terça-feira, 18 de junho de 2013

Chuva! Qual chuva?


Se há coisa que não faço é queixar-me de São Pedro.
A partir de amanhã vou estar por aqui e, dizem os especialistas, vão estar 35 graus :P


Com mais ou menos neve, o panorama será qualquer coisa como isto

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Palavras do dia


Nestlé.
Suchard.
:)

Hasta la Meia-Noite


É inevitável falar outra vez de cinema.
Faço-o porque entendo existirem razões de peso para voltar ao assunto.
Assisti no fim-de-semana a dois filmes maravilhosos.
Tão bons, tão bons que os coloco entre os melhores que vi nos últimos tempos. Daqueles que, se surgir a oportunidade, devem ser revistos de vez em quando.

O primeiro foi "Antes da Meia-Noite", de Richard Linklater, o mais recente filme da trilogia Before.
As expectativas estavam altas devido à qualidade dos anteriores "Antes do Amanhecer" (1995) e "Antes do Anoitecer" (2004).
Os responsáveis pelo projecto não vacilaram perante a pesada herança e "Antes da Meia-Noite" faz jus aos seus antecessores.
Espero nas próximas décadas acompanhar a história de Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy). Se tudo correr como até aqui, 2022 será o ano em que a trilogia vai deixar de o ser.
Depois de Viena, Paris e Grécia, resta esperar mais uns anitos para saber qual o local em que a acção se vai desenrolar.
Por mim, se a qualidade se mantiver, o filme até pode ser rodado em Tirana, Minsk ou Reiquiavique!


Depois do "Amanhecer" e "Anoitecer" a trilogia fica completa com a "Meia-Noite"


Todos os anos tenho a sorte de apanhar, pelos menos, um filme extraordinário no Festróia. Na 29.ª edição, que chegou ontem ao fim, a pérola teve origem na Bélgica, apesar do título, "Hasta la Vista", poder enganar os mais distraídos. Trata-se de um road movie em que acompanhamos três amigos na casa dos vintes - Jozef (invisual), Philip (tetraplégico) e Lars (tem um tumor no cérebro e move-se em cadeira de rodas) - numa jornada até Espanha com o objectivo de terem as suas primeiras experiências sexuais.
Quem gostou de "Amigos Improváveis" vai-se render a "Hasta la Vista", realizado por Geoffrey Enthoven em 2011.


Um filme que deveria (e merecia) uma estreia em circuito comercial

domingo, 16 de junho de 2013

Há Café no Alfarrabista


Para não me acusarem de que só falo aqui de cinema, vou mudar de assunto.
Para os apreciadores de novos espaços, que se distinguem de alguma maneira daquilo que habitualmente encontramos ao virar de cada esquina, recomendo "Há Café no Alfarrabista".
O nome diz tudo, por isso, limito-me a informar que fica na Rua da Madalena n.º 80, em Lisboa (cerca de 100 metros depois da deliciosa "La Boulangerie by Stef").

Vamos às fotos, boa?








sexta-feira, 14 de junho de 2013

Nova sessão dupla


Mais um bis no Festroia.
Se o segundo for tão bom como o primeiro... excelente!


"O Miúdo da Bicicleta", de 2011, filme belga realizado e escrito pelos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne



"Círculos", de 2013, co-produção sérvia, alemã, francesa, croata e eslovena, realizada por Srdan Golubovic

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ferrugem e Osso



A francesa Marion Cotillard e o belga Matthias Schoenaerts


Eis um excelente filme que deixei escapar nas salas de cinema e que passou há dias na RTP 2.
Depois de "Um Profeta", em 2009, o realizador francês Jacques Audiard voltou a dar-me um valente murro no estômago com "Ferrugem e Osso".
As interpretações são inspiradoras: Marion Cotillard é soberba na pele (e osso) de Stephanie, mas o protagonista masculino (Matthias Schoenaerts) brilha ainda com mais intensidade.
Duas almas à deriva que se embalam mutuamente ao som dos acordes criados por Alexandre Desplat. Na banda sonora há também Bon Iver e Katy Perry e tudo, por estranho que possa parecer, encaixa na perfeição.

Faltam seis mesitos


De hoje a exactamente meio ano estreia em Portugal "The Hobbit: The Desolation of Smaug", segunda parte da trilogia, baseada na obra de J.R.R. Tolkien, transposta para o cinema por Peter Jackson.
Para aguçar o apetite, let's look at the trailer.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

RTP


Quando era criança e via na televisão a sigla da "Radio Televisão Portuguesa" não tinha dúvidas do seu significado: Ricardo-Tó-Zé-Pedro. Mais tarde descobri que estava a ser ingénuo.


O maninho do meio sempre teve a mania das birras!

domingo, 9 de junho de 2013

De Ljubljana para a Enterprise


A 29.ª edição do Festróia, Festival Internacional de Cinema, já está a bombar.
A sessão da meia-noite foi dedicada à Eslovénia...


"Practicing Embrace - Tango e Abraços", de Metod Pevec


A matiné deste mesmo dia será dedicada a algo completamente diferente...


"Além da Escuridão: Star Trek", realizado por J.J. Abrams

quinta-feira, 6 de junho de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Três notas soltas


1) Gostava de fazer uma graçola a dizer que "O Grande Gatsby", de Baz Luhrmann, não é lá grande coisa, mas estaria a mentir.

2) A máxima "tudo está bem quando acaba bem" também se aplica ao futebol. (Nota: não sou do FCP, do VSC nem do anti-SLB).

3) As tradições são para cumprir, por isso, não vejo a hora de calcorrear o Parque Eduardo VII.

Apesar da ausência de algumas semanas, o estaminé não encerrou!
Antes que pensem fazer uma petição, aqui fica o esclarecimento.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Promete



Acaba de ser revelado o primeiro poster do novo filme de Lars von Trier

terça-feira, 30 de abril de 2013

Joana Vasconcelos no Palácio


Claro que um dia destes irei engrossar a lista de visitantes da exposição de Joana Vasconcelos patente actualmente no Palácio da Ajuda.
Enquanto esse dia não chega decidi recuperar umas fotos interessantes captadas em finais de Junho de 2012 no Palácio de Versalhes, Paris.
Consta que fui um dos 1,6 milhões de visitantes que no Verão do ano passado visitaram a exposição da artista, a primeira mulher e a mais jovem convidada a expor arte contemporânea em Versalhes.
A exposição de Joana Vasconcelos reuniu 15 obras distribuídas pelos vários espaços interiores e exteriores do palácio, onde a artista portuguesa nascida em Paris, em 1971, instalou peças como as já famosas Marilyn, Coração Independente, Peruca e Mary Poppins.
Aqui estão algumas imagens da minha passagem pelo palácio de Joana Vasconcelos.

































segunda-feira, 29 de abril de 2013

MEC na Time Out


Tempos houve em que comprava religiosamente as publicações que mais gostava de ler.
Agora - a austeridade assim o impõe - sou cada vez mais selectivo na hora de comprar revistas.
É claro que continuo a ter as minhas preferidas, mas, por si só, esse facto não faz com que as adquira sempre.
Uma edição histórica, um tema de capa surpreendente ou uma entrevista a alguém que admire, por exemplo, levam-me a não perder uma determinada revista.

A edição da Time Out Lisboa desta semana enquadra-se totalmente na categoria must have. O grande (cada vez mais) Miguel Esteves Cardoso, que lançou agora "Como é Linda a Puta da Vida", foi director convidado da presente edição. Imperdível.



Esta é para ler e guardar

domingo, 28 de abril de 2013

Dois filmes e um livro


É raro ter um dia livre no fim-de-semana. Quando não são os seniores, são os juniores, os juvenis ou os iniciados.
Desta vez não houve infantis nem benjamins a furar planos. Como não sei quando voltará a acontecer, o sábado foi bem esmifrado.

CINEMA


Não deslumbra, mas vê-se bem


LEITURA


Numa palavra: GENIAL. Em três: GE-NI-AL!


CINEMA (em casa)


"Detachment" é um filme assombroso realizado por Tony "American History X" Kaye


O homem sem rosto é Adrien Brody. Depois de dar vida Wladyslaw Szpilman em "O Pianista", o actor tem outra interpretação extraordinária como Henry Barthes em "O Substituto"


Um professor substituto à deriva - I realized something. I'm a non-person - numa escola igualmente perdida

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ritália & Bocage


Abriu recentemente em Setúbal, na Praça do Bocage, mesmo ao lado da Câmara Municipal, a pastelaria e bistrot "Ritália & Bocage".
Por detrás do projecto está Filipe Blanquet, jovem sadino de 29 anos, conhecido pela criação de roupa confeccionada em açúcar.
Eu já lá fui e recomendo a todos uma visita ao espaço que foi durante cerca de um século a casa do Restaurante Bocage.
Além do estabelecimento, que manteve boa parte dos materiais originais, os doces são uma tentação para os sentidos.


Tomei conhecimento do novo espaço na revista "Visão"


Aqui está apenas uma amostra da doçaria da casa


O espaço é muito agradável e está aberto todos os dias


Não podia faltar El mano sadino


Estão a ver este maravilhoso bolo de cenoura e chocolate? Adivinhem para quem foi a última fatia :P

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Warrior


Gostei imenso de "The Fighter - Último Round", mas, garanto-vos, este "Warrior - Combate Entre Irmãos" não lhe fica nada atrás.


Não se iludam (é muito mais do que um filme de pancadaria)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Livros da minha vida


Celebra-se hoje o Dia Mundial do Livro. Tal como quando falamos de filmes, é uma missão impossível eleger os livros da minha vida. A cada autor e obra que descubro - neste momento estou a ler um que me está a encher as medidas de tão bom que é -, tenho a certeza de que o melhor ainda está por ler.
Muitas obras poderiam figurar no meu top. As três escolhas que se seguem podem soar demasiado óbvias e nem tenho a certeza de terem sido os melhores livros desfolhei. No entanto, afirmo, sem hesitar, que os que se seguem foram, por razões diferentes, três dos mais marcantes.



Troika de luxo

"Os Maias”, Eça de Queirós"

Li-o contrariado porque fazia parte das obras obrigatórias no secundário. Ao olhar para o calhamaço só pensava nas horas em que não iria jogar futebol com os meus amigos e na quantidade filmes que poderia ver nesse período de seca. Puro engano! Graças ao génio de Eça de Queirós, a história de Carlos da Maia e Maria Eduarda perdura até hoje. Admitir na altura que tinha gostado muito do livro era razão para ser ostracizado, com justa causa, pela malta cool (leia-se parva) da turma. Eu fi-lo e – estava enganado – não fui excluído por ninguém.

“Ensaio Sobre a Cegueira”, José Saramago

Num autor de eleição havia muito por onde escolher. Esta é, no entanto, a minha obra preferida. Li-o há cerca de 15 anos e nunca um livro me marcou de forma tão vincada. Transportado para um mundo em que o pior da natureza humana vem ao de cima, vi-me aflito a cada página e transportado para uma cidade em que todos (excepto a mulher do médico), sem explicação, cegam. Ter esta obra-prima autografada pelo próprio Saramago é um bónus.


“O Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde

O escritor irlandês criou um dos clássicos incontornáveis da literatura universal. Depois de conhecer Dorian Gray fiquei com a certeza de que aquele que vier um dia a possuir o elixir da juventude terá um elevado preço a pagar. Talvez o exercício físico, a alimentação saudável e uma vida regrada sejam as melhores receitas para adiar o inevitável envelhecimento. Gosto tanto do livro que tremo de pavor sempre que se fala de uma adaptação cinematográfica.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Porta R & C



Uma obra de arte...


...curiosa ;)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Caderno


Por norma, antes de terminar um livro já tenho planeado o que vou ler em seguida. Desta vez aconteceu a excepção que confirma a regra.
Depois de um périplo pela estante, que começa a ficar pequenita para tanta literatura e filme, deparei-me com um livro de José Saramago - "O Caderno" - que me foi oferecido no aniversário de 2009 por um casal amigo e que estava, até há pouco tempo, esquecido na terceira fila de uma prateleira.
Não se trata de um romance, mas de uma compilação dos textos escritos pelo autor para o seu blog entre Setembro de 2008 e Março de 2009. Nas palavras de Saramago são "comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice".
Nos textos que nos apresenta, o escritor, se exceptuarmos desporto, aborda todas as temáticas que se possam imaginar: política, religião, economia, finanças, ambiente, cultura...
Homem de ideias vincadas e controverso q.b. - já todos sabemos que uns adoram-no e outros detestam-no -, há uma constante inegável: o sentido de humor está presente em quase todas as páginas de "O Caderno".




Numa das páginas do livro, José Saramago partilha uma citação de Almeida Garrett...