Uma das coisas que mais adoro nas viagens é a possibilidade de visitar locais que marcaram a História. Durante anos li e ouvi os meus professores falarem em Istambul, a antiga Bizâncio e Constantinopla, e no passado mês de Junho conhecia-a in loco.
A experiência foi única e são muitos os aspectos que contribuíram para guardar na memória a cidade que outrora foi capital dos impérios bizantino e otomano. A influência de povos, culturas e religiões que por lá passaram são evidentes em cada praça e nas ruas mais insuspeitas.
Ao chegarmos a solo turco há dois aspectos que saltam à vista do visitante: primeiro a grande quantidade de minaretes existentes e que assinalam a presença de mesquitas (número que aumenta à medida que nos dirigimos para o centro da cidade) e, em segundo lugar, as bandeiras turcas que se elevam aos céus em promontórios estrategicamente colocados.
A simpatia da população é uma constante e, ao contrário da ideia pré-concebida que levava, não são (muito) chatos na hora de comercializar. Para o turco tudo é negócio: começa a chover vendem-se chapéus de chuva, à entrada da universidade uma banca vende material escolar, na praça milho para os pombos, no Grande Bazar transporta-se uma balança para que os clientes se pesem...
Para o habitante de Istambul, Portugal é futebol. Esqueçam os Descobrimentos, Camões, Pessoa, Saramago e Amália. O que está a dar é José Mourinho, Cristiano Ronaldo e Figo. Agora há também os jogadores portugueses que actuam no Besiktas: Quaresma, Simão, Hugo Almeida, Manuel Fernandes e Bebé (na altura ainda o treinador Carvalhal não tinha chegado).
Estive junto ao estádio do Besiktas não para procurar nenhum compatriota, mas para visitar o Palácio Dolmabahçe (opulência ao estilo de Versalhes). É apenas um dos locais de visita obrigatória para quem viaja até Istambul.
No entanto, há mais, muito mais, por onde se perder. Na Praça de Sultanahmet está a Mesquita Azul e a Hagia Sofia, há também o Palácio de Topkapi (antiga residência dos sultões), a Cisterna da Basílica (sustentada por mais de 330 colunas com mais de 8 metros de altura) e os Bazares (o Grande, do Livro e o das Especiarias, também conhecido por Egípcio).
Não sei se o ditado "uma imagem vale mais do que mil palavras" é apropriado. Ainda assim, aqui ficam algumas fotos da nossa viagem a Istambul.
Não foram os 60 metros de altura que me dissuadiram de subir à Torre Gálata, mas a fila de espera
Hagia Sofia tem mais 1400 anos. Foi igreja, mesquita e hoje é Museu. Fabuloso!
O Obelisco Egípcio fica no local onde outrora se situava o Hipódromo
Vista do Corno de Ouro a partir do Palácio de Topkapi
À pesca em Istambul
Pormenor do Grande Bazar
Dê cá uma moeda, suba para a balança e... faça dieta
Um turco simpático a vender, literalmente, o seu peixe
Happy couple at Topkapi Palace













Andy Warhol profetizou na década de 60 que "um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama". No passado domingo, no Teatro Aberto, estive próximo do estrelato. O que me aconteceu supera em muito os louros que se podem colher numa qualquer Casa dos Segredos ou Quinta das Celebridades (mesmo no caso dos que se sagram vencedores de reality-shows).