O nigeriano Rashidi Yekini, um dos jogadores mais marcantes das últimas décadas do Vitória de Setúbal, faleceu ontem aos 48 anos de idade. São muitas as memórias que guardo do avançado, que em 1993/94 se sagrou melhor marcador do campeonato nacional em Portugal.
Além dos golos e das muitas alegrias que deu aos adeptos sadinos, Yekini, que representou o clube entre 1990/91 e 1993/94 e em 1996/97, destacava-se pela compleição física invulgar nos jogadores de futebol. O atleta, que era a antítese da elegância, tem, seguramente, um lugar especial na galeria das antigas glórias do Vitória.
Ao serviço da selecção do seu país, recordo-me do atacante fazer história ao marcar (e celebrar de forma inesquecível) o primeiro golo do triunfo, por 3-0, sobre a Bulgária no Mundial de 1994, nos Estados Unidos.
Em jeito de homenagem, partilho dois objectos alusivos a momentos em que Yekini teve um papel preponderante.
Caça ao autógrafo: no topo da imagem distingue-se o autógrafo do nigeriano
Em 1993/94, o Vitória venceu, no Bonfim, o Benfica, por 5-2. Yekini fez dois golos e acertou duas vezes no ferro da baliza adversária. Um bilhete mágico...
sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Kafka à beira-mar
Oshima, uma das personagens de "Kafka à beira-mar", lembra a certa altura que os piratas e as garrafas de rum são indissociáveis.
Para mim, depois de ler este livro de Haruki Murakami, isto...
... e isto...
...far-me-á sempre lembrar...
Para mim, depois de ler este livro de Haruki Murakami, isto...
... e isto...
...far-me-á sempre lembrar...
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Rita Pereira na Playboy
Rita Pereira é a capa da edição renovada da Playboy
O País está indignado. Rita Pereira pousou para a Playboy e não mostra as mamas, nem o rabo, nem, escusado será dizer, o pipi. Eu já tenho a revista e, confesso, faço parte da minoria que se está nas tintas para o que a Rita Pereira mostra ou deixa de mostrar. Talvez por não estar familiarizado com as suas qualidades na representação em títulos como "Maré Alta", "Morangos com Açúcar" e "Doce Fugitiva", nunca a actriz me suscitou qualquer interesse. Já a vi ao vivo e a cores e não a achei nenhuma estampa. Jeitosa sim, bonita nem por isso (mas, como é óbvio, gostos não se discutem).
Na vida anterior da Playboy (tenho-as todas), a produção de que mais gostei foi a de Cláudia Jacques. Chamem-me ignorante à vontade, mas, até aí, não fazia a mínima ideia de quem era senhora. Isto só prova que, no que me diz respeito, não preciso de ver uma cara mediática na capa da revista para gostar (ou não) do seu conteúdo. É como aquelas pessoas que vão à Feira do Livro (lembrete: não me pode escapar) e escolhem os livros pela capa. Nã, não faço isso. No máximo, opto por um jornal desportivo tendo em conta esse critério.
Para o mês que vem até pode vir na Playboy uma mulher que não conheço de lado nenhum, mas, mesmo assim, vou comprá-la. Porquê? À margem das coelhinhas e das secções a que a revista sempre habituou os leitores, a presença de nomes como o do jornalista Pedro Rolo Duarte e do escritor Valter Hugo Mãe parecem-me boas razões para o continuar a fazer.
Nota: não li ainda nada da renascida Playboy, mas, à primeira vista, não estou arrependido de ter desembolsado 3,95€, apesar de a qualidade do papel ser, claramente, inferior à edição lusa anterior.
Nota 2: se estiver com vontade de ver mamas, rabos e pipis não me faltam imagens de meninas na revista para observar.
O País está indignado. Rita Pereira pousou para a Playboy e não mostra as mamas, nem o rabo, nem, escusado será dizer, o pipi. Eu já tenho a revista e, confesso, faço parte da minoria que se está nas tintas para o que a Rita Pereira mostra ou deixa de mostrar. Talvez por não estar familiarizado com as suas qualidades na representação em títulos como "Maré Alta", "Morangos com Açúcar" e "Doce Fugitiva", nunca a actriz me suscitou qualquer interesse. Já a vi ao vivo e a cores e não a achei nenhuma estampa. Jeitosa sim, bonita nem por isso (mas, como é óbvio, gostos não se discutem).
Na vida anterior da Playboy (tenho-as todas), a produção de que mais gostei foi a de Cláudia Jacques. Chamem-me ignorante à vontade, mas, até aí, não fazia a mínima ideia de quem era senhora. Isto só prova que, no que me diz respeito, não preciso de ver uma cara mediática na capa da revista para gostar (ou não) do seu conteúdo. É como aquelas pessoas que vão à Feira do Livro (lembrete: não me pode escapar) e escolhem os livros pela capa. Nã, não faço isso. No máximo, opto por um jornal desportivo tendo em conta esse critério.
Para o mês que vem até pode vir na Playboy uma mulher que não conheço de lado nenhum, mas, mesmo assim, vou comprá-la. Porquê? À margem das coelhinhas e das secções a que a revista sempre habituou os leitores, a presença de nomes como o do jornalista Pedro Rolo Duarte e do escritor Valter Hugo Mãe parecem-me boas razões para o continuar a fazer.
Nota: não li ainda nada da renascida Playboy, mas, à primeira vista, não estou arrependido de ter desembolsado 3,95€, apesar de a qualidade do papel ser, claramente, inferior à edição lusa anterior.
Nota 2: se estiver com vontade de ver mamas, rabos e pipis não me faltam imagens de meninas na revista para observar.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Acção em Miami
Magnífico reencontro (os sorrisos dizem tudo)
Parece que metade do país esteve ontem durante horas enfiada em supermercados Pingo Doce e 0,5 por cento esteve em concentrações alusivas ao Dia do Trabalhador. Ou seja, de tão memoráveis que foram as experiências, a maioria dos portugueses vai daqui a uns anos ter na ponta da língua a resposta à pergunta: "onde é que estava no dia 1 de Maio de 2012?".
Para memória futura, escrevo estas linhas para auxiliar um excelso grupo de pessoas (nas quais, naturalmente, me incluo) quando alguém lhes fizer a pergunta da praxe: "ora bem, no dia 1 de Maio desse ano estava... em Miami". Toma lá e embrulha! A partir daqui somos os maiores, basta não avançarmos pormenores sobre a viagem (relâmpago) que fizemos à cidade da Florida.
Como é habitual entre os magníficos, a experiência correu às mil maravilhas. Além da oportunidade de passarmos bons momentos juntos - todos concordam que já não era sem tempo -, colocámos a conversa em dia, rimos, fizemos planos para o futuro, bebeu-se e comeu-se. Quem diria que nos States, além do já esperado peixe grelhado de qualidade, iríamos encontrar... choco frito. É verdade! Descobrimos um restaurante na típica New Fountain Square em que serviam o molusco.
É claro que há coisas que nunca mudam por mais reuniões que se façam. O exemplo mais flagrante é dado pelo nosso Girino, que já está quase a fazer 25 anos (ena, ena!) e voltou a ser o último a chegar. Os equívocos também são sempre uma presença constante, que o diga o Manel que, já só perto da última colherada na sobremesa, com a ajuda da Luísa, se convenceu que o arroz doce não era aletria.
Ao contrário da série de televisão americana da década de 1980 (Miami Vice), que retrata o submundo dos cartéis, corrupção e tráfico de droga, não vimos apenas dois polícias (os actores Don Johnson e Philip Michael Thomas já se retiraram) enquanto estivemos juntos, mas muitos mais, já que nos deparámos com um desfile da extrema-direita (alguns encapuzados, quais terroristas) a que o Saudinha se recusa a dar tempo de antena.
Depois do repasto, já sem a Luísa, que foi fazer jus ao dia que se celebrava, seguiu-se uma ida à esplanada com vista para o mar. A Raquel, depois de horas de labuta, chegou e juntou-se ao grupo que teve a companhia de mais um elemento: o Carlos da Vanda. Durante o tempo em que estivemos juntos, lembrámos episódios partilhados durante o curso e nos encontros posteriores. Falámos em todos os que estiveram ausentes e que não puderam estar connosco. Esperamos e desejamos que na próxima viagem (vai ser mesmo literal, estejam atentos), a Sandra, o Pedro, a Lara, o António, a Rute e o Bruno (se alguém souber do seu paradeiro) estejam presentes.
PS- Não sei se ainda se lembram como se faz, mas, ao invés de fazer apenas um "gosto" ou comentar no Facebook, era giro que pudessem deixar um comentário no blogue. A gerência agradece.
Graças à Jaque, há mais uma foto que ilustra o dia do reencontro. Aqui está...
Parece que metade do país esteve ontem durante horas enfiada em supermercados Pingo Doce e 0,5 por cento esteve em concentrações alusivas ao Dia do Trabalhador. Ou seja, de tão memoráveis que foram as experiências, a maioria dos portugueses vai daqui a uns anos ter na ponta da língua a resposta à pergunta: "onde é que estava no dia 1 de Maio de 2012?".
Para memória futura, escrevo estas linhas para auxiliar um excelso grupo de pessoas (nas quais, naturalmente, me incluo) quando alguém lhes fizer a pergunta da praxe: "ora bem, no dia 1 de Maio desse ano estava... em Miami". Toma lá e embrulha! A partir daqui somos os maiores, basta não avançarmos pormenores sobre a viagem (relâmpago) que fizemos à cidade da Florida.
Como é habitual entre os magníficos, a experiência correu às mil maravilhas. Além da oportunidade de passarmos bons momentos juntos - todos concordam que já não era sem tempo -, colocámos a conversa em dia, rimos, fizemos planos para o futuro, bebeu-se e comeu-se. Quem diria que nos States, além do já esperado peixe grelhado de qualidade, iríamos encontrar... choco frito. É verdade! Descobrimos um restaurante na típica New Fountain Square em que serviam o molusco.
É claro que há coisas que nunca mudam por mais reuniões que se façam. O exemplo mais flagrante é dado pelo nosso Girino, que já está quase a fazer 25 anos (ena, ena!) e voltou a ser o último a chegar. Os equívocos também são sempre uma presença constante, que o diga o Manel que, já só perto da última colherada na sobremesa, com a ajuda da Luísa, se convenceu que o arroz doce não era aletria.
Ao contrário da série de televisão americana da década de 1980 (Miami Vice), que retrata o submundo dos cartéis, corrupção e tráfico de droga, não vimos apenas dois polícias (os actores Don Johnson e Philip Michael Thomas já se retiraram) enquanto estivemos juntos, mas muitos mais, já que nos deparámos com um desfile da extrema-direita (alguns encapuzados, quais terroristas) a que o Saudinha se recusa a dar tempo de antena.
Depois do repasto, já sem a Luísa, que foi fazer jus ao dia que se celebrava, seguiu-se uma ida à esplanada com vista para o mar. A Raquel, depois de horas de labuta, chegou e juntou-se ao grupo que teve a companhia de mais um elemento: o Carlos da Vanda. Durante o tempo em que estivemos juntos, lembrámos episódios partilhados durante o curso e nos encontros posteriores. Falámos em todos os que estiveram ausentes e que não puderam estar connosco. Esperamos e desejamos que na próxima viagem (vai ser mesmo literal, estejam atentos), a Sandra, o Pedro, a Lara, o António, a Rute e o Bruno (se alguém souber do seu paradeiro) estejam presentes.
PS- Não sei se ainda se lembram como se faz, mas, ao invés de fazer apenas um "gosto" ou comentar no Facebook, era giro que pudessem deixar um comentário no blogue. A gerência agradece.
Graças à Jaque, há mais uma foto que ilustra o dia do reencontro. Aqui está...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Os Vingadores
Rendo-me
A presença de Scarlett Johansson num filme é razão de sobra para dar um pulo ao cinema. Ninguém acredita se disser que gosto de a ver pelas qualidades evidenciadas na representação, por isso, admito, que outros atributos (inegáveis) também me fazem acompanhar com atenção a carreira da actriz.
Desta vez, planeio vê-la como Viúva Negra (e Natasha Romanoff) em "Os Vingadores", filme que estreou em Portugal na quinta-feira. Quando se juntam o Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, entre outros, é sinal de que há sarilhos dos grandes e não vou querer perder pitada do assunto.
Duas coisas são certas: não vou estar na primeira fila (esse é um lugar que detesto ocupar na sala de cinema), mas vou lá estar.
A presença de Scarlett Johansson num filme é razão de sobra para dar um pulo ao cinema. Ninguém acredita se disser que gosto de a ver pelas qualidades evidenciadas na representação, por isso, admito, que outros atributos (inegáveis) também me fazem acompanhar com atenção a carreira da actriz.
Desta vez, planeio vê-la como Viúva Negra (e Natasha Romanoff) em "Os Vingadores", filme que estreou em Portugal na quinta-feira. Quando se juntam o Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, entre outros, é sinal de que há sarilhos dos grandes e não vou querer perder pitada do assunto.
Duas coisas são certas: não vou estar na primeira fila (esse é um lugar que detesto ocupar na sala de cinema), mas vou lá estar.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Kafka... a Oeste do Sol
Adorei "A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol". Talvez por ter ainda bem presentes as palavras escritas por Haruki Murakami, sinto-me tentado a dizer que foi, até agora, o meu livro preferido do autor. Corro o risco de ser injusto com "1Q84 (volumes 1 e 2)", "Norwegian Wood" e "Sputnik, meu Amor", obras que li anteriormente e que me cativaram sem reservas.
Em "A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol", a narrativa absorveu-me de tal forma que não descansei enquanto não cheguei ao desfecho da história. O livro está cheio de momentos maravilhosos entre os protagonistas Hajime e Shimamoto. Aos 12 anos eram os melhores amigos, mas o destino separa-os. O reencontro dá-se 25 anos depois e a partir daí nada será como dantes e tudo o que tinham como certo deixa de o ser.
A história é simples, mas nada ligeira. O japonês revela-se, mais uma vez, um exímio artesão na construção de narrativas. Se todos os livros que ler durante a minha vida tiverem o mesmo impacto e me causarem as mesmas sensações que este, direi sempre, ao chegar à última linha, do último parágrafo, da última página, que valeu a pena.
"A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol", em homenagem a «South of the Border, West of the Sun», tema de Nat King Cole, começa assim:
Nasci a 4 de Janeio de 1951. Que é como quem diz: na primeira semana do primeiro mês da segunda metade do século XX. Uma coisa, imagino, digna de ser comemorada, razão pela qual os meus pais me deram o nome de Hajime - que, em japonês, significa «princípio».
Se perguntarem que livro vou ler em seguida, ninguém adivinha. No entanto, aposto, que se a pergunta for qual o autor todos acertam. Com uma imagem respondo às duas questões: a difícil e a fácil.
Há quem diga que este é o melhor de Murakami. A ver vamos...
Em "A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol", a narrativa absorveu-me de tal forma que não descansei enquanto não cheguei ao desfecho da história. O livro está cheio de momentos maravilhosos entre os protagonistas Hajime e Shimamoto. Aos 12 anos eram os melhores amigos, mas o destino separa-os. O reencontro dá-se 25 anos depois e a partir daí nada será como dantes e tudo o que tinham como certo deixa de o ser.
A história é simples, mas nada ligeira. O japonês revela-se, mais uma vez, um exímio artesão na construção de narrativas. Se todos os livros que ler durante a minha vida tiverem o mesmo impacto e me causarem as mesmas sensações que este, direi sempre, ao chegar à última linha, do último parágrafo, da última página, que valeu a pena.
"A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol", em homenagem a «South of the Border, West of the Sun», tema de Nat King Cole, começa assim:
Nasci a 4 de Janeio de 1951. Que é como quem diz: na primeira semana do primeiro mês da segunda metade do século XX. Uma coisa, imagino, digna de ser comemorada, razão pela qual os meus pais me deram o nome de Hajime - que, em japonês, significa «princípio».
Se perguntarem que livro vou ler em seguida, ninguém adivinha. No entanto, aposto, que se a pergunta for qual o autor todos acertam. Com uma imagem respondo às duas questões: a difícil e a fácil.
Há quem diga que este é o melhor de Murakami. A ver vamos...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Rafeiros Leais
Um amigo alertou-me para a existência da Associação de Protecção Animal, "Amigos do Ruas - Rafeiros Leais", que passa por tremendas dificuldades. Animais maltratados e abandonados chegam à instituição e precisam urgentemente de ajuda. Um pequeno contributo pode fazer toda a diferença.
Rações, mantas, medicamentos, coleiras, detergentes, são algumas das coisas que podem fazer chegar ao ponto de recolha oficial da Associação: a loja Bray Martins, em Setúbal, junto ao Minipreço e hospital de São Bernardo (Rua General Gomes Freire, n.º 148).
Existe também a possibilidade de contribuir com donativos através do NIB 0045 5450 4024 6271 11705 (Caixa Agrícola).
Rações, mantas, medicamentos, coleiras, detergentes, são algumas das coisas que podem fazer chegar ao ponto de recolha oficial da Associação: a loja Bray Martins, em Setúbal, junto ao Minipreço e hospital de São Bernardo (Rua General Gomes Freire, n.º 148).
Existe também a possibilidade de contribuir com donativos através do NIB 0045 5450 4024 6271 11705 (Caixa Agrícola).
Amigos improváveis
Um filme maravilhoso.
Imperdível! O filme "Amigos Improváveis", escrito e realizado por Olivier Nakache e Eric Toledano, está ainda nas salas de cinema e, garanto-vos, vale MESMO a pena cada um dos cêntimos que se possa pagar pelo bilhete. O ano passado rendi-me a "Pequenas Mentiras entre Amigos", em 2012 já encontrei um sucessor. Em comum têm o facto de serem filmes franceses - até parece que sou um intelectual que nunca vai a uma sala de cinema ver blockbusters - e de terem François Cluzet como protagonista.
Gostei tanto, mas tanto, do filme que me parece impossível que exista alguém que o vá ver e que não pense o mesmo que eu e os milhões de pessoas que já o viram. Eis uma daquelas obras que tem o condão de nos fazer reflectir, divertir e enternecer. Não posso deixar de mencionar o actor co-protagonista Omar Sy, que dá vida a Driss, o empregado resoluto que se transforma em Amigo do patrão Philippe. O argumento do filme é baseado numa história verídica. Ainda bem que não é apenas ficção.
Imperdível! O filme "Amigos Improváveis", escrito e realizado por Olivier Nakache e Eric Toledano, está ainda nas salas de cinema e, garanto-vos, vale MESMO a pena cada um dos cêntimos que se possa pagar pelo bilhete. O ano passado rendi-me a "Pequenas Mentiras entre Amigos", em 2012 já encontrei um sucessor. Em comum têm o facto de serem filmes franceses - até parece que sou um intelectual que nunca vai a uma sala de cinema ver blockbusters - e de terem François Cluzet como protagonista.
Gostei tanto, mas tanto, do filme que me parece impossível que exista alguém que o vá ver e que não pense o mesmo que eu e os milhões de pessoas que já o viram. Eis uma daquelas obras que tem o condão de nos fazer reflectir, divertir e enternecer. Não posso deixar de mencionar o actor co-protagonista Omar Sy, que dá vida a Driss, o empregado resoluto que se transforma em Amigo do patrão Philippe. O argumento do filme é baseado numa história verídica. Ainda bem que não é apenas ficção.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Adeus Irina
A modelo Irina Shayk, conhecida por ser a sucessora de Nereida Gallardo - actual namorada de Quinaz (para quem não sabe: jogador do Desportivo das Aves) -, passou hoje por Lisboa para promover a Intimissimi. Segundo o Diário de Notícias, a presença da modelo russa lançou a "confusão na Rua Augusta".
À chegada à loja, a namorada de Cristiano Ronaldo, que se fartou de dar entrevistas e autógrafos e tirar fotografias, houve bastante alarido. No interior do estabelecimento, os fãs (nunca tanto homem entrou ao mesmo tempo numa loja especializada em lingerie) juravam a pés juntos aos jornalistas que "Irina é perfeita".
Depois de Istambul, Madrid e Lisboa, a manequim, de 26 anos, continua o périplo em Intimissimis de Moscovo e Londres. No caso de Portugal, é caso para dizer adeus e bem-haja.

Irina na Sports Illustrated
À chegada à loja, a namorada de Cristiano Ronaldo, que se fartou de dar entrevistas e autógrafos e tirar fotografias, houve bastante alarido. No interior do estabelecimento, os fãs (nunca tanto homem entrou ao mesmo tempo numa loja especializada em lingerie) juravam a pés juntos aos jornalistas que "Irina é perfeita".
Depois de Istambul, Madrid e Lisboa, a manequim, de 26 anos, continua o périplo em Intimissimis de Moscovo e Londres. No caso de Portugal, é caso para dizer adeus e bem-haja.

Irina na Sports Illustrated
Para os sportinguistas
A presença na final da Liga Europa ainda não está garantida, mas o Sporting voltou ontem a escrever mais uma página na sua bonita história e os seus adeptos têm razões para estar orgulhosos. Não vou ser hipócrita e dizer que fiquei radiante com o triunfo (justíssimo) sobre o Athletic de Bilbau. Sinto exactamente o mesmo que sentiria se no lugar dos leões estivessem águias ou dragões. Não me aquece nem me arrefe. Fiquei satisfeito, isso sim, por ver a forma abnegada como a equipa do cada vez mais sereno Sá Pinto (!) encarou o jogo e pelo facto de ver o seu esforço recompensado.
Depois de ter deixado há uns dias umas imagens alusivas a momentos históricos dos dois grandes de Lisboa, partilho convosco mais três bilhetes mágicos do emblema leonino:


Depois de ter deixado há uns dias umas imagens alusivas a momentos históricos dos dois grandes de Lisboa, partilho convosco mais três bilhetes mágicos do emblema leonino:


quinta-feira, 19 de abril de 2012
No ginásio
Quando vou ao ginásio faço por ser apenas um figurante num filme com muitos actores secundários e alguns (felizmente poucos) candidatos a estrelas. As pessoas incluídas nas duas primeiras categorias adoptam uma postura discreta: dizem "bom dia", trocam um sorriso (de quando em vez), pedem ajuda no manuseamento de alguma máquina, fazem o que é suposto fazer num ginásio, dizem "até amanhã", e vão à sua vida.
Não sei se os homens e mulheres com os quais partilho o mesmo espaço num período do dia são casados ou divorciados, se têm filhos ou enteados, nem qual a sua ocupação profissional. Não sei, nem tenho qualquer interesse em saber. Não quero com isto dizer que não entenda os que são mais curiosos, comunicativos, e que têm no ginásio a possibilidade de colocar a "escrita em dia" e conviver. Nalguns casos, acredito que algumas das pessoas que o frequentam vêem no tempo de "malhação" uma forma de combater a solidão.
Num ginásio, os homens falam como se estivessem no café e debruçam-se sobre os mesmos temas de sempre: carros, futebol, mulheres, trabalho... No balneário, além de debaterem quais os melhores suplementos existentes no mercado para "encorpar mais depressa", há os que gostam de partilhar com o amigo com o qual frequentam o ginásio questões relacionadas com a sua vida pessoal: a gaja que anda agora a ver e que é melhor do que a brasileira que antes visitava.
Estejam descansados que não vou reproduzir aqui o palavreado distinto que foi utilizado na conversação. Talvez o melhor termo seja "comício", já que só faltou usar um megafone para que todos ouvissem as suas estórias partilhadas em elevados decibéis (isto apesar de o som ser abafado pelo barulho dos chuveiros, cacifos, etc).
Entre as inúmeras pérolas proferidas, destaco apenas uma: "isto está bom é para ser o outro. Os maridos que as aturem!". O que eu me pergunto é: como é que é possível existir neste mundo alguém capaz de aturar tamanha boçalidade?
Não sei se os homens e mulheres com os quais partilho o mesmo espaço num período do dia são casados ou divorciados, se têm filhos ou enteados, nem qual a sua ocupação profissional. Não sei, nem tenho qualquer interesse em saber. Não quero com isto dizer que não entenda os que são mais curiosos, comunicativos, e que têm no ginásio a possibilidade de colocar a "escrita em dia" e conviver. Nalguns casos, acredito que algumas das pessoas que o frequentam vêem no tempo de "malhação" uma forma de combater a solidão.
Num ginásio, os homens falam como se estivessem no café e debruçam-se sobre os mesmos temas de sempre: carros, futebol, mulheres, trabalho... No balneário, além de debaterem quais os melhores suplementos existentes no mercado para "encorpar mais depressa", há os que gostam de partilhar com o amigo com o qual frequentam o ginásio questões relacionadas com a sua vida pessoal: a gaja que anda agora a ver e que é melhor do que a brasileira que antes visitava.
Estejam descansados que não vou reproduzir aqui o palavreado distinto que foi utilizado na conversação. Talvez o melhor termo seja "comício", já que só faltou usar um megafone para que todos ouvissem as suas estórias partilhadas em elevados decibéis (isto apesar de o som ser abafado pelo barulho dos chuveiros, cacifos, etc).
Entre as inúmeras pérolas proferidas, destaco apenas uma: "isto está bom é para ser o outro. Os maridos que as aturem!". O que eu me pergunto é: como é que é possível existir neste mundo alguém capaz de aturar tamanha boçalidade?
terça-feira, 17 de abril de 2012
Na prisão

"Os Condenados de Shawshank", de Frank Darabont, e o "Presidiário", de Stuart Rosenberg, são dois dos filmes da minha vida. Em comum têm o facto de as acções terem lugar (como os títulos sugerem) em prisões.
Hoje, devido a razões profissionais, tive a oportunidade de entrar pela primeira vez num estabelecimento prisional. Ao contrário de outras ocasiões, como as vividas em visitas a instituições que acolhem crianças ou idosos, confesso que a experiência não me sensibilizou.
Não sei se vi algum Andy Dufresne (protagonista de "Os Condenados de Shawshank" interpretado por Tim Robbins) injustamente detido. Nem pensei nisso um único instante.
Nenhum dos reclusos disse que estava inocente, mas dois deles explicaram as suas detenções de forma curiosa. Um garantiu que tinha sido condenado a 17 anos de prisão devido a um assalto e outro (não especificou a duração da pena) disse que foi condenado porque não pagou uma multa!
Quem disse que a Justiça em Portugal é branda?
Prometheus promete
O novo filme de Ridley Scott tem estreia em Portugal prevista para 7 de Junho. O mais recente trailer é bom. Muito bom. No elenco estão, entre outros, Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Guy Pearce e Patrick Wilson. Venham eles.
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