terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Amesterdão

Não, não estou de malas aviadas para a Holanda. "Amesterdão", de Ian McEwan, é o título de livro que estou a ler. A razão para a escolha de mais uma obra do autor britânico deve-se ao facto de ter gostado muito de "Sábado" e estar com vontade de ler mais alguma coisa do escritor antes que o Natal chegue.
Até há pouco tempo apenas conhecia dois dos filmes que tiveram origem nas palavras de Ian McEwan: "O Bom Filho", com Macaulay "Sozinho e Casa" Culkin e Elijah "Frodo" Wood", e "Expiação", de Joe Wright. Depois de ver dois filmes, é chegada a hora de ler o segundo livro. Se for tão bom como "Sábado" vai valer muito a pena.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Padaria (é) Portuguesa

Já está! Há dias disse-vos que queria conhecer "A Padaria Portuguesa" e já o fiz. O Careca, no Restelo, fica para mais tarde. Fui à padaria da Av. Elias Garcias e gostei do que vi. Digo-vos (apenas) vi porque foi mesmo só isso que fiz. À excepçao de um cafezinho, não provei mais nada.
Não porque esteja já a pensar nos excessos natalícios que aí vêm, mas porque antes fui tomar um brunch catita ao "Magnolia Caffé" na Av. Miguel Bombarda. Para não me continuar a questionar sobre o porquê de não ter trazido um pão-de-deus, resolvi não tirar qualquer foto às tentações expostas. Resisti e congratulo-me por isso!
Para os lisboetas as imagens que se seguem não são, seguramente, uma novidade. Para quem não conhece, deixo-vos alguns pormenores de "A Padaria Portuguesa". Ah, garanto-vos (e tenho testemunhas) que a casa não me ofereceu o café... nem sequer uma carcaça.





sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Marcas homónimas

O que é que as fraldas e os chocolates têm em comum?





E os chocolates e sabonetes?



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ascendi


Depois de passar esta manhã 55 minutos de espera nos Correios para levantar uma carta registada (valeu-me a companhia do livro mencionado no post anterior), fiquei a saber que passei por uma portagem e não paguei! Será que as portagens agora são invisíveis e passei por uma sem dar por isso? Parece que sim.
A Ascendi, empresa responsável pelas portagens electrónicas de algumas vias de comunicação de norte a sul do país, notificou-me que devo liquidar 2,29 euros relativos à falta de pagamento da taxa de portagem.
Estreante nestas coisas, ainda pensei que se tratasse de um qualquer engano causado por trocas de matrículas ou coisa do género. Nada disso. Acontece que no dia 17 de Julho, pelas 14h25, passei junto do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e não paguei 0,20 euros de portagem. É verdade, nesse dia, por essa altura, depois de uma curta visita a Vila do Conde, passei por essa zona, pelo que não coloco por um instante em causa o facto de lá ter circulado.
Como estou habituado a parar para pagar portagem sempre que as encontro (não, não tenho Via Verde), estranhei - e desconhecia, confesso - que existia este sistema do "passe agora, pague depois" captado por câmaras de vigilância. Nem vou discutir o porquê de não terem colocado umas portagens à séria na estrada. Acredito que não deve dar jeito porque dessa forma estar-se-ia a dar emprego a mais umas dezenas ou centenas de pessoas e isso não convém porque essas verbas dão para pagar vencimentos régios aos administradoras das ditas empresas.
O que mais me incomoda nisto tudo (se clicarem na foto verão do que estou a falar) é acrescentarem 2,09 euros aos 20 cêntimos que teria de pagar pela portagem para "custos administrativos". Imagino a quantidade de pessoas, na ordem dos milhares, seguramente, que são contemplados na caixa de correio - quais postais de boas festas - com estes presentes.
A Ascendi deve ter razão: o infractor sou eu, logo compete-me arcar com as despesas. Enfim, deixa-me lá ir ao multibanco pagar isto senão, avisam-me na notificação, serão aplicadas coimas num prazo de 15 dias úteis.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sábado


Por aqui lê-se isto. Está a valer a pena.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Projecto Murcho


Quando se vive com alguém que lida diariamente, por razões profissionais, com centenas de nomes, é inevitável, de quando em vez, surgir um que nos faça interromper o que estamos a fazer e dar uma valente gargalhada.
O mais recente exemplo é o de uma senhora que se chama "M. Jesus Belo Projecto Murcho"! Bonito, não é? Aposto que a dona M. passa a vida a ignorar, ou melhor, ocultar os dois últimos apelidos. Ninguém a pode censurar nem acusar de se envergonhar dos nomes de família porque todos nós - quem disser o contrário está a mentir - faríamos o mesmo.
Será que os progenitores não tinham um Silva, Oliveira ou até Barata como alternativas a "Projecto Murcho"? Será que não equacionaram a possibilidade de dar apenas os primeiros três nomes em vez de cinco? Estas são perguntas que ficam sem resposta.
Sabemos que nesta matéria os brasileiros têm uma imaginação mais fértil do que a dos portugueses na hora de escolherem o nome para os seus rebentos (da fama ninguém os livra). Fiz uma breve pesquisa e encontrei alguns exemplos surreais vindos do outro lado do Atlântico:
- Ácido Acético Etílico da Silva (as infecções não apanham o sr. Silva)
- Agrícola Beterraba Areia Leão (o felino destoa na horta)
- Amim Amou Amado (amor para dar e vender)
- Antônio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete (abreviatura: Tó 13-6-1917)
- Antônio Veado Prematuro (não há prematuros. Ou é ou não é)
Como repararam, a pequeníssima amostra é esclarecedora e refere-se apenas à primeira letra do alfabeto.
Ao falar neste tema vem-me à memória uma colega da escola secundária com quem muito simpatizava e que não vejo há mais de uma década. A Ana Sofia Pereira Coito - a quem todos carinhosamente tratávamos por "Coita" - tinha noção do perigo que espreitava na hora de escolher um parceiro para procriar. Dizia sempre: "se arranjar um marido chamado Manuel Interrompido há-de ser bonito"!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Padaria Portuguesa versus Careca


A Padaria Portuguesa é uma tentação...


...mas o Careca não lhe fica atrás!

"A Padaria Portuguesa" é recente e já tem cinco estabelecimentos (quatro em Lisboa e um em Vila Franca de Xira). "O Careca", pastelaria do Restelo, tem a seu favor a tradição conquistada ao longo de décadas de funcionamento. Confesso: nunca estive em nenhuma delas!
Já provei o pão-de-deus da primeira (obrigado D. Lena) e o bolo rei da segunda (obrigado D. Isaura), e ambas as iguarias tiveram nota elevadíssima das minhas papilas gustativas. Sei que muitas mais especialidades há a descobrir em cada uma das lojas e tenciono fazê-lo in loco rapidamente. Defendo que nestas coisas (e em muitas outras) os olhos comem e o olfacto também mete o nariz no assunto.
Mesmo correndo o risco de parecer mais um turista em busca de uma casa que aparece nos guias turísticos e na Time Out, urge colmatar estas lacunas da mesma forma que, quando for a Nova Iorque, gostaria de ouvir Woody Allen tocar jazz e, em Paris, lanchar no estabelecimento onde trabalhou Amélie Poulain. Em ambos os casos, prometo não levar máquina fotográfica pendurada ao pescoço.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As Serviçais


Viola Davis é uma d' As Serviçais

Nunca é de mais lembrar histórias que mostram o pior da natureza humana. "The Help - As Serviçais", filme de Tate Taylor, baseado na obra de Kathryn Stockett, revela-nos estórias de segregação racial nos Estados Unidos na década de 60. O ponto de vista é o das empregadas negras que serviam em casas de famílias brancas em Jackson, Mississippi.
Apesar da coragem da jovem jornalista ao desafiar as regras instituídas num estado profundamente conservador, ainda que de forma anónima, as verdadeiras heroínas de "As Serviçais" são as mulheres negras que suportam as discriminações e humilhações constantes das patroas.
Num filme de reconstituição histórica irrepreensível, quem mais brilha são (claro) as serviçais protagonistas. Viola Davis encarna Aibileen com a mesma excelência evidenciada em "Dúvida", e Octavia Spencer é a irreverente e desbocada Minny. Não duvido que ambas vão figurar entre as nomeadas a várias listas de prémios.
Apesar de desequilibrado nalguns aspectos (várias questões ficam sem resposta e alguns focos de contextualização parecem-me desnecessários), o filme é bom. Por isso, não hesito em recomendá-lo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

The Walking Dead 2


Climax: assim terminou o episódio Pretty much dead already

Não há nada a fazer a não ser esperar que chegue Fevereiro! Depois de passarem na FOX os primeiros sete epísódios da 2.ª temporada de The Walking Dead, os restantes (seis) capítulos só estrearão nos Estados Unidos a 12 de Fevereiro e em Portugal, esperamos, poucos dias depois.
À excepção do nome do episódio 8 - "Nebraska" - pouco se sabe sobre os restantes capítulos. O nome do estado norte-americano poderá indiciar uma mudança de rumo para o grupo liderado por Rick e Shane. Depois do climax do episódio transmitido há uma semana, parece-me inevitável a saída da quinta de Hershel.
Não sei quais as ideias que os argumentistas de TWD terão para os próximos capítulos, mas vários aspectos parecem-me plausíveis e, nalguns casos, inevitáveis:
- Rick e Shane vão chocar cada vez mais (a gravidez de Lori só vai agudizar a tensão entre ambos);
- Maggie deixará a quinta do pai (Hershel) para acompanhar Glenn;
- Depois da morte de Sophia, a mãe Carol vai-se envolver com Daryl;
- Dale não desiste de conquistar Andrea.
Quem não conhece a série poderá pensar, face ao que foi escrito, que se trata de uma novela com vários novelos por desfiar. Poderia ser, mas não é. The Walking Dead é, acima de tudo, uma história de sobreviventes que (passe a redundância) lutam desesperadamente pela sobrevivência num mundo pejado de mortos-vivos e em que a esperança de êxito é quase inexistente.
Se alguma coisa neste post vos soar a dejà vu é porque esxistem razões para isso. Já escrevi antes sobre a série (http://comovaiasaudinha.blogspot.com/2011/10/walking-dead.html), recomendada por um amigo (obrigado Bruno), e algo me diz que voltarei a fazê-lo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Já é Natal

Cá em casa, o Natal é quando a mulher quiser. A minha faz questão que comece todos os anos a 1 de Dezembro. Tão certo como abrir as prendas só depois da meia noite de 24 para 25. Por isso, tcharan!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

É pr'a hoje!


Está nas nossas mão ajudar.

Em "É p'ra amanhã", António Variações cantava:
«Foi mais um dia e tu nada fizeste
Um dia a mais tu pensas que não faz mal
Vem outro dia e tudo se repete
E vais deixando ficar tudo igual».
Muitas vezes sensibilizamo-nos com as notícias e dizemos que vamos fazer algo. Muitas vezes, na hora H, recuamos por este ou aquele motivo. Sinto-me bem por hoje não o ter feito. Como a maioria das pessoas, não tenho qualquer gosto em que me espetem agulhas. Hoje também não tive, mas fi-lo e sinto-me muitíssimo bem por o ter feito.
É um lugar comum, mas a realidade é que um gesto pode fazer toda a diferença. As probabilidades de sermos compatíveis são escassas, mas quantos mais pessoas o fizerem maiores são as hipóteses de contrariar a estatística e ajudar alguém algures. Hoje, no Bonfim, jogadores, equipa técnica, dirigentes e funcionários do Vitória de Setúbal foram solidários por uma causa.
Para ser dador de medula óssea são necessários quatro requisitos: ter entre 18 e 45 anos, ser saudável, pesar mais de 50 quilos e não ter recebido qualquer transfusão de sangue desde 1980. Se for o caso de quem está a ler este post, não deixe pr'a amanhã o que pode fazer hoje. O registo português de dadores de medula óssea e os Gustavos do mundo (os dados são guardados numa base informática nacional e internacional) agradecem.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Terra de Sabores


Era uma vez uma gravidez na Terra dos Sabores

Há sítios onde apetece estar. A Casa de Chá Terra de Sabores, em Vila Nogueira de Azeitão, é um desses locais. Perfeito para um pequeno-almoço tardio, lanche ou apenas um café ou chá. Mais do que os scones, as torradas ou os muitos bolos que por lá estão - garanto que tudo é delicioso -, o que mais gosto é o espaço.
Além de Casa de Chá/cafetaria, existem inúmeros artigos de decoração e produtos regionais à venda no estabelecimento. As paredes, estantes e tectos estão preenchidos por objectos que nos prendem a atenção devido à originalidade e ao bom gosto. A excelente música (no volume certo para quem quer conversar) que ecoa no espaço também ajuda a querer ficar só mais um pouco.
Fiquei e valeu a pena. Na última visita que fiz à Terra de Sabores peguei casualmente numa das revistas de viagens que por lá estavam. Na última página da "Volta ao Mundo" estava a mensagem que partilho na fotografia que está neste post.
Factos: uma mulher estava grávida de sete semanas e as crianças (ainda) não sabiam.
Quem recebeu a notícia e como reagiu não faço ideia. Aposto numa amiga que ficou feliz com a novidade. Não sei nem nunca saberei quem foi a mulher que a escreveu, mas registei o momento para a posteridade. Parabéns e saudinha à mamã e ao bebé.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A minha agenda

Eis o grande trauma da minha infância. Todos a tinham, menos eu. Confesso: sempre a desejei. A música era extremamente apelativa e repetida a toda a hora na televisão. Todos os anos, na hora de abrir os presentes, ansiava pel' A Minha Agenda, mas esta nunca chegou.
Ciente das dificuldades, nunca pedi em criança aos meus pais que me dessem este ou aquele brinquedo, livro, bola, ténis ou o que quer que fosse. Por educação e discernimento, apesar da tenra idade, nem eu nem os meus irmãos o fazíamos. Sempre nos contentámos com o que recebíamos. É claro que olhando para trás, vejo que não causaria grande mossa ter recebido uma prenda que, se calhar, custava, na década de 80, 400 ou 500 escudos.
O mais incrível para mim era o facto de existir algo que reunia "jogos, magia, diário, receitas". Era quatro em um! O ovo Kinder é só dois em um: é "um brinquedo, um chocolate". Tem apenas metade dos argumentos da Agenda, que nunca foi minha nem será. Podia procurar e comprar hoje uma ou pedir que me a oferecessem, mas, seguramente, não era a mesma coisa. Tenho a certeza que os meus olhos brilhavam quando ouvia esta música e hoje, não obstante a nostalgia, isso já não acontece.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Freddie Mercury

Farrokh Bomi Bulsara morreu há exactamente duas décadas com apenas 45 anos de idade. Na História ficou conhecido por Freddie Mercury, o mítico vocalista dos Queen. Se pudesse voltar atrás no tempo para assistir a um único concerto ao vivo, não hesitaria um instante na resposta: Queen, de Freddie Mercury.
Apesar de gostar de muitas outras músicas, "Bohemian Rhapsody" é a minha preferida da banda inglesa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Happy birthday Scarlett


A prova de como sou bem intencionado está nesta imagem. Acreditem, não me faltaram alternativas mais apelativas na hora de escolher a foto.

Hoje a Scarlett Johansson faz 27 aninhos.
Ela é hiper sexy, talentosa - fez "Lost in Translation" antes dos 20 anos - e tem a voz mais sensual de Hollywood. Apesar de gostar muito de "The Man Who Wasn't There - O Barbeiro", dos manos Coen, o meu filme preferido da actriz é, sem dúvida, "Match Point", de Woody Allen.
Como gosto muito dela (muito mesmo) faço questão de lhe dar os parabéns:
Happy birthday to you
Happy birthday to you
Happy birthday dear Scarlett
Happy birthday to You.