quarta-feira, 28 de março de 2012

Ulan Bator

Pode parecer estranho: há cidades que me fascinam imenso, mas que estão muito longe de ocupar uma posição de destaque na lista dos locais que mais gostaria de conhecer. Nesta categoria incluem-se urbes remotas que são tudo menos destinos óbvios.
Alice Springs, bem no centro da Austrália, é um desses casos, mas Ulan Bator, na Mongólia, encabeça a lista. A capital daquele país asiático, que faz fronteira com a Rússia e China, sempre me suscitou um tremendo interesse. Império Mongol, Genghis Khan e deserto de Gobi são palavras que associo de imediato ao país que jamais (tenho mesmo a certeza) visitarei.
Numa das minhas recentes pesquisas efectuadas sobre Ulan Bator, descobri num blog (http://radiganneuhalfen.blogspot.pt/) algumas fotos, de autoria de Timothy Fadek, que me deram uma nova (e diferente) visão da Mongólia e de Ulan Bator. Ei-las:


Mineiros jogam bilhar


Modelos nos bastidores da festa da moda de caxemira em Ulan Bator


Rio Tuul, Ulan Bator


Mulher em Erdenet, segunda maior cidade do país

PS- Sou fã da série "Portugueses pelo Mundo" e adoraria ver um episódio dedicado a Ulan Bator. Não duvido que encontrem por lá algum compatriota, mas cinco ou seis (normalmente os necessários para cada cidade), já deve ser mais difícil. Digo eu...

terça-feira, 27 de março de 2012

Vícios saudáveis


Secção Murakami.


Viciante: acaba um, começa outro!

«Aviso aos novos leitores de Murakami: cria dependência».
San Franscisco Chronicle

O alerta é dado na lombada do segundo volume de "1Q84" e é para ser levado a sério. Digo-o por experiência própria. No Natal ofereceram-me a primeira parte de "1Q84". Até aí só conhecia Haruki Murakami de nome, mas foi por pouco tempo. Li e gostei tanto que me senti impelido a ler mais palavras do autor. Seguiu-se "Norwegian Wood". Depois, o volume dois de "1Q84", que fora entretanto publicado. A seguir virá "Sputnik, meu Amor".
É hora de abrandar sob pena de, rapidamente, não ler mais nada a não ser livros da autoria do japonês. Já decidi que depois de "Sputnik, meu Amor" irei fazer uma pausa na obra de Murakami. Como já sei o que a casa gasta, tenho de o fazer para evitar despachar já tudo o que está publicado por cá. Foi isso que aconteceu, por exemplo, quando descobri Patricia Highsmith. Não descansei enquanto não devorei (com gosto renovado a cada enredo que lia) tudo o que encontrei disponível da autora americana.


Aqui está a prova!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Gato RAP no Jô


19 de Março de 2012. O gato fedorento Ricardo Araújo Pereira passou pelo programa de Jô Soares. Vale mesmo a pena ver (começa ao minuto e 40)!

terça-feira, 20 de março de 2012

Escapadela à Costa Vicentina

O fim-de-semana foi de rambóia por terras algarvias e alentejanas. Aqui ficam algumas imagens do passeio à Costa Vicentina.


Cerro da Fontinha, Brejão, concelho de Odemira, um local onde apetece estar e voltar


Passadiço no lago do Cerro da Fontinha


Há anos que não andava de bicicleta (as do ginásio não contam)!


A apenas 3 quilómetros do Brejão fica a Praia do Carvalhal (não confundir com a do concelho de Grândola)


Em Azenha do Mar, também a 3 quilómetros do Brejão, a toponímia homenageia a fauna marítima


Já fora da Costa Vicentina, visitámos a cidade de Lagos


A praia de D. Ana, Lagos.


Fortaleza de Sagres


Mais uma perspectiva de Sagres


Cavalos e cavaleiros em Vila do Bispo


Praia do Castelejo, Vila do Bispo (só falta o piano, Holly Hunter e Anna Paquin)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sporting versus City


Antes de mais, parabéns ao Sporting por ter eliminado o Manchester City. Sei bem que muitos dos meus colegas leoninos quase tiveram uma apoplexia nos últimos 15/20 minutos do jogo em Inglaterra. Apesar do susto, só os mais desatentos colocarão em causa o mérito de se terem apurado para os quartos-de-final da Liga Europa.
Na eliminatória discutida com o City, propriedade do ultramilionário Khaldoon Al Mubarak, referiu-se por inúmeras ocasiões a diferença abismal entre os milhões que separam os dois clubes: orçamentos, contratações, salários de jogadores são números impossíveis de comparar. É uma realidade, ninguém coloca esse facto, que só valoriza mais o feito do Sporting, em causa.
Consta que o orçamento dos ingleses é de 370 milhões de euros, enquanto o do clube português ronda os 40 milhões, ou seja, cerca de nove vezes inferior ao do Manchester City.
Em Portugal - recordo que o orçamento do FC Porto é de 95M€ e do Benfica 50M€ - a diferença dos "grandes" para os outros clubes é, nalguns casos, ainda mais desproporcional.
Exemplos:
- Marítimo tem 6 milhões de orçamento e venceu o Sporting duas vezes esta época;
- Gil Vicente tem 3,7 milhões e bateu o FC Porto por 3-1;
- V. Guimarães tem 9 milhões e ganhou ao Benfica.
Tal como o Sporting provou em Inglaterra que o dinheiro (poucas vezes) não é tudo, por cá os "pequenos" também dão de vez em quando banhos de humildade a dragões, águias e leões. Ainda bem. Só tenho pena de não acontecer mais vezes.

quarta-feira, 14 de março de 2012

1Q84 - volume 2


O carteiro toca sempre duas vezes. Tocou mesmo e com a sua vinda chegou o segundo volume de "1Q84", de Haruki Murakami. Não quis perder tempo e já comecei a leitura :)

terça-feira, 13 de março de 2012

O Grito de Guerra da Mãe Tigre


Todos temos ideias sobre a forma como se devem educar as crianças. Mesmo não tendo filhos, existem aspectos dos quais, um dia quando for pai, não tenciono abdicar e outros em que, admito, poderei ser mais flexível. É claro que tudo não passa de teoria porque na prática as coisas poderão ser diferentes por inúmeras razões.
Em "O Grito de Guerra da Mãe Tigre", a autora Amy Chua relata-nos como educou as suas filhas nos Estados Unidos segundo a tradição chinesa. O acompanhamento (sufoco?) permanente e a elevada exigência e disciplina impostas a Sophia e Louise fizeram-nas autênticas máquinas em todos os domínios. Não vou desvendar o que acontece, mas é óbvio que o confronto é inevitável.
Ao longo da narrativa olhamos para a progenitora com olhar crítico e incrédulo pela forma como trata as filhas. A intransigência é extrema e, quase sempre, discutível aos olhos de um ocidental. Apesar disso, deparei-me com frequência com algumas questões que tenho como certas na educação que gostaria de dar a um filho.
"O Grito de Guerra da Mãe Tigre", "Battle Hymn of the Tiger Mother" no original, é muito mais do que o relato de uma mãe que não admite menos do que a excelência para as suas filhas, é, isso sim, uma reflexão que coloca em causa as ideias e valores que preconizamos para as gerações futuras.
O livro é editado em Portugal pela Lua de Papel.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cavalo de Guerra


Vi e gostei. Steven Spielberg é um apaixonado pelo cinema clássico norte-americano e faz em "Cavalo de Guerra" uma homenagem a esse período. A referência a filmes como "E Tudo o Vento Levou" e a algumas obras de John Ford estão presentes na história do cavalo Joey.
A narrativa começa em Inglaterra com o nascimento do equídeo. A relação de amizade entre Joey e Albert é desfeita pelo início da I Guerra Mundial, quando o cavalo é vendido de modo a salvar a quinta dos Narracott. A partir daí, Joey, que dividia o protagonismo com o jovem dono, torna-se a estrela do filme e é seguindo os seus passos que nos cruzamos com os diferentes lados da barricada no conflito bélico.
As qualidades evidenciadas pelo cavalo conquistam todos os que com ele se cruzam: ingleses, alemães e franceses. Depois de muitas atribulações, no final o filme de Spielberg dá-nos o esperado happy ending. "Cavalo de Guerra", à semelhança de outros filmes do realizador, é daquelas obras que devem ser vistas por toda a família.

domingo, 11 de março de 2012

Café na (Lx) Fábrica

Aqui estão mais umas fotos de um dos locais em que estive no passado fim-de-semana. O périplo por Lisboa terminou na Lx Factory. A visita foi de médico e não deu para fazer mais do que percorrer o espaço e olhar, literalmente, para as montras. O espaço e o ambiente descontraídos do local fizeram-me lembrar o que encontrei em Camden quando estive em Londres.
Como já estava saciado pelos croissants do "Careca", limitei-me a beber um café (lá está) no "Café da Fábrica". A decoração acolhedora e confortável do interior do estabelecimento faz lembrar uma cottage. É mais um espaço que serve brunch e mais uma opção a ter em conta numa próxima visita à capital.


A Lx Factory vive debaixo da ponte


Lá à frente havia várias tentações


Uma mesa distinta no "Café da Fábrica"


Tecido em vez de papel de parede

sexta-feira, 9 de março de 2012

Croissant do Careca

Jerónimos, CCB, Pastéis, Torre, Velho e Belenenses são palavras associadas ao Restelo. A partir de agora uma outra vem-me à memória sempre que for mencionado o bairro lisboeta: "CARECA".
A famosa pastelaria, que é tão antiga como a senhora minha mãe, confecciona uns croissants soberbos. O bolo rei (já conhecia) e os palmiers também são muito bons, mas foi o croissant que me conquistou. Touché!


D-e-l-i-c-i-o-s-o! De comer e chorar por mais


Não me vieram lágrimas aos olhos, mas repeti a dose

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Arte da Guerra


No Centro Cultural de Belém está patente uma interessantíssima exposição sobre "A Arte da Guerra — Propaganda da II Guerra Mundial". A mesma foi prolongada até 26 de Março e pode ser visitada gratuitamente no Museu Colecção Berardo.
Por ser o período mais horrível da História mundial, o conflito que decorreu entre 1939 e 1945 é, também, por essa razão, um dos mais fascinantes.
O percurso da exposição exibe mais de 200 peças originais (cartazes, panfletos, filmes e crachás) de países que participaram na guerra, como os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, a França, a Itália, o Japão e a União Soviética.
O cartaz impresso "foi a principal forma de propaganda, sobretudo pela facilidade de produção e de aplicação em qualquer local, permitindo que a mensagem estivesse sempre presente junto dos cidadãos, e apelando a que dessem, produzissem e se sacrificassem" em prol do esforço de guerra.
Os cartazes estavam cheios de imagens fortes e mensagens acessíveis à população, de forma a chegar a todo o tipo de pessoas, para as mobilizar a um apoio activo para o esforço de guerra.
O objectivo era "inspirar o patriotismo, apelar ao contributo a bem da causa nacional", e poderia ser manifestado de diversas formas: desde o alistamento nas forças armadas, ao racionamento de comida ou de outros bens essenciais, ao esforço na produção da indústria da guerra, ao cuidado com as conversas em locais públicos ou à compra de títulos de guerra.

Eis alguns exemplos:


KO


Tradução: «Não há lugar para os judeus entre nós. Fora com os judeus!»


Este não precisa de legenda


Um argumento de peso a favor do carpooling


Um dos meus preferidos


Uma ameaça constante


Crachás americanos


Retaguarda desportegida

Toys





quarta-feira, 7 de março de 2012

Orpheu Caffé


Vista geral do "Orpheu"


Foi aqui que estivemos sentados


Pormenor de um recanto

Eis um local dado a conhecer pela V. Fica no Príncipe Real e chama-se "Orpheu Caffé". Depois do brunch tomado antes, só podíamos mesmo pedir um café. O espaço tem uma decoração retro - ao estilo do "Três 15 Dias" (esta é para os setubalenses) - e é muito agradável.
O "Orpheu" também serve brunch (não tivemos tempo nem estômago para o dissecar) e é uma alternativa interessante e a ter em conta em futuras deambulações pela capital. Como podem ver nas fotos, o ambiente recriado é uma mais-valia no espaço que tem também uma esplanada nas traseiras do edifício.