aprecia obras de suspense e acção a rodos. O poder/perigo da informática também não passa incólume ao autor na trilogia.
Depois de uma versão sueca, é a vez de Hollywood adaptar Millenium ao cinema. David Fincher é o realizador e Daniel Craig e Rooney Mara (que há pouco entrou em "A Rede Social") os protagonistas. Robin Wright (parece que é ex-Penn outra vez), Christopher Plummer, Stellan Skarsgard e Joely Richardson secundam o elenco. A coisa promete.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Senhor Puntila, Matti e... eu

Andy Warhol profetizou na década de 60 que "um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama". No passado domingo, no Teatro Aberto, estive próximo do estrelato. O que me aconteceu supera em muito os louros que se podem colher numa qualquer Casa dos Segredos ou Quinta das Celebridades (mesmo no caso dos que se sagram vencedores de reality-shows).
A acção de "Senhor Puntila e o seu criado Matti", baseada na obra de Bertolt Brecht, decorre na Finlândia e mostra-nos o latifundiário Puntila, que passa mais tempo ébrio do que sóbrio. As relações com os que o circundam dão pano para mangas e... mais não conto!
Encenada por João Lourenço, com música de Mazgani, os protagonistas Miguel Guilherme e Sérgio Praia - sem menosprezo para os restantes actores - dão um recital dentro do espectáculo.
A tarde estava a ser óptima, mas, num ápice, tornou-se inesquecível. O senhor Puntilla andava pela assistência à procura de um homem para a lavoura. É fácil adivinhar qual o elemento, de entre as centenas de presentes na audiência, que foi seleccionado por preencher os requisitos de robustez pretendido. EU, pois claro! Sem hesitar, lá fui eu ao palco. Lado a lado com o duo de protagonistas, fui apalpado nas coxas e nos braços. E até tive direito a uma fala em palco: «sim, juro!» Para mais tarde recordar.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

(Des)norteado

Rambóia, rambóia e... mais rambóia. Desta vez rumámos a norte para conhecer duas regiões até agora pouco ou, nalguns casos, nada exploradas. Trás-os-Montes e Douro revelaram-se, tal como esperado, experiências extraordinárias.
Sentimo-nos esmagados por tanta beleza e descoberta. Diz-se que vale mais uma imagem do que mil palavras. Pena é que uma imagem não transmita sensações que só podem ser vividas in loco. Aqui vos deixamos algumas fotos.


DOURO


Uma benção vinda do céu

O rio não é de ouro, mas é precioso

Arte vinhateira em movimento
MIRANDELA

Ponte românica sobre o Rio Tua
A terra do Pedro tem argumentos de peso para ser visitada
Flor de Sal: um espaço primoroso com comida divinal


VILA REAL


Casa Agrícola da Levada, Vila Real


Alien underwater

Reflexos na Casa de Mateus

PARQUE NATURAL DO ALVÃO


Sobe e desce constante com os ouvidos a estalarem

Tráfego intenso

Pormenor das cascatas das Fisgas do Ermelo

As "Pipocas", nas Fisgas do Ermelo, ficam entre Vila Real e Mondim de Basto

O caminho é sinuoso, mas a banhoca é recompensadora

Momento Zen

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Azinhaga de Saramago

Não foi a primeira vez que visitei a Azinhaga, concelho da Golegã. O nome da localidade ribatejana confunde-se com o seu filho mais ilustre: José Saramago. Um pouco por todo o lado sente-se a presença do escritor. Ora vejam...

Vindos do Pombalinho, à entrada do concelho da Golegã, encontramos esta placa

Entrada na vila ribatejana

Placa junto da primeira casa do autor de "Ensaio Sobre a Cegueira"

Que outro nome poderia ter a biblioteca local?

A Azinhaga também fez questão de homenagear a mulher de Saramago

Obrigatório registar o momento do reencontro entre leitor e autor

As típicas "pasteleiras" dão um colorido especial às ruas da Azinhaga

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Acqua birthday

Uma noite de canícula pede sempre uma esplanada refrescante. Melhor só se for regada com muita galhofa, boa disposição e um bolo de aniversário com as velas já apagadas no momento de soprá-las e formular desejos.
Acrescente-se a isto uma pata luminosa, baptizada (sim, o novo acordo ortográfico ainda não entrou em vigor no Saudinha!) de Acqua. Apesar da ave ter feito as delícias dos presentes, a estrela maior da noite, unanimemente eleita como futura mascote dos Magníficos, foi a pequena Lara.
A noite acabou à beira Sado temperada por bebidas refrescantes e com a promessa de diversão na noite seguinte na Feira de Sant'Iago ao som dos Deolinda e a "cangurear." Ora vejam!

Magníficos em todo o seu esplendor

Trio pronto a fazer estragos

Descobri uma foto em que a Jaque tem os olhos abertos e o Tiago não está a mastigar!


Óh pra elas embevecidas por estarem ao meu lado :)))

Canguuuuuurear! Foi a loucura...

Dois selos e um carimbo de qualidade na noite da Feira (Foto: CMS)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Escapadinha

Mais de um mês depois do último post, o Saudinha está de volta. Venho dar-vos conta da última aventura "vá para fora cá dentro". Como calculo que quem aqui vem quer mesmo é ver os bonecos, não percamos tempo. Bom passeio.

Lago Azul, Rio Zêzere. Acreditem: a água parecia sopa, só faltava fumegar!

Dornes, Ferreira do Zêzere, é um regalo para os sentidos

Era tão bom que fosse apenas uma lareira acesa!

Constância. Agora já entendo porque é conhecida como "vila poema"

Onde? Onde?

Ah, cá está ele!

Um lugar bastante convidativo na Quinta de Santa Bárbara, Constância

Pôr-do-sol na Quinta onde viveu Camões e que foi casa dos Jesuítas

Praia Fluvial do Alamal (Gavião) e castelo de Belver

Só para não pensarem que não estive lá!