terça-feira, 10 de abril de 2012

Brunch na Fábrica

Não sei se já vos tinha dito que gosto muito do conceito de brunch. Tenho aproveitado algumas das minhas últimas visitas à capital para explorar alguns dos estabelecimentos que proporcionam uma combinação entre breakfast e lunch.
Desta vez, testámos o "Café na Fábrica", na LX Factory. Estava tudo óptimo e, mais do que as iguarias, adorei o ambiente tranquilo do espaço. O facto de ser véspera do dia de Páscoa contribuiu com certeza para o facto de termos, quase literalmente, o brunch só para nós.
De seguida, sem pressa, demos um pulo à livraria "Ler Devagar". Esteve-se lá muito bem!


Mesa de brunch no "Café na Fábrica"


Uma perspectiva da livraria "Ler Devagar"


A V esmerou-se e a foto até ficou gira

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Grande Gatsby


Quase 17 anos separam as duas leituras


Em 1995, a edição de bolso custou 550 escudos

Em 1995, quando frequentava o 12.º ano de escolaridade, "The Great Gatsby", de F. Scott Fitzgerald, fazia parte das obras de leitura obrigatória de Inglês. Como quase tudo o que nos é imposto, li contrariado e despachei, o mais rápido que pude, as páginas escritas na década de 20 do século XX pelo autor norte-americano.
Quando tinha 18 anos, a literatura clássica não era propriamente uma prioridade para mim. Gostava de ler, mas aquilo que me apetecesse: jornais desportivos, revistas de futebol, livros de História e Geografia estavam entre as minhas preferências. Reconheço agora que poderia ter começado mais cedo a alargar os meus horizontes, mas, na altura, não pensava dessa forma.
Passados quase 17 anos, resolvi reler "O Grande Gatsby". Desta vez porque me apetece fazê-lo e não porque faz parte das obras de leitura obrigatória decretadas pelo Ministério da Educação, pela Escola ou pela senhora professora. "Sonho americano" e "self-made man" são conceitos que associo de imediato ao livro de F. Scott Fitzgerald.
Devo confessar que a recente descoberta de Haruki Murakami levou-me a este regresso a "O Grande Gatsby". O autor, que traduziu para japonês várias obras de Fitzgerald, menciona nalguns dos seus livros o romance americano e esse facto também contribuiu para a releitura de Gatsby.
Descobri também que o realizador australiano Baz Luhrmann, responsável por "Moulin Rouge", vai transpor a obra para cinema ainda este ano. A estreia, segundo o IMDB, está prevista nos Estados Unidos para - se o mundo não acabar antes - 25 de Dezembro. Leonardo Di Caprio, Carey Mulligan e Tobey Maguire darão vida, respectivamente, a Jay Gatsby, Daisy Buchanan e Nick.

domingo, 8 de abril de 2012

Futebolês - parte 2


Na Sexta-Feira Santa, durante mais um jogo de futebol que opôs as equipas de juniores do Vitória e do Benfica (já a 12 de Fevereiro, com os mesmos protagonistas frente-a-frente, o futebolês tinha dado uma boa colheita: http://comovaiasaudinha.blogspot.pt/2012/02/futeboles.html), ouvi mais duas expressões curiosas.
Para o caso de se pretender ofender alguém de forma vulgar grite-se de pulmão cheio "vaso de entulho". Quem quiser ser mais pomposo pode utilizar antes a expressão "vaso de resíduos de construção e demolição", mas duvido que surta o efeito de descompor o visado. Atenção: "vaso de entulho" e "vaso de merda", apesar de poderem parecer à primeira vista, não são sinónimos.
A outra pérola proferida por um espectador, curiosamente (ou não) o mesmo autor da mencionada anteriormente (um gentleman em pessoa), foi "nasceste na lama, mas não gostas de eiroses". Refira-se que a eirós é uma espécie de enguia que vive na lama. Aqui está a prova de que há rufias que podem, em simultâneo, ser autênticos poetas com vastos recursos metafóricos.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Os Jogos da Fome


Corre Katniss, corre...

Devo andar muito distraído! Desconhecia até há bem pouco tempo que "The Hunger Games - Os Jogos da Fome" é um fenómeno literário à escala mundial.
A adaptação da obra de Suzanne Collins ao cinema está - também dei uma ajudinha - a bater recordes de bilheteira em todo o mundo.
A permissa da história não é nova, mas prende o espectador: 24 jovens participam nos Jogos para lutarem entre si até à morte. Ah, o evento é transmitido em directo na televisão.
Da minha parte, o filme de Gary Ross tem nota positiva. Além da acção e de ser visualmente muito apelativo, o que mais contribuiu para o resultado final foi a escolha de Jennifer Lawrence, que veste a pele da protagonista Katniss Everdeen.

domingo, 1 de abril de 2012

Desconcertante

Utilizo no título uma expressão tantas vezes utilizada pelo crítico João Lopes para vos falar de "Shame - Vergonha". O filme, realizado por Steve McQueen, acompanha um homem que depende de sexo para se manter à tona em Nova Iorque, cidade em que exerce um cargo de destaque numa empresa.
Michael Fassbender é genial a interpretar Brandon. Por detrás de uma máscara de autocontenção, está um homem a viver no limite, preso num vício. A luta constante entre um medo incontrolável de intimidade (amor?) e a ânsia de sexo levam-no a viver de encontros ocasionais com estranhos.
A rotina de Brandon é quebrada pela chegada da sua irmã Sissy que vai abalar o (aparente) autocontrolo evidenciado até aí. A actriz Carey Mulligan está excelente - atenção à cena em que canta "New York, New York" - e pode orgulhar-se para sempre do trabalho realizado em 2011. É que além de "Shame", a inglesa participou na obra-prima "Drive" ao lado de Ryan Gosling.
A estrela do filme é, no entanto, Michael Fassbender. Sem a sua fabulosa interpretação (o actor despe-se, literalmente, física e emocionalmente), "Shame" não teria resultado. O sofrimento de Brandon é palpável para o espectador. Assistimos em privado ao que se passa na sua intimidade e vemos no seu rosto e gestos o sofrimento noutras ocasiões vislumbrados em toxicodependentes.

Partilho convosco uma das cenas que me ficou na retina. No metro, há atracção, sedução e... vejam por vós.

sábado, 31 de março de 2012

Festas e mais festas


Siiim, siiim e nããão!

Uma visita ao Festival do Queijo, Pão e Vinho, na Quinta do Anjo, Palmela, trouxe-me à memória episódios do passado. Até à minha adolescência fui a tantas feiras, mercados, romarias, festas, procissões, bailes e bailaricos que lhes perdi a conta. Em criança alinhava bem nas incurssões populares, na adolescência e anos seguintes ganhei-lhes aversão. Hoje... nem uma coisa nem outra.
A maioria das experiências que guardo destas vivências foram passadas na "terra": Toulões (concelho de Idanha-a-Nova). Quando íamos "à terra" - aldeia dos meus avós (só conheci os maternos) - as visitas às feiras das aldeias vizinhas eram, literalmente, dias de festa.
O meu avô vestia a roupa domingueira, preparava o cavalo e a carroça e lá íamos nós, muitas vezes a galope, com o vento a soprar na cara, em direcção à Zebreira, Alcafozes, Torre e outras localidades vizinhas.
Quase sempre com os meus irmãos e primos por companhia, havia ocasiões em que o meio de transporte era um reboque atrelado a um tractor. Ter numa aldeia um tio que toda a vida conduziu estas máquinas era um privilégio (e orgulho) para mim.
Ao contrário do Festival da Quinta do Anjo, que já vai na 18.ª edição, quase todas as festas das aldeias tinham um forte cariz religioso. Podem perguntar-me onde é a festa da Nossa Senhora das Cabeças, da Senhora da Azenha, da Senhora do Loreto e de São Domingos que não hesito na hora de responder. Nalguns casos até sou capaz de contar a lenda que esteve na génese de algumas das romarias.
Os tempos mudaram, mas há hábitos que não se perdem. Por todo o país há, anualmente, milhares de festas como as a que assisti no passado. Como antes acontecia comigo, há crianças que contactam nesses mercados e feiras com animais. Tenho a certeza que muitos dos visitantes citadinos que se deslocam com crianças a festas como a da Quinta do Anjo proporcionam-lhes um primeiro contacto com cavalos, burros e ovelhas.
Quando falo em contacto, refiro-me ao toque. Sentir o pêlo de um animal é diferente de vê-lo em 3D no cinema, montar um pónei é diferente de sentar numa moto eléctrica. Quando ouço e vejo a reacção das crianças que fazem fila para andar um minuto num burro e cujos olhos revelam uma curiosidade desmedida sobre o que vêem à sua volta, tenho a certeza de que todos os eventos como o Festival do Queijo, Pão e Vinho, a Ovibeja e a Festa do Cavalo (na Golegã) fazem todo o sentido.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Shame


A imagem é sugestiva e é alusiva a "Shame - Vergonha", filme que inaugurou a edição 2012 do Fantasporto e que planeio ver este fim-de-semana. O tema da obra, que tem Michael Fassbender e Carey Mulligan como protagonistas, é a dependência sexual. A realização está a cargo de Steve McQueen (não confundir com o actor de "A Grande Evasão", "Bullitt" e "Papillon". Esse já morreu há mais de 30 anos!).

quinta-feira, 29 de março de 2012

Destroce


Era só mais um bocadinho para a direita!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ulan Bator

Pode parecer estranho: há cidades que me fascinam imenso, mas que estão muito longe de ocupar uma posição de destaque na lista dos locais que mais gostaria de conhecer. Nesta categoria incluem-se urbes remotas que são tudo menos destinos óbvios.
Alice Springs, bem no centro da Austrália, é um desses casos, mas Ulan Bator, na Mongólia, encabeça a lista. A capital daquele país asiático, que faz fronteira com a Rússia e China, sempre me suscitou um tremendo interesse. Império Mongol, Genghis Khan e deserto de Gobi são palavras que associo de imediato ao país que jamais (tenho mesmo a certeza) visitarei.
Numa das minhas recentes pesquisas efectuadas sobre Ulan Bator, descobri num blog (http://radiganneuhalfen.blogspot.pt/) algumas fotos, de autoria de Timothy Fadek, que me deram uma nova (e diferente) visão da Mongólia e de Ulan Bator. Ei-las:


Mineiros jogam bilhar


Modelos nos bastidores da festa da moda de caxemira em Ulan Bator


Rio Tuul, Ulan Bator


Mulher em Erdenet, segunda maior cidade do país

PS- Sou fã da série "Portugueses pelo Mundo" e adoraria ver um episódio dedicado a Ulan Bator. Não duvido que encontrem por lá algum compatriota, mas cinco ou seis (normalmente os necessários para cada cidade), já deve ser mais difícil. Digo eu...

terça-feira, 27 de março de 2012

Vícios saudáveis


Secção Murakami.


Viciante: acaba um, começa outro!

«Aviso aos novos leitores de Murakami: cria dependência».
San Franscisco Chronicle

O alerta é dado na lombada do segundo volume de "1Q84" e é para ser levado a sério. Digo-o por experiência própria. No Natal ofereceram-me a primeira parte de "1Q84". Até aí só conhecia Haruki Murakami de nome, mas foi por pouco tempo. Li e gostei tanto que me senti impelido a ler mais palavras do autor. Seguiu-se "Norwegian Wood". Depois, o volume dois de "1Q84", que fora entretanto publicado. A seguir virá "Sputnik, meu Amor".
É hora de abrandar sob pena de, rapidamente, não ler mais nada a não ser livros da autoria do japonês. Já decidi que depois de "Sputnik, meu Amor" irei fazer uma pausa na obra de Murakami. Como já sei o que a casa gasta, tenho de o fazer para evitar despachar já tudo o que está publicado por cá. Foi isso que aconteceu, por exemplo, quando descobri Patricia Highsmith. Não descansei enquanto não devorei (com gosto renovado a cada enredo que lia) tudo o que encontrei disponível da autora americana.


Aqui está a prova!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Gato RAP no Jô


19 de Março de 2012. O gato fedorento Ricardo Araújo Pereira passou pelo programa de Jô Soares. Vale mesmo a pena ver (começa ao minuto e 40)!

terça-feira, 20 de março de 2012

Escapadela à Costa Vicentina

O fim-de-semana foi de rambóia por terras algarvias e alentejanas. Aqui ficam algumas imagens do passeio à Costa Vicentina.


Cerro da Fontinha, Brejão, concelho de Odemira, um local onde apetece estar e voltar


Passadiço no lago do Cerro da Fontinha


Há anos que não andava de bicicleta (as do ginásio não contam)!


A apenas 3 quilómetros do Brejão fica a Praia do Carvalhal (não confundir com a do concelho de Grândola)


Em Azenha do Mar, também a 3 quilómetros do Brejão, a toponímia homenageia a fauna marítima


Já fora da Costa Vicentina, visitámos a cidade de Lagos


A praia de D. Ana, Lagos.


Fortaleza de Sagres


Mais uma perspectiva de Sagres


Cavalos e cavaleiros em Vila do Bispo


Praia do Castelejo, Vila do Bispo (só falta o piano, Holly Hunter e Anna Paquin)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sporting versus City


Antes de mais, parabéns ao Sporting por ter eliminado o Manchester City. Sei bem que muitos dos meus colegas leoninos quase tiveram uma apoplexia nos últimos 15/20 minutos do jogo em Inglaterra. Apesar do susto, só os mais desatentos colocarão em causa o mérito de se terem apurado para os quartos-de-final da Liga Europa.
Na eliminatória discutida com o City, propriedade do ultramilionário Khaldoon Al Mubarak, referiu-se por inúmeras ocasiões a diferença abismal entre os milhões que separam os dois clubes: orçamentos, contratações, salários de jogadores são números impossíveis de comparar. É uma realidade, ninguém coloca esse facto, que só valoriza mais o feito do Sporting, em causa.
Consta que o orçamento dos ingleses é de 370 milhões de euros, enquanto o do clube português ronda os 40 milhões, ou seja, cerca de nove vezes inferior ao do Manchester City.
Em Portugal - recordo que o orçamento do FC Porto é de 95M€ e do Benfica 50M€ - a diferença dos "grandes" para os outros clubes é, nalguns casos, ainda mais desproporcional.
Exemplos:
- Marítimo tem 6 milhões de orçamento e venceu o Sporting duas vezes esta época;
- Gil Vicente tem 3,7 milhões e bateu o FC Porto por 3-1;
- V. Guimarães tem 9 milhões e ganhou ao Benfica.
Tal como o Sporting provou em Inglaterra que o dinheiro (poucas vezes) não é tudo, por cá os "pequenos" também dão de vez em quando banhos de humildade a dragões, águias e leões. Ainda bem. Só tenho pena de não acontecer mais vezes.