domingo, 12 de fevereiro de 2012

Futebolês

O futebol é pródigo em dizeres populares de elevado recorte técnico.
Esta manhã assisti a um jogo de juvenis entre o Vitória de Setúbal e o Benfica.
Eis alguns dos mimos com que o árbitro foi presenteado:

- "Filho d'uma manada de p*t*s";
- "Não te dá um AVC aí dentro nem nada, cabrão";
- Um adepto para outro adepto: "Não chames paneleiro ao árbitro que é feio. Agora é homossexual que se diz".

No futebol também se fala das condições climatéricas adversas e... política:
- "O Passos Coelho mandou vir mais uma teca de frio até terça-feira. É para matar mais uns velhos e não lhes pagar mais a reforma".

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Hoover e Thatcher

Eis dois exemplos de figuras históricas pelas quais não tenho qualquer simpatia. Vamos lá ver se o cinema consegue suavizar a minha opinião sobre ambos.


J. Edgar Hoover


Margaret Thatcher

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

1Q84


A minha primeira vez com o japonês Haruki Murakami

A determinada palavra associamos muitas outras. É assim que funcionamos em relação a quase tudo. Ao pensar em Japão vêm-me à ideia samurais, geishas, kimonos, Tóquio, Hiroshima, Quioto, Mitsubishi, Toyota, Nissan, iene, Yakuza, Kurosawa, karate, judo, sumo, Monte Fuji, sushi, manga, Toshiba...
A estes conceitos junta-se agora um novo sempre que pensar no país do sol nascente: Haruki Murakami. Já há algum tempo ouvira falar do criador de "Norwegian Wood", mas não tinha ainda tido oportunidade de ler nada de sua autoria. No Natal, recebi de presente "1Q84". Nas últimas semanas todos os bocadinhos eram aproveitados para acompanhar cada passo de Aomame e Tengo, as duas personagens principais do romance.
Sempre que levo um livro para onde quer que vá é sinal de que estou MESMO a gostar de o ler. Não me esqueço do dito cujo em casa, não me queixo do seu peso, acompanha-me sempre. Leio em pé, sentado, deitado. Já perceberam a ideia, certo?
Se me perguntarem o que é que tem de tão fascinante a escrita de Murakami, não consigo responder de forma concreta. Não é inédita a sensação de ser agarrado logo nas primeiras páginas, de querer ler só mais um bocadinho e de torcermos incondicionalmente pelas personagens (sobretudo se uma delas for uma espécie de Dexter no feminino).
Ao desfolhar as páginas de "1Q84" viajei até Tóquio, aprendi inúmeras coisas relacionadas com a cultura nipónica, deparei-me com uma realidade que, em muitos aspectos, está presente, apesar de frequentemente dissimulada, nas sociedades actuais.
Não são só Aomame e Tengo que nos suscitam interesse na obra. A construção do enredo em torno de personagens ainda mais enigmáticas, como a de Fuka-Eri, enriquecem sobremaneira a narrativa.
O livro que terminei de ler é o primeiro de uma trilogia. O segundo será editado em Portugal em breve. Resta-me esperar. Tenho quase a certeza de que vai valer a pena. Entretanto, enquanto não é lançado, não sei se vou conseguir resistir a trazer um livro de Murakami na próxima visita que fizer à Fnac.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A salivar por sangue

"The Killing: crónica de um assassinato" chegou ao fim no AXN Black. Durante 10 semanas segui com atenção os 20 episódios da série dinamarquesa que acompanha a investigação, liderada pela intrépida Sarah Lund, em torno do homicídio de Nanna Birk Larsen.
Desvendado o mistério, estou já a pensar noutras aventuras bem mais sangrentas. Falo de "The Walking Dead" e "Dexter". A expectativa é enorme em ambos os casos e por razões diferentes. No primeiro, trata-se de entretenimento puro e duro numa história de sobrevivência num mundo pejado de zombies.


Os novos episódios da 2.ª temporada de TWD estreiam dia 14 (parece que é Dia dos Namorados) na Fox

No outro caso basta mencionar uma palavra: "Dexter". Tenho dito.


A temporada 6 estreia dia 19 na Fox. A seguir... religiosamente

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Djaló e não só

A FAMÍLIA DJALÓ:
O que dizer da reportagem da SIC sobre a visita da Luciana Abreu e a pequena Lyonce ao Estádio da Luz para ver o Yannick estrear-se pelo Benfica. Numa palavra: inenarrável.

ANIVERSÁRIOS:
Se fosse vivo, François Truffaut faria hoje 80 anos.
Zsa Zsa Gabor (ainda) não morreu. Consta que completou hoje o 95.º aniversário.
Manoel de Oliveira está vivinho da silva. Tinha 8 anos quando a menina Zsa Zsa nasceu.

INCEPTION:
Prometi e cumpri. Este fim-de-semana revi um filme do caraças. Será possível? Gosto de todos os filmes realizados por Christopher Nolan (até de "Insónia"). Venha o próximo Batman. A fasquia está altíssima, mas será que o homem vai superar os dois anteriores? I believe.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Brunch em Setúbal

Brunch é uma refeição que combina o pequeno-almoço (breakfast) com o almoço (lunch). Aos sábados e domingos, quando a ausência de compromissos o permite, é uma opção bastante tentadora. Conheço alguns estabelecimentos (todos em Lisboa) que fazem deste conceito prática comum. Apesar de concorridos, os espaços são agradáveis e permitem desfrutar de uma refeição diferente que vai ao encontro dos gostos de cada um.
Sei que Setúbal não é Lisboa e, quase sempre, agradeço por isso. No entanto, há pequenos prazeres que não temos à porta de casa e custa-me perceber a razão de isso acontecer. Não existir um local em Setúbal onde se possa tomar um brunch é uma coisa que não me entra na cabeça. Se alguém conhecer um cantinho que o faça, por favor, diga-me onde é.
Julgo que o "Três 15 Dias" teve por uns tempos estas refeições, mas esse facto não passa agora de uma memória. Desconheço as razões por detrás da decisão de colocarem um ponto final na iniciativa. É pena porque é um espaço com um ambiente fantástico para todas as ocasiões, incluindo brunch.
A "490 Taberna Latina STB", na Avenida Luísa Todi, há uns meses, teve uma experiência ainda mais fugaz. Disseram-me que poucas pessoas aderiram à iniciativa. Não duvido que seja desmotivante apostar em algo que na prática não tem a correspondência desejada, mas também tenho a certeza de que não se deve baixar os braços porque a adesão foi fraca em dois fins-de-semana.
Em Setúbal abundam as localizações com potencial para apostar nos brunch: Luísa Todi, Parque Urbano de Albarquel, Baixa, Algodeia. Quanto ao público, tenho a certeza que existem muitas mais pessoas como eu. Uma boa localização, um espaço acolhedor, opção de escolha nos menus (uns mais simples e económicos e outros mais elaborados) e, muito importante, darem-se a conhecer são passos importantes para o êxito.
Enquanto não surge por cá um sítio para tomar brunch, vou continuar a frequentar os locais do costume para tomar um pequeno-almoço tardio. Um dos meus spots de eleição fica no Largo Francisco Soveral, mais conhecido por Largo da Ribeira Velha. Um dia hei-de tomar um brunch num dos recantos mais convidativos de Setúbal. Isso é que era.

Largo da Ribeira Velha, Setúbal
Nota: esta foto não faz jus ao local. Um dia destes coloco umas mais catitas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Não há Artista


Ainda não é desta, mas não me escapa.

Antes de mais, prometo que no próximo post não escreverei sobre cinema.
Há uns tempos falei na necessidade que um grande espaço comercial faz a Setúbal. Não apenas por nos dar a possibilidade de ver montras em dias de intempérie, mas, sobretudo, pela criação de salas de cinema de qualidade, o que aumentaria o leque de opções para quem pretende ver um determinado filme.
A título de curiosidade, posso dizer que o filme que mais gostava de ver esta semana é o francês "O Artista". Pois é, queria mas não vou ver, a não ser que desse este fim-de-semana um pulo até Lisboa ou Almada, coisa que não dá muito jeito neste momento.
Se existisse um multiplex jeitoso aqui no burgo - as pipocas dos cinemas Castello Lopes são do melhor, mas as salas são tudo menos jeitosas -, haveria mais por onde escolher. Se não fosse "O Artista", talvez fosse "Jovem Adulta", de Jason Reitman, ou "J. Edgar", de Clint Eastwood. Nem no Fórum Montijo está em cartaz um destes filmes!
Por cá, há opções muito convidativas ("Os Descendentes" e "Os homens que odeiam as mulheres", ambos no Jumbo, e "Moneyball - Jogada de risco", no Charlot), mas já as vi. Cheira-me que é desta que vou esparreimar-me no sofá para rever "Inception - A Origem" ou ver "Sangue do meu sangue". Ou os dois.

Já cá mora


Perdi-o no cinema, mas tanto me falaram neste filme que hoje não resisti a comprá-lo numa iniciativa catita do jornal "Público". Por apenas 4,99 euros tenho a certeza de que irei ter num dos próximos serões uma belíssima sessão de home cinema.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Início de luxo


No post anterior falei-vos do genérico de "Os homens que odeiam as mulheres". Quanto a vocês não sei, mas eu fiquei mesmo rendido.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Millennium 1


Daniel Craig e Rooney Mara são os protagonistas de Millennium

Sou superfã da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. Em 2010, ao devorar as páginas escritas pelo autor sueco, tinha a certeza de que, nas mãos certas, o material daria, no mínimo, um bom filme.
Há uns meses confirmei isso mesmo ao ver a versão escandinava, realizada por Niels Arden Oplev, de "Os homens que odeiam as mulheres" (não vi "A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo" nem "A rainha no palácio das correntes de ar").
Ontem reforcei a ideia ao assistir à versão de David Fincher, apesar de algumas alterações (traições?) ao enredo construído por Larsson. Quem não leu não sabe do que estou a falar, mas quem o fez não encara de ânimo leve as opções de atalho tomadas.
Sou da opinião que Fincher não consegue fazer um mau filme - confesso que até de "Sala de Pânico" gosto -, pelo que encarei a escolha do homem por detrás de obras de culto como "Se7en" e "Clube de Combate" como uma opção promissora.
Logo nos minutos iniciais fiquei deslumbrado por um dos melhores genéricos que vi nos últimos anos. É uma espécie de genérico à la Bond noir, que avisa os mais distraídos de que não vão ter pela frente um filme pipoqueiro com explosões a rodos.
A personagem de Lisbeth Salander é o corpo e a alma de Millennium. Se fosse cometido um erro de casting, o filme, pura e simplesmente, não funcionaria. Tal como Noomi Rapace na versão sueca, gostei também muito de Rooney Mara. As interpretações são distintas, mas ambas são convicentes e vestem a pele de heroína de forma eficaz, simultaneamente frágeis e duras.
Recuso-me a comparar o filme sueco (mais "by the book", como observou um colega) com o americano, que dá algumas facadinhas na estória, mas que é muito bom. Nem sequer vou dizer que prefiro uma versão à outra. De uma coisa tenho a certeza, se a realização das segunda e terceira partes da trilogia for entregue a Fincher, estará em boas mãos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Domani


Quase uma década depois de ter visto o comovente e belíssimo "O Quarto do Filho", vou assistir, apenas pela segunda vez, a um filme do italiano Nanni Moretti.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sem mãos a medir


A versão dinamarquesa (original) de "The Killing - Diário de um assassino" está a ser transmitida no AXN Black

Ultimamente tenho visto mais séries de televisão do que filmes. A oferta dos canais temáticos é tão vasta e diversa que tenho a box com gravações suficientes para preencher as próximas semanas.
Como acontece com estas coisas, há as séries que nos empolgam, desiludem e as que vemos por ver.
IMPERDÍVEL: "Downton Abbey", "The Good Wife", "Uma Família muito moderna", "Dexter" e "The Walking Dead";
MUITO BOM: "The Killing - Diário de um assassino" e "Segurança Nacional" (avaliação feita após visionamento do 1.º episódio);
BOM: "The Hour";
VÊ-SE: "Os Bórgia";
SE NÃO HOUVER (mesmo) MAIS NADA PARA FAZER: "Era uma vez".

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os Descendentes


Paradise can go fuck itself! , diz o protagonista

O facto de se habitar um arquipélago paradisíaco não significa que se viva no paraíso. O cenário pode ser mais idílico, mas os problemas, quando surgem, abalam de forma idêntica, independentemente de se estar na Baixa da Banheira ou no Havai.
É neste estado norte-americano que se desenrola a ação de "Os Descendentes", de Alexander Payne. A família King é posta à prova quando um acidente transforma um dos elementos num vegetal. Como aconteceria com qualquer família, a partir daí tudo muda. O pai Matt e as filhas Alexandra e Scottie vêem-se obrigados a lidar com uma nova realidade. A dor das personagens - agudizada pela descoberta de uma relação extraconjugal da mãe acamada - tem o condão de aproximar pai e filhas.
Não se pense que o caminho é fácil e que as lágrimas vão rolar com reconciliações dramáticas. Nada disso. O realizador é hábil a trabalhar o material que tem em mãos e a escolha do elenco é acertada. George Clooney (o pai) tem um desempenho sólido e prova, a quem ainda desconfia das suas qualidades (acredito que já são poucos os céticos), que pode ter uma atuação irrepreensível. As filhas, representadas por Shailene Woodley (o talento parece ser proporcional à beleza) e Amara Miller, acompanham muito bem Clooney na aventura.
Apesar de o protagonista correr um par de vezes, o filme tem o ritmo certo. Não há correrias desenfreadas até ao desfecho. Viajamos com os King com agrado e isso deve-se ao trabalho do realizador. Já no passado, Payne dirigiu obras que, não obstante algumas diferenças, têm qualidades idênticas a "Os Descendentes": argumento e representações de exceção. Em "As Confissões de Schmidt" (2002) e "Sideways" (2004) viajamos, respetivamente, com Jack Nicholson e Paul Giamatti da mesma forma envolvente que fazemos com Clooney nesta obra. Venham mais. O local onde se passa a ação é apenas um pormenor.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Amor burguês


José Luís Peixoto

Havemos de engordar juntos.
Normalmente, toda a gente está demasiado preocupada em colocar a barra que diz "cliente seguinte", estão ansiosos, nervosos, têm medo que aquele que está à frente lhes leve os iogurtes, têm medo de pagar o fiambre daquele que está atrás. Enquanto não marcam essa divisão, não descansam. Depois, não descansam também, inventam outras maneiras de distrair-se. É por isso que poucos chegam a aperceber-se de que a verdadeira imagem do amor acontece na caixa do supermercado, naqueles minutos em que um está a pôr as compras no tapete rolante e, na outra ponta, o outro está a guardá-las nos sacos.
As canções e os poemas ignoram isto. Repetem campos, montanhas, praias, falésias, jardins, love, love, love, mas esse momento específico, na caixa do supermercado, tão justo e tão certo, é ignorado ostensivamente por todos os cantores e poetas românticos do mundo. Bem sei que há a crueza das lâmpadas fluorescentes, há o barulho das caixas registadoras, pim-pim-pim, há o barulho das moedas a caírem nas gavetas de plástico, há a musiquinha e os altifalantes: responsável da secção de produtos sazonais à caixa 12, responsável da secção de produtos sazonais à caixa 12; mas tudo isso, à volta, num plano secundário, só deveria servir para elevar mais ainda a grandeza nuclear desse momento.
É muito fácil confundir o banal com o precioso quando surgem simultâneos e quase sobrepostos. Essa é uma das mil razões que confirma a necessidade da experiência. Viver é muito diferente de ver viver. Ou seja, quando se está ao longe e se vê um casal na caixa do supermercado a dividir tarefas, há a possibilidade de se ser snob, crítico literário; quando se é parte desse casal, essa possibilidade não existe. Pelas mãos passam-nos as compras que escolhemos uma a uma e os instantes futuros que imaginámos durante essa escolha: quando estivermos a jantar, a tomar o pequeno-almoço, quando estivermos a pôr roupa suja na máquina, quando a outra pessoa estiver a lavar os dentes ou quando estivermos a lavar os dentes juntos, reflectidos pelo mesmo espelho, com a boca cheia de pasta de dentes, a comunicar por palavras de sílabas imperfeitas, como se tivéssemos uma deficiência na fala.
Ter alguém que saiba o pin do nosso cartão multibanco é um descanso na alma. Essa tranquilidade faz falta, abranda a velocidade do tempo para o nosso ritmo pessoal. É incompreensível que ninguém a cante.
As canções e os poemas ignoram tanto acerca do amor. Como se explica, por exemplo, que não falem dos serões a ver televisão no sofá? Não há explicação. O amor também é estar no sofá, tapados pela mesma manta, a ver séries más ou filmes maus. Talvez chova lá fora, talvez faça frio, não importa. O sofá é quentinho e fica mesmo à frente de um aparelho onde passam as séries e os filmes mais parvos que já se fizeram. Daqui a pouco começam as televendas, também servem.
Havemos de engordar juntos.
Estas situações de amor tornam-se claras, quase evidentes, depois de serem perdidas. Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é atravessar sozinho os corredores do supermercado: um pão, um pacote de leite, uma embalagem de comida para aquecer no micro-ondas. Não é preciso carro ou cesto, não se justifica, carregam-se as compras nos braços. Depois, como não há vontade de voltar para a casa onde ninguém espera, procura-se durante muito tempo qualquer coisa que não se sabe o que é. Pelo caminho, vai-se comprando e chega-se à fila da caixa a equilibrar uma torre de formas aleatórias.
Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é estar sozinho no sofá a mudar constantemente de canal, a ver cenas soltas de séries e filmes e, logo a seguir, a mudar de canal por não ter com quem comentá-las. Ou, pior ainda, é andar ao frio, atravessar a chuva, apenas porque se quer fugir daquele sofá.
E os amigos, quando sabem, não se surpreendem. Reagem como se soubessem desde sempre que tudo ia acabar assim. Ofendem a nossa memória.
Nós acreditávamos.
Havemos de engordar juntos, esse era o nosso sonho. Há alguns anos, depois de perder um sonho assim, pensaria que me restava continuar magro. Agora, neste tempo, acredito que me resta engordar sozinho.

José Luís Peixoto, in revista Visão (Janeiro, 2012)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Drive posters

Já escrevi que gostei muito de "Drive - Risco Duplo". Foram recentemente revelados alguns dos posters que não chegaram a publicitar o filme nas salas de cinema. Tenho para mim que qualquer uma das opções tem pinta e faz jus à coolness do filme.