sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Basta um dos dois


O Forum Setúbal é (ainda) virtual


O Alegro também é (ainda) virtual

Eu gosto de centros comerciais.
Em Setúbal não há um grande centro comercial.
Há anos que ouço dizer que "este ano é que é", mas, até agora, nada.
Para quem não vive em Setúbal, pode parecer uma futilidade falar neste assunto.
Quem tem de se deslocar a Almada ou Lisboa para assistir ao tal filme ou fazer um périplo pela Fnac, sabe do que é que estou a falar.
Eu não quero saber se é Forum Setúbal ou Alegro, Continente ou Jumbo, Zon Lusomundo ou Castello Lopes. O que quero mesmo é que venha para cá uma Fnac e que as obras arranquem o quanto antes. Os sadinos e a economia local agradecem.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A minha primeira vez


Nao vi (nem ouvi) nenhum malhete

Como é óbvio não vos vou falar naquilo que estão a pensar ao ler o título do post. Hoje, pela primeira vez, fui a um tribunal. Descansem não sou arguido de coisíssima nenhuma, fui apenas arrolado como testemunha. Se se tratasse de um filme eu teria sido só mais um actor secundário neste caso.
Estão a ver aquelas séries de televisão norte-americanas tipo "Lei e Ordem", "Ally McBeal", "A Juíza" ou as mais recentes "Damages" e "The Good Wife"? Estão? Esqueçam, não tem nada a ver.
Por razões profissionais, já tinha assistido a várias audiências. Pelas experiências anteriores, já desconfiava que a acção não é tão entusiasmante como alguma ficção nos faz crer.
Nota: o facto de a audiência ter lugar num espaço provisório - contentor - é apenas um pormenor.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nada é impossível


Para Ethan Hunt tudo é possível

Como o título do filme indica, quem se dispõe a ver "Missão Impossível" já sabe ao que vai. Fugas, explosões, gajas (dizer que são boas seria redundante), perseguições, lutas, conspirações, engenhocas, lunáticos que querem acabar com o mundo e, claro, o herói do costume que nos salva a todos in extremis.
O quarto e último capítulo da série (para já), iniciada em 1996 com Tom Cruise como protagonista, chama-se "Missão Impossível - Operação Fantasma" e todos sabemos de cor que os ingredientes que compõem o argumento são os mesmos de sempre. Depois de Brian de Palma, John Woo e J.J. Abrams, a cadeira de realizador é ocupada por Brad Bird, responsável por filmes de animação como "Ratatui" e "Os Super Heróis".
O filme está cheio de cenas (lá está) impossíveis. Tom Cruise, entre muitas outras acrobacias e correrias, escala o edifício Burj Khalifa no Dubai. Muitos dos que viram o filme apontam a cena como a mais marcante do filme. Para mim, a melhor é a do assalto ao Kremlin.
Se é verdade que o actor e produtor dispensa duplos na hora da acção, acho que há algumas probabilidades da pequena Suri ficar órfã e de Katie Holmes ficar viúva um dia destes. Tom, se tiveres a ler isto, ouve o que te digo: já tens 49 anos, és pai e chefe de família, não achas que já tens idade para ter juízo? Depois não digas que não avisei!
Um dos principais, se não o principal, atractivo das Missões Impossíveis são os locais em que os filmes são rodados. Desta vez os destinos foram Moscovo, Dubai e Bombaim. Recomendo a todos os que embarquem na aventura um balde de pipocas porque este é o filme ideal para as ter por companhia.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Drive


Numa altura em que quase todos estavam colados ao clássico entre leões e dragões, resolvi, em boa hora, ir ao cinema. 2012 começou em grande porque assisti a um excelente filme. Tenho a certeza que daqui por 12 meses, quando fizer a minha listagem dos melhores deste ano, "Drive - Risco Duplo" vai lá estar.
A obra dirigida pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn, que conquistou o prémio de realização em Cannes, é um portento em vários sentidos. Estão a ver aqueles filmes em que tudo parece estar no lugar certo? Este é um desses casos. O genérico parece ter sido retirado de um filme dos anos 80, a banda sonora retro é cool, as câmaras lentas são usadas com parcimónia e sempre que surgem dão força às imagens.
Há filmes que nos ficam na retina por uma ou outra cena. Em Drive são várias as que prometem acompanhar-nos durante muito tempo: a fuga inicial - em que nos são dadas a conhecer as capacidades exímias do protagonista na condução de automóveis -, os olhares de Ryan Gosling e Carey Mulligan, a cena no elevador (elejo-a como a melhor), as personagens que vão tombando numa autêntica história de ultraviolência...
O protagonista não tem nome - é apenas o driver - e Gosling é brilhante a dar-lhe vida. Todo o restante elenco, em especial Albert Brooks, é excelente e dá o seu melhor num filme, repito, que tem tudo no lugar certo... até o palito do anti-herói é cool.
Refira-se que além de Drive, o multifacetado Ryan Gosling fez "Amor, Estúpido e Louco" e "Nos Idos de Março" em 2011 e prova, aos 31 anos, que os seus desempenhos em "Half Nelson - Encurralados" (2006) e "Blue Valentine - Só Tu e Eu" (2010) eram apenas uma amostra do talento existente por detrás do sex symbol.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Clarabóia


Mais do que escrever sobre o livro de que não gostei, o filme que ficou aquém das expectativas ou a visita que se revelou uma decepção, prefiro falar (e escrever) sobre as coisas de que gosto e que, de uma ou outra forma, me marcam pela positiva. ´
"Clarabóia", romance que José Saramago escreveu na década de 50 do século XX e que há poucos meses viu a luz do dia, é apenas mais um exemplo que quero partilhar. Apesar de algumas (poucas) obras do autor não me terem empolgado, a realidade é que nunca me deparei com uma de que não gostasse.
Nalguns aspectos, "Clarabóia" é ingénuo, mas, ao mesmo tempo, vigoroso e engenhoso na forma como nos mostra o enredo de seis famílias que habitam no mesmo prédio lisboeta. A história é agridoce. Mais do que as relações entre a vizinhança, o interesse está na intimidade de cada família e passa-se entre as paredes de cada um dos seis andares.
Após a leitura da última página, o sentimento é dúbio. Por um lado, não se percebe a razão de um dos primeiros livros escritos por Saramago ser o último a chegar ao público (como é possível alguém ter recusado, há mais de meio século, a publicação do mesmo?). Por outro, há a satisfação de ter nas mãos uma obra lançada a título póstumo que permite ler, mais uma vez, as palavras do autor. Afinal, "Caim" não foi o último livro de José Saramago a ser publicado. Ainda bem.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

500 days of Summer

"Avatar"? "2012"? "Invictus"? Não, não me apeteceu rever nenhum dos filmes transmitidos pelos principais canais nacionais na primeira noite do ano. Este é um caso em que a excepção confirma a regra de que no meio NÃO está a virtude. "2012" é tão mau que está na lista dos piores filmes que vi na primeira década do século XXI.
Recordo a quem se está a lembrar de "Speed 2" e "Anaconda", que são ambos do século XX, pelo que não entram nestas contas.
Cá em casa, optámos por explorar uma das prendinhas recebidas no Natal: "500 days of Summer". Gostámos muito e, como tenho em boa consideração todos os que aqui vêm, deixo-vos as primeiras palavras do filme.
Narrator: This is a story of boy meets girl. The boy, Tom Hansen of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day he met the one. This belief stemmed from early exposure to sad British pop music and a total mis-reading of the movie 'The Graduate'. The girl, Summer Finn of Shinnecock, Michigan, did not share this belief. Since the disintegration of her parent's marriage she'd only love two things. The first was her long dark hair. The second was how easily she could cut it off and not feel a thing. Tom meets Summer on January 8th. He knows almost immediately she is who he has been searching for. This is a story of boy meets girl, but you should know upfront, this is not a love story.

E o trailer para os mais cépticos:

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Top ten 2011 + 1

Não sei se já tinha dito, mas adoro cinema. Fim de ano, hora de balanço. De entre as mais de três dezenas de filmes que vi entre Janeiro e Dezembro de 2011, seleccionei aqueles de que mais gostei. Uns alegraram-me e outros comoveram-me. Dos enumerados, nenhum me deixou indiferente.
Deixei de fora alguns de que gostei, mas não o suficiente para os incluir nos melhores 10 do ano: "Amor, estúpido e louco", "Meia noite em Paris", "O Cisne negro", "O discurso do rei", "Assim é o amor" e "127 horas" são alguns dos exemplos preteridos.
Estou consciente de que deixei escapar algumas obras que, com toda a certeza, eram candidatas a figurar nesta lista. "A Árvore da Vida", de Terrence Malick, é, sem dúvida, um desses casos. "Melancolia", de Lars Von Trier, também me suscita interesse.
Também é verdade que vi alguns que se revelaram tempo perdido. O pior? "Cozinha do amor" e "O amor é o melhor remédio" competem lado a lado pelo indesejável estatuto. Não estranhem se não souberem que filmes são estes. Aliás, dêem-se por satisfeitos. Acreditem, foram tão inesquecíveis que os tive de googlar para saber que raio de obras eram!
Agora, vamos lá ao que interessa. Eis os meus preferidos:

1



2



3



4



5



6



7



8



9



10



Segue-se o meu +1...
Não fui ao cinema ver "José e Pilar", vi em casa. É de 2011. É excelente. É Saramago. Numa palavra: maravilhoso. A obra de Miguel Gonçalves Mendes foi para mim um festim. Em menos de duas horas, reúne tudo o que valorizo nos filmes. O que senti ao ver o documentário equipara-se ao prazer retirado de ler um dos meus livros preferidos do autor. "José e Pilar" não está no meu top ten de 2011, mas sim, sem hesitar, no top três.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011 em imagens

É uma frase batida, mas a realidade é que uma imagem vale mais do que mil palavras. As fotos que se seguem estão entre as dezenas seleccionadas pelo New York Times para passar 2011 em revista.


Erupção vulcânica no Chile


Há esperança em Tripoli


Pai e filha em Benghazi


Foi na Líbia, mas podia ser em qualquer país do mundo


Turismo (?) em Acapulco, México


Memorial ao homem que tinha um sonho


Baby care area na Índia


Um presidente no Palácio de Buckingham


Wall Street: "Remember, remember, the fifth of November"

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A EDP agradece


Eis a prova mais recente de que estamos a consumir demasiada electricidade.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

E agora?

Agora?! Toca a treinar, com afinco redobrado, no ginásio para queimar milhares e milhares de calorias ingeridas em menos de 48 horas. Hoje, se os números indicados nas maquinetas de cardio estiverem correctos, subtraí mais de 1000 calorias ao organismo. Dou-me por satisfeito, apesar de a batalha ser inglória. O saldo continua a ser negativo e a tendência é continuar a aumentar nos próximos dias. "Uma desgracia", como dizia o meu avôzinho.
Ainda assim, as inúmeras tentações que tenho (literalmente) à minha frente deixam-me feliz, apesar de saber que implicam um sofrimento maior no ginásio. A sensação que tenho é a de ter entrado numa pastelaria que só tem no expositor os doces de que gosto. A minha mãe fez-me farófias (correndo o risco de ser parcial, afirmo: ninguém as faz assim), a minha sogra deu-me um bolo folhado divinal com recheio de ovo, a minha K fez um arroz doce que está melhor do que nunca. Depois há as encomendas feitas nos sítios do costume: o xadrez, o escangalhado, o tronco...
Ao contrário do que possa parecer, o Natal cá em casa não são só doces! Outra das coisas que adoro é a troca de presentes. Não sou hipócrita: gosto ainda mais de receber do que dar. No entanto, este ano tive um gosto particular ao entregar duas prendas. Porquê? Pela reacção de que quem as recebeu. A V ficou radiante por ter recebido o DVD que pensava estar esgotado e a K por ter recebido "a" mala que tanto namorava e desaparecera misteriosamente da montra da loja da baixa.
Entre as prendas recebidas (e pretendidas) estão estes dois livros:

E agora?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bosu


Já nos conhecíamos de vista, mas só hoje fomos formalmente apresentados.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Martim


O meu sobrinho Martim nasceu hoje de manhã a mais de dois mil quilómetros de distância. Foi, sem dúvida, uma maneira extraordinária de começar o dia. Estou muito, muito feliz. O meu irmão Pedro, que é por natureza pouco efusivo, deu-me esta manhã a notícia do Martim com a voz mais sorridente do mundo. A minha cunhada Cláudia - quem diria que meia hora depois de dar vida estaria mais fresca que uma alface - estava, naturalmente, felícissima e, ao mesmo tempo, aliviada. O bebé chegou à família como todos desejávamos: perfeito e saudável.
Bem-vindo Martim.
PS - Como fiz anteriormente com as minhas sobrinhas Beatriz, Matilde e Laura, já cá tenho guardados os jornais deste dia 21 de Dezembro para, no futuro, o Martim ler as notícias do dia em que nasceu.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Amesterdão

Não, não estou de malas aviadas para a Holanda. "Amesterdão", de Ian McEwan, é o título de livro que estou a ler. A razão para a escolha de mais uma obra do autor britânico deve-se ao facto de ter gostado muito de "Sábado" e estar com vontade de ler mais alguma coisa do escritor antes que o Natal chegue.
Até há pouco tempo apenas conhecia dois dos filmes que tiveram origem nas palavras de Ian McEwan: "O Bom Filho", com Macaulay "Sozinho e Casa" Culkin e Elijah "Frodo" Wood", e "Expiação", de Joe Wright. Depois de ver dois filmes, é chegada a hora de ler o segundo livro. Se for tão bom como "Sábado" vai valer muito a pena.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Padaria (é) Portuguesa

Já está! Há dias disse-vos que queria conhecer "A Padaria Portuguesa" e já o fiz. O Careca, no Restelo, fica para mais tarde. Fui à padaria da Av. Elias Garcias e gostei do que vi. Digo-vos (apenas) vi porque foi mesmo só isso que fiz. À excepçao de um cafezinho, não provei mais nada.
Não porque esteja já a pensar nos excessos natalícios que aí vêm, mas porque antes fui tomar um brunch catita ao "Magnolia Caffé" na Av. Miguel Bombarda. Para não me continuar a questionar sobre o porquê de não ter trazido um pão-de-deus, resolvi não tirar qualquer foto às tentações expostas. Resisti e congratulo-me por isso!
Para os lisboetas as imagens que se seguem não são, seguramente, uma novidade. Para quem não conhece, deixo-vos alguns pormenores de "A Padaria Portuguesa". Ah, garanto-vos (e tenho testemunhas) que a casa não me ofereceu o café... nem sequer uma carcaça.





sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Marcas homónimas

O que é que as fraldas e os chocolates têm em comum?





E os chocolates e sabonetes?