segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O impossível
Naomi Watts e Tom Holland brilham em "O Impossível"
"O Impossível" está muito longe de ser um filme excelente, mas tem duas interpretações de altíssimo nível a cargo de Naomi Watts (a mãe) e Tom Holland (o filho mais velho). Mas há mais, muito mais.
O filme, realizado pelo espanhol Juan Antonio Bayona, acompanha o drama vivido por uma família de férias na Tailândia. A 26 de Dezembro de 2004 um tsunami provocou uma das maiores catástrofes naturais de sempre e causou a morte de mais de 200 mil pessoas.
As imagens são impressionantes e são uma amostra aterradora do que aconteceu nesse dia: a luta pela sobrevivência, famílias destroçadas, caos, morte e... esperança.
Mais do que as imagens panorâmicas da chegada da onda gigante e do cenário desolador que deixa à sua passagem, o mais arrepiante são os planos subaquáticos. Uma enxorrada monumental trata homens, mulheres e crianças como um baralho de cartas apanhado no meio de um tufão. Infelizmente, nada disto foi ficção, aconteceu mesmo.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Zero Dark Thirty
Quem gostou de "The Hurt Locker" (Estado de Guerra) não pode perder "Zero Dark Thirty" (00:30 - A Hora Negra), filme de Kathryn Bigelow, que acompanha a operação que levou à captura de Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda em 2011.
Figura central na história é a agente da CIA Maya, interpretada por Jessica Chastain.
Maya: I'm the motherfucker who found this place, sir!
Maya: [to Navy SEALs] Quite frankly, I didn't even want to use you guys, with your dip and velcro and all your gear bullshit. I wanted to drop a bomb. But people didn't believe in this lead enough to drop a bomb. So they're using you guys as canaries. And, in theory, if bin Laden isn't there, you can sneak away and no one will be the wiser. But bin Laden is there. And you're going to kill him for me.
Maya: [slightly irritated] So what does this Baluchi guy look like?
Abu Faraj al-Libbi: Tall, long white beard, thin, walks with a cane.
Maya: [smirks] Kinda like Gandalf.
Abu Faraj al-Libbi: Who?
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Obsceno
Ao olhar para as capas dos jornais e revistas da semana houve uma que me chamou a atenção pelos piores motivos.
Na manchete da revista VIP lê-se: "Fábio Coentrão e mulher inauguram casa de luxo em Portugal".
Até aqui tudo bem. O senhor é jogador de futebol no Real Madrid e ganha rios de dinheiro, pelo que faz com o dito cujo o que bem entende.
Ainda na capa, ficamos a saber que o internacional luso ofereceu no Natal um Porsche à mulher Andreia e que a esposa retribuiu, presenteando Fábio com um iate.
A propriedade, localizada na Póvoa do Varzim, é enooorme e tem até uma sala de cinema e uma piscina interior.
Nas páginas da revista - pois claro que não resisti a dar uma espreitadela - as fotos são do mais ostentatório que se possa imaginar. A família pousa, pois claro, junto da mansão, do bólide, da embarcação e nas várias divisões da moradia de luxo.
A legenda de qualquer uma das fotos poderia ser: "vejam bem onde chegou o rapazinho pobre das Caxinas" ou, em alternativa, "Crise? Qual crise?".
Quase que apetece dizer que, comparado com Coentrão, Cristiano Ronaldo é discreto.
A Pepa a desejar uma mala Chanel na campanha da Samsung não é nada ao pé disto
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Les Mis
A mais recente versão de "Os Miseráveis", de Tom Hooper, é um bocado xaropada, mas, ainda assim, vale a pena - sobretudo se for à segunda-feira, que o bilhete é mais económico - a ida ao cinema.
No filme, baseado no musical de Alain Boublil e Claude-Michel Schönberg, adaptado da obra homónima escrita em 1862 pelo francês Victor Hugo, canta-se, como era de esperar, do princípio ao fim durante duas horas e meia.
À excepção de Russel Crowe, que interpreta o inspector Javert, todo o elenco dá conta do recado na hora de abrir a goela. Pior do que o "Gladiador" recordo-me apenas, em tempos recentes, do Pierce "Bond" Brosnan em "Mamma Mia!".
"Os Miseráveis", que está nomeado para oito Óscares e ganhou ontem três Globos de Ouro (melhor filme, actor principal e actriz secundária), faz uma reconstituição histórica excelente do pós-Revolução Francesa, mas, por qualquer motivo, não me conquistou.
No século passado, recordo-me de ter ido à Academia Almadense ver a versão de Bille August, de 1998, com Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman e Claire Danes, e de ter saído da sala mais convencido do que hoje.
Não se pense com isto que não existem momentos maravilhosos no filme de Tom Hooper, que em 2010 realizou o premiadíssimo "O Discurso do Rei". Sem dúvida que os há. Apesar do trabalho competente de Hugh Jackman como Jean Valjean e dos cómicos Sacha Baron Cohen ou Helena Bonham Carter, como casal Thénardier, são outros dois actores super talentosos que brilham com maior intensidade.
Aposto que o Óscar de melhor actriz secundária vai para Anne Hathaway
Eddie Redmayne - o Jack de "Os Pilares da Terra" - tem cá um vozeirão
PS - Esclareço que não tenho qualquer preconceito em relação a musicais. Em Londres fui ao West End e, quando um dia for a Nova Iorque, irei, certamente, à Broadway.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Mais do que talento
Jennifer Lawrence em "Guia Para Um Final Feliz"
Há já algum tempo que a actriz Jennifer Lawrence captou a minha atenção.
Foi Mystique em "X-Men: O Início" e Katniss em "Os Jogos da Fome".
Tem 22 anos e tem já duas nomeações aos Oscars no currículo.
Em 2011 foi nomeada por "Os Despojos de Inverno" e, agora, por "Guia Para Um Final Feliz".
Flagelo-me por (ainda) não ter visto o primeiro, hoje vi o segundo e gostei muito. Não sei se vai ser premiada pela Academia, mas já tem um lugar especial em mim. É talentosa, gira à brava e sexy cada vez que aparece no écrã.
Sobre o filme, antes de mais, para não irem ao engano, convém esclarecer que não se trata de uma comédia romântica, apesar de haver momentos de boa disposição.
Em "Guia Para Um Final Feliz", realizado por David O. Russel, o mesmo por detrás do excelente "The Fighter - Último Round", seguimos a história de duas almas atormentadas: Tiffany (Jennifer Lawrence) e Patrick (Bradley "A Ressaca" Cooper).
Além dos protagonistas, o elenco secundário é de luxo. O pai de Pat, Robert de Niro, que não era nomeado para um Oscar desde "O Cabo do Medo", em 1991, recebe por este filme a sua sétima nomeação. A mãe, representada por Jacki Weaver, completa o quarteto de actores que estão nomeados em todas as categorias de representação (não é todas as décadas que isto acontece!)
Das nove obras nomeadas para melhor filme do ano este - depois de "Argo" e "A Vida de Pi" - este é apenas o terceiro que vejo. Não o considero melhor do que nenhum dos dois que vi antes, mas é, sem dúvida, um belíssimo filme. Além disso, tem a Jeeeeeeennifer Laaaaaaawrence.
PS- Em breve vou ver mais um dos filmes nomeados. Depois digo se vale a pena.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Piscine Molitor aka Pi
Em termos cinematográficos, 2013 começou muito bem. Em "A Vida de Pi", realizado por Ang Lee, baseado no livro de Yann Martel, que venceu o Book Prize em 2002, acompanhamos a viagem de aventura e descoberta do protagonista Piscine Molitor Patel (Pi) e do tigre Richard Parker.
Ambos, acompanhados por uma zebra, um oragotango e uma hiena, são os únicos sobreviventes de um naufrágio no Pacífico e vão lutar até ao limite pela sobrevivência. Assim contada, a história mais parece uma fábula sobre um minizoo à deriva no oceano. Parece, mas não é. Ainda bem.
Em que acreditas?, eis a questão de "A Vida de Pi"
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Top ten 2012 + 1
Final de ano, hora de balanço. De entre os cerca de 40 filmes que vi nas salas de cinema em 2012 elegi, à semelhança do que aconteceu o ano passado, os 10 mais.
Curiosamente, a obra com que me estreei no ano anterior - "Drive - Risco Duplo" - encabeça a lista, enquanto o último filme que vi em 2012, "O Hobbit", encerra-a. Eis os meus preferidos (clicar sobre os números para mais informação no Saudinha sobre os filmes).
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
+1
Filme vencedor da edição 2012 do Festroia
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
No adeus a 2012
O 8.º episódio da primeira parte da 3.ª temporada de "The Walking Dead" estava guardadinho há várias semanas. Nada melhor do que terminar o ano a vê-lo. Agora resta esperar por Fevereiro de 2013.
Michonne rules
Pelas barbas de Saruman
11 anos depois da estreia de "A Irmandade do Anel", adorei revisitar, mais uma vez através do olhar do realizador Peter Jackson, o universo criado por J.R.R. Tolkien.
Ainda imbuído do espírito de "O Hobbit: uma viagem inesperada", partilho convosco um momento que guardo na memória desde Junho de 2007, altura em que conheci pessoalmente Sir Christopher Lee.
Para os fãs de LOTR, o actor britânico, agora com 90 anos, será sempre conhecido como Saruman. Além do bate-papo que tive com o homem que dá vida ao famoso feiticeiro branco, não pude deixar de lhe pedir o autógrafo da praxe.
Um autógrafo personalizado :)
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Gosto do Natal
Gosto do Natal por variadíssimas razões.
Gosto do antes, do durante e do depois.
Gosto de saber que vou estar com quem mais gosto.
Gosto que a minha casa, a da mãe e a da sogra se transformem em tentadoras pastelarias.
Gosto de ver as prendas que dei terem uso.
Gosto de mexer e remexer nas prendas que recebi.
Gosto de receber, pelo menos, um livro.
Gostei de este ano ter sido presenteado com estes dois.
O romance de Saramago que me faltava já cá mora
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
NATA(L) em Lisboa
É para a desgraça, é para a desgraça! Hamburgueres, pastel de nata, bolo rei e mil folhas. Marchou tudo numa curta passagem por Lisboa. Além da "Hamburgueria do Bairro", de que já aqui falei, conheci no fim-de-semana dois novos espaços da capital. As visitas foram de médico, mas muito recompensadoras para os sentidos. Uma coisa é certa, voltarei.
NATA Lisboa
Paredes meias com o "Lost in", na Rua Dom Pedro V, no Príncipe Real, fica o "NATA Lisboa". Além dos pastéis quentinhos que saem do forno, o estabelecimento, inaugurado no passado mês de Junho, tem como mais-valias uma esplanada muito acolhedora e tranquila e a loja-atelier "Fabrico Infinito", que dá acesso ao "NATA".
A foto é da AFP. Estava tão preocupado em comê-lo quentinho que não quis perder tempo
Pormenor da esplanada do "NATA"
ERIC KAYSER
A "Eric Kayser" abriu no Chiado a sua segunda loja na capital. Entre as mais de 60 variedades de pão e bolos existentes o difícil é escolher. Depois de alguma hesitação, mas tendo em conta a quadra natalícia, optei pelo bolo rei. Não é o melhor do mundo, mas é, sem dúvida, muito bom. Já o mil folhas... nham, nham.
A fatia que comi era bem mais generosa!
domingo, 9 de dezembro de 2012
Hamburgueria do Bairro
Para os lados de São Bento, em Lisboa, fica a "Hamburgueria do Bairro". Os hamburgueres são deliciosos e para todos os gostos. Ainda antes de o provar já salivava de antecipação. Mesmo agora, ao olhar para a fotografia do dito cujo, engulo em seco.
Apesar do tamanho generoso, despachei o "hamburguer do Caco" (com o tradicional bolo/pão madeirense) - composto por 160 gramas de carne, rúcula, queijo brie, tomate frito e manteiga de alho - com uma mão cheia de trincadelas.
Hamburguer do Caco (1.º plano) e Camone (2.º)
O menu está na parede à vista de todos
Algumas das opções da "Hamburgueria do Bairro"
IVA do Passos Coelho
WC para quem está à rasquinha
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Uma Vida Melhor
This country is a land of dreams. It can be a hard place, a cruel place. But it's where I work, and I dream of a better place for my son
Eis um filme que deixei escapar nas salas de cinema e que só agora tive oportunidade ver. A realização é de Chris Weitz, que há 10 anos dirigiu "Era Uma Vez Um Rapaz", é competente, mas quem mais se destaca na obra produzida em 2011 é o actor mexicano Demián Bichir, que em 2008 vestiu a pele de Fidel Castro em "Che - Guerrilha" e "Che - O Argentino" de Steven Soderbergh.
Ao acompanharmos a história do imigrante mexicano ilegal, em Los Angeles, que faz tudo para dar ao seu filho as oportunidades que não teve, percebemos as razões que levaram a Academia a nomear Demián Bichir para o Oscar de melhor actor principal na última edição dos prémios.
Eis um filme que deixei escapar nas salas de cinema e que só agora tive oportunidade ver. A realização é de Chris Weitz, que há 10 anos dirigiu "Era Uma Vez Um Rapaz", é competente, mas quem mais se destaca na obra produzida em 2011 é o actor mexicano Demián Bichir, que em 2008 vestiu a pele de Fidel Castro em "Che - Guerrilha" e "Che - O Argentino" de Steven Soderbergh.
Ao acompanharmos a história do imigrante mexicano ilegal, em Los Angeles, que faz tudo para dar ao seu filho as oportunidades que não teve, percebemos as razões que levaram a Academia a nomear Demián Bichir para o Oscar de melhor actor principal na última edição dos prémios.
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